Cuidados com o coração devem ser redobrados no frio

Com baixas temperaturas, riscos de infarto e AVC aumentam em 30% O inverno e as baixas temperaturas impõem grandes riscos ao coração e ao sistema cardiovascular. O frio pode aumentar em 30% os riscos de infarto e de acidente vascular cerebral (AVC), segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia. A Associação Americana do Coração (American Heart Association) apresenta outras estatísticas que reforçam a importância do cuidado com o coração. Durante o inverno, a incidência de problemas cardíacos aumenta em 25%. Quando a temperatura alcança médias diárias abaixo de 14°C, os casos de morte por infarto do miocárdio sobem para até 30% e, a cada 10°C, a menos na temperatura, o risco de infarto cresce em 7%. Pessoas com doenças crônicas, com predisposição a problemas cardíacos e mais de 65 anos formam o grupo de maior risco. Mecanismo natural “O frio intenso provoca a vasoconstrição, ou seja, a diminuição do diâmetro dos vasos sanguíneos. um mecanismo normal que o corpo humano aciona para se aquecer. Essa redução do diâmetro pode contribuir para o rompimento das placas e provocar o entupimento das artérias. Já a infecção inflama o corpo e gera um esforço ao coração”, explica o cardiologista e hemodinamicista Dárcio Gitti de Faria, do Instituto de Moléstias Cardiovasculares – IMC, de São José do Rio Preto. Quando esse processo provoca uma obstrução das artérias carótidas, que levam o sangue ao cérebro, pode-se também gerar um acidente vascular cerebral (AVC). O frio também ativa os receptores nervosos da pele, desencadeando uma maior liberação de adrenalina, hormônio que contrai os vasos sanguíneos, aumenta a frequência cardíaca e, consequentemente, aumento do consumo de oxigênio pelo músculo do coração. Sintomas do infarto Entre os sintomas mais comuns do infarto estão: dor no peito, falta de ar, náuseas, dor no braço esquerdo, dor nas costas, no pescoço ou no estômago, que também podem ser iniciadas após esforço ou situações de estresse e, até mesmo, em repouso. “A dor pode ser em aperto, opressão, queimação ou de difícil caracterização. O fato é que qualquer sintoma deve ser investigado”, explica o médico. Cuidado e prevenção do seu coração Este ambiente hostil ao coração e sistema cardiovascular é mais um motivo para que as pessoas façam o checkup cardiológico, quando o médico irá avaliar a sua saúde. No IMC, o checkup envolve não só o cardiologista, mas também equipe multidisciplinar completa, que realiza uma série de exames diagnósticos e físicos, como o teste ergométrico de esforço, por exemplo. A prevenção, não importa a idade, envolve também a adoção de hábitos saudáveis como praticar exercícios físicos regularmente, evitar excesso de sal na alimentação, combater a obesidade e ter atividade de lazer, entre outros, orienta o cardiologista. O que fazer em caso de mal súbito? E, caso a pessoa sinta mal súbito no coração, como arritmia ou princípio de infarto, é fundamental que procure ou seja levado, de preferência, a uma emergência cardiológica, que possui equipe multiprofissional especializada para diagnosticar um quadro cardiovascular grave com o máximo de agilidade e prosseguir com o atendimento adequado para cada caso específico. Como centro de referência no Estado de São Paulo, o IMC possui emergência cardiológica 24 horas por dia, contando com unidade coronariana, estudo eletrofisiológico, hemodinâmica e um setor exclusivo para a realização de exames cardiológicos e centro cirúrgico. Fontes: Associação Americana do Coração,  Sociedade Brasileira de Cardiologia e Ministério da Saúde

