18/06/2021

Doença falciforme é diagnosticada pelo teste do pezinho

Doença falciforme é genética, não tem cura, mas é diagnosticada pelo teste do pezinho para bebê ter acompanhamento médico

A cada ano, nascem no Brasil 3.000 crianças com doença falciforme e 200.000 com traço falciforme.

No Estado de São Paulo, 1 em cada 4.000 bebês vem ao mundo com esta doença genética, hereditária e que – atenção! – não tem cura.

Diagnóstico

Isso não impede, contudo, que ela seja diagnosticada logo no nascimento para que o bebê receba o acompanhamento médico adequado, baseado num programa de atenção integral.

O diagnóstico precoce é feito na triagem neonatal com a realização do Teste do Pezinho, como é conhecido o exame eletroforese de hemoglobina. Ele é gratuito e obrigatório por lei que seja feito em todas as instituições de saúde do Brasil.

O que é o que causa?

A doença falciforme é caracterizada pela alteração no sangue, na qual os glóbulos vermelhos tornam-se rígidos, assumem formato de foice, dificultando a passagem de oxigênio para o cérebro, pulmões, rins e outros órgãos.

Se o portador da doença não recebe a assistência adequada, corre o risco de ter anemia crônica, crises dolorosas associadas ou não a infecções, retardo do crescimento, infecções e infartos pulmonares, acidente vascular cerebral, inflamações e úlceras.

Sintomas da doença falciforme

Os sintomas geralmente aparecem no primeiro ano de vida e manifestam-se de maneira diferente em cada pessoa.

A crise de dor é o mais frequente, atingindo principalmente ossos e articulações. Nas crianças pequenas, causam inchaço, dor e vermelhidão em mãos e pés.

As pessoas com doença falciforme têm maior propensão a infecções. Crianças podem ter mais pneumonias e meningites. Por isso elas devem receber vacinas especiais para prevenir estas complicações. Ao primeiro sinal de febre deve-se procurar o hospital onde é feito o acompanhamento da doença. Isto certamente fará com que a infecção seja controlada com mais facilidade.

Outros sintomas

Outro sinal característico, a partir da adolescência, é o aparecimento de ferida(s) normalmente perto dos tornozelos. A(s) ferida(s) podem levar anos para a cicatrização completa, se não forem bem cuidadas no início do seu aparecimento.

O risco de morte é grande nas crianças em que, como consequência da doença falciforme, o baço começa a sequestrar sangue que irrigaria outros órgãos, como o cérebro e o coração.

Tratamento da doença falciforme

Quando descoberta a doença, o bebê deve ter acompanhamento médico adequado, baseado num programa de atenção integral.

Nesse programa, os pacientes devem ser acompanhados por toda a vida por uma equipe com vários profissionais treinados no tratamento desta doença para orientar a família e o doente a descobrir rapidamente os sinais de gravidade, a tratar adequadamente as crises e a praticar medidas para sua prevenção.

A equipe é formada por médicos, enfermeiros, assistentes sociais, nutricionistas, psicólogos, dentistas, entre outros.

Além disso, as crianças devem ter seu crescimento e desenvolvimento acompanhados, como normalmente é feito com todas as outras crianças que não têm a doença.

Fontes: Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Ministério da Saúde e Escola Paulista de Enfermagem da Unifesp.

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