Anemia Falciforme: causa, sintomas e tratamento

O que é a anemia falciforme? Anemia falciforme é uma doença hereditária (passa dos pais para os filhos) caracterizada pela alteração dos glóbulos vermelhos do sangue, tornando-os parecidos com uma foice, daí o nome falciforme. Essas células têm sua membrana alterada e rompem-se mais facilmente, causando anemia. A hemoglobina, que transporta o oxigênio e dá a cor aos glóbulos vermelhos, é essencial para a saúde de todos os órgãos do corpo. Essa condição é mais comum em indivíduos da raça negra. No Brasil, representam cerca de 8% dos negros, mas devido à intensa miscigenação historicamente ocorrida no país, pode ser observada também em pessoas de raça branca ou parda. Quais são os sintomas da anemia falciforme? A anemia falciforme pode se manifestar de forma diferente em cada indivíduo. Uns têm apenas alguns sintomas leves, outros apresentam um ou mais sinais. Os sintomas geralmente aparecem na segunda metade do primeiro ano de vida da criança. Crise de dor: é o sintoma mais frequente da doença falciforme causado pela obstrução de pequenos vasos sanguíneos pelos glóbulos vermelhos em forma de foice. A dor é mais frequente nos ossos e nas articulações, podendo, porém, atingir qualquer parte do corpo. Essas crises têm duração variável e podem ocorrer várias vezes ao ano. Geralmente são associadas ao tempo frio, infecções, período pré-menstrual, problemas emocionais, gravidez ou desidratação; Síndrome mão-pé: nas crianças pequenas as crises de dor podem ocorrer nos pequenos vasos sanguíneos das mãos e dos pés, causando inchaço, dor e vermelhidão no local; Infecções: as pessoas com doença falciforme têm maior propensão a infecções e, principalmente as crianças podem ter mais pneumonias e meningites. Por isso elas devem receber vacinas especiais para prevenir estas complicações. Ao primeiro sinal de febre deve-se procurar o hospital onde é feito o acompanhamento da doença. Isto certamente fará com que a infecção seja controlada com mais facilidade; Úlcera (ferida) de Perna: ocorre mais frequentemente próximo aos tornozelos, a partir da adolescência. As úlceras podem levar anos para a cicatrização completa, se não forem bem cuidadas no início do seu aparecimento. Para prevenir o aparecimento das úlceras, os pacientes devem usar meias grossas e sapatos; Sequestro do Sangue no Baço: o baço é o órgão que filtra o sangue. Em crianças com anemia falciforme, o baço pode aumentar rapidamente por sequestrar todo o sangue e isso pode levar rapidamente à morte por falta de sangue para os outros órgãos, como o cérebro e o coração. É uma complicação da doença que envolve risco de vida e exige tratamento emergencial. Diagnóstico da anemia falciforme A detecção é feita através do exame eletroforese de hemoglobina. O teste do pezinho, realizado antes do bebê receber alta da maternidade, proporciona a detecção precoce de hemoglobinopatias, como a anemia falciforme. SAIBA MAIS: Teste do Pezinho - veja quais doenças são detectadas nesse exame. Como tratar a anemia falciforme? Quando descoberta a doença, o bebê deve ter acompanhamento médico adequado baseado num programa de atenção integral. Nesse programa, os pacientes devem ser acompanhados por toda a vida por uma equipe com vários profissionais treinados no tratamento da anemia falciforme para orientar a família e o doente a descobrir rapidamente os sinais de gravidade da doença, a tratar adequadamente as crises e a praticar medidas para sua prevenção. A equipe é formada por médicos, enfermeiras, assistentes sociais, nutricionistas, psicólogos, dentistas etc. Além disso, as crianças devem ter seu crescimento e desenvolvimento acompanhados, como normalmente é feito com todas as outras crianças que não têm a doença.   IMPORTANTE: Somente médicos devidamente habilitados podem diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar remédios. As informações disponíveis em dicas em saúde possuem apenas caráter educativo. Procure sempre um médico.   Fontes: Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Doença falciforme: manual do paciente) Ministério da Saúde (Manual da anemia falciforme para a população) Biblioteca Virtual de Saúde (Anemia Falciforme)

Obesidade Infantil: uma em cada três crianças está acima do peso

Uma em cada três crianças, com idade entre cinco e nove anos, está acima do peso, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nesta quinta-feira, 3 de junho, Dia da Conscientização Contra a Obesidade Mórbida Infantil, o alerta sobre este cenário ganha ainda mais importância porque, segundo as entidades médicas, a tendência é ter se agravado com a pandemia. Com as medidas para evitar a proliferação do coronavírus, crianças estão mais sedentárias e ociosas. Saiba como ter uma alimentação saudável Crianças e jovens, inclusive, compõem cada vez mais o grupo de pessoas com obesidade mórbida, um problema de saúde pública, demonstrado por números impressionantes. Uma em cada quatro pessoas de 18 anos ou mais de idade no Brasil estava obesa, o equivalente a 41 milhões de pessoas, em 2019, ano dos últimos dados disponibilizados pelo Ministério da Saúde. Prevenção da obesidade infantil A obesidade pode ser prevenida e evitada, segundo o cirurgião do aparelho digestivo Thiago Sivieri, do Austa Hospital, sobretudo a ponto de se evitar, quando adulto, a necessidade da cirurgia bariátrica. “O futuro metabólico de uma pessoa pode ser definido na infância, portanto é muito importante iniciar o tratamento e acompanhamento da obesidade nesta fase inicial da vida. Tratar a obesidade como doença e não a aceitar passivamente. Uma criança obesa tem grandes chances de se tornar um adulto obeso”, alerta Dr. Thiago Sivieri. O dia a dia da família, hábitos alimentares e de exercício físico influenciam muito nas características da criança. Tratamentos da obesidade em crianças Há diversos tratamentos para a obesidade, que envolvem profissionais de várias especialidades da saúde, principalmente para as crianças, visto que é consenso entre os especialistas e as entidades médicas que a bariátrica não é aconselhada para menores de 16 anos, exceto em caso de síndrome genética. “Nesta faixa etária, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica orienta que o paciente seja avaliado por dois cirurgiões bariátricos e pela equipe multidisciplinar”, explica Dr. Thiago Sivieri. Cirurgias bariátricas aumentam entre adultos Entre os adultos, o aumento expressivo de obesos mórbidos no Brasil resultou na grande procura pela cirurgia bariátrica. Em 2019, foram realizados 68.530 procedimentos, 7% a mais do que em 2018 (63.969 cirurgias), último levantamento da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica. O total de cirurgias em 2019 atendeu apenas 0,5% dos 13,6 milhões de obesos com indicação para este tratamento cirúrgico, aponta a entidade. Dr. Thiago Sivieri ressalta que o maior benefício da cirurgia bariátrica e metabólica, além da perda de peso, é a remissão das doenças associadas à obesidade, como diabetes e hipertensão (entre outras), diminuição do risco de mortalidade, aumento da longevidade e melhoria da qualidade de vida. Segundo ele, com o desenvolvimento das novas tecnologias, da videolaparoscopia e da associação de novas drogas anestésicas, embora seja procedimento complexo, esta cirurgia oferece grande segurança aos pacientes. “Fundamental que a cirurgia seja feita por equipe multiprofissional habilitada e em hospital com estrutura adequada”, pontua Dr. Thiago Sivieri. Critérios para cirurgias bariátricas Nem todos os obesos são candidatos a realizar o procedimento. Segundo o médico do Austa Hospital, a indicação cirúrgica deve ser baseada na análise de quatro critérios: o índice de massa corporal (IMC), a idade, as doenças associadas e o tempo da obesidade mórbida. A Agência Nacional de Saúde (ANS) estabelece que a obesidade deve estar estabelecida ao menos cinco anos, dos quais, dois em tratamento clínico. “É uma análise extremamente criteriosa, na qual analisamos diversos parâmetros para decidir se o paciente fará a cirurgia bariátrica ou não”, destaca Dr. Thiago Sivieri. No Austa Hospital, esta análise envolve vários profissionais. Por exemplo, se a pessoa tem o IMC entre 30 e 35 quilos por metros quadrado, a cirurgia é indicada somente em comorbidades graves. Já entre 35 e 40 kg/m², a presença de comorbidades basta. Acima de 40 kg/m², o procedimento já é o tratamento preconizado, independentemente da presença de comorbidades. Obesidade: o que é? A obesidade é uma doença crônica caracterizada pelo acúmulo de gordura corporal e pode acarretar graves problemas de saúde e levar até à morte. Ela é fator de risco para uma série de doenças. O obeso tem mais propensão a desenvolver problemas como hipertensão, doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, além de problemas físicos como artrose, pedra na vesícula, artrite, cansaço, refluxo esofágico, tumores de intestino e de vesícula. A doença tem também impacto psicológico, acarretando diminuição da autoestima e depressão.   Fontes: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica Agência Nacional de Saúde (ANS)  

Janeiro Branco: o mundo pede saúde mental

Janeiro é o mês dedicado a alertar a sociedade como um todo da importância de prevenir a saúde mental. Existem diversos tipos de transtornos mentais, segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), eles geralmente são caracterizados por uma combinação de pensamentos, percepções, emoções e comportamento anormais, que também podem afetar as relações com outras pessoas. Entre os transtornos mentais, estão a depressão, o transtorno afetivo bipolar, a esquizofrenia e outras psicoses, demência, deficiência intelectual e transtornos de desenvolvimento, incluindo o autismo. A campanha Janeiro Branco busca a promoção de saúde mental por meio de estratégias para que o adoecimento emocional seja prevenido, conhecido e combatido em todos os campos. Saúde mental e a pandemia da Covid-19 É inevitável falar sobre a Covid-19 quando o assunto é saúde mental. Todos, de alguma forma, sentiram os impactos da pandemia e tiveram que se acostumar com as drásticas mudanças, as inúmeras restrições e, em meio a tudo isso, buscar um equilíbrio entre a adaptação da nova rotina de vida e a insegurança dos números da pandemia, que ainda crescem exponencialmente a cada dia ao longo desses dois anos. No mundo, quase 1 bilhão de pessoas vivem atualmente com transtorno mental. Entre elas, 3 milhões morrem todos os anos devido ao uso nocivo do álcool e uma a cada 40 segundos por suicídio. Essas mortes ocorrem, muitas vezes, por algum transtorno que a pessoa nem sabe que tem e a Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que, com os reflexos da pandemia, esses números devem piorar. Efeitos colaterais Estudos e pesquisas sobre os efeitos colaterais da pandemia da Covid-19 multiplicam-se em toda parte do mundo e suas conclusões revelam um dos mais importantes desafios para a atual humanidade: cidadãos comuns, autoridades e instituições sociais devem desenvolver estratégias públicas e privadas para proteger, fortalecer e promover a saúde mental das pessoas. Segundo a OMS, a pandemia interrompeu serviços essenciais de saúde mental em 93% dos países do mundo e, ao mesmo tempo, intensificou a procura por esses mesmos serviços. No Brasil, de acordo com uma pesquisa do Instituto FSB Pesquisa, 62% das brasileiras e 43% dos brasileiros afirmaram que a saúde emocional ‘piorou’ ou ‘piorou muito’ durante a pandemia. Outro estudo, desenvolvido pelo Instituto Ipsos e encomendado pelo Fórum Econômico Mundial, concluiu que 53% dos brasileiros achavam que sua saúde mental “tinha piorado bastante no último ano”. Em um recente estudo realizado pela FIOCRUZ e outras seis universidades nacionais, enquanto 40% da população brasileira apresentava sentimentos frequentes de tristeza e de depressão, outros 50% da mesma população apresentava frequentes sentimentos de ansiedade e de nervosismo. Em relação às faixas etárias iniciais da vida, uma pesquisa conduzida pelo UNICEF/Gallup mostrou que 22% dos adolescentes e jovens brasileiros de 15 a 24 anos se sentem deprimidos ou têm pouco interesse em ‘fazer coisas’. Outras doenças Os impactos do estresse causado pela pandemia também podem se desdobrar em outras doenças. Segundo uma pesquisa feita na Faculdade de Medicina da Universidade Harvard, Estados Unidos, situações estressantes provocam uma produção excessiva de glóbulos brancos no organismo. Essas células, que fazem parte do sistema imunológico, quando produzidas em excesso, podem se acumular nas paredes das artérias, reduzindo o fluxo sanguíneo e favorecendo a formação de coágulos – elevando, assim, o risco de doenças cardiovasculares. De forma resumida, o estresse também pode levar a um infarto ou a um acidente vascular cerebral (AVC). LEIA TAMBÉM: O mal que o estresse causa ao coração. A importância da campanha pela saúde mental A campanha Janeiro Branco é dedicada a mostrar que a vida humana está estruturada com base em questões mentais, sentimentais, emocionais e comportamentais. Sendo assim, é preciso se dedicar aos cuidados com a mente assim como com o corpo, para não se tornar vítima de si mesmo. Os transtornos mentais representam hoje um dos principais desafios para os órgãos de saúde. Estima-se que 30% dos adultos em todo o mundo atendam aos critérios de diagnóstico para algum transtorno mental. Uma pesquisa realizada pelo Instituto de Medicina Social, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro mostra que, no Brasil, os transtornos depressivos e ansiosos correspondem, respectivamente, pela quinta e sexta causa de anos vividos com incapacidade. Janeiro Branco 2022 Em 2022, a campanha Janeiro Branco chega à sua 9ª edição e faz um alerta à humanidade: em tempos de prolongada pandemia, de crises sanitárias, sociais, políticas, ecológicas e econômicas em escala global: “O Mundo Pede Saúde Mental”. Estudos recentes - e produzidos por diferentes tipos de instituições sociais em vários países do mundo - chamam a atenção para o importante desafio que a humanidade não pode mais desprezar: é urgente a criação de uma cultura da saúde mental em meio a todas as relações das quais os seres humanos participam.   Fontes: Organização Mundial da Saúde (OMS) Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) Site Janeiro Branco – www.janeirobranco.com.br

1 2 3 124
Newsletter
Newsletter

Assine nossa newsletter

Assine a nossa newsletter para promoções especiais e atualizações interessantes.


    Política de privacidade