Rio Preto inicia técnica menos invasiva para cirurgia cardíaca

20/03/2018

Rio Preto inicia técnica menos invasiva para cirurgia cardíaca

Aos 82 anos e com doença cardíaca, não podia fazer esforço nem cavalgar. Após passar por cirurgia inovadora, ganhou mais tempo para cuidar da terra e brincar com o bisneto

Matéria publicado no Jornal Diário da Região por Millena Grigoleti – Clique aqui para ver a notícia

Foto: Johnny Torres 16/3/2018

O agricultor Arlindo Alizon, de 82 anos, estava ansioso para ver o bisneto Isac, de 2 anos, e mal pode esperar dar um mês da cirurgia cardíaca pela qual passou nesta quarta-feira, 14, no Austa, em Rio Preto, para poder cavalgar.

Dois dias depois da operação, na sexta, pôde ter alta e voltar para casa em Olímpia para brincar com o pequeno, de quem deve acompanhar o desenvolvimento graças à maior expectativa de vida dada pela técnica inovadora realizada pela primeira vez em Rio Preto em alguém que não tinha válvula no coração. Arlindo não tinha indicação para uma cirurgia cardíaca comum, por isso teria de deixar para sempre os cavalos de lado – a doença que possuía não permite esforços físicos.

O idoso tinha estenose aórtica, ou seja, o estreitamento da válvula que impedia o sangue de circular adequadamente. O problema de calcificação aórtica atinge sobretudo idosos, provocando dor no peito, desmaio, falta de ar e morte súbita. Estima-se que 5% das pessoas com mais de 60 anos desenvolverão a doença. Em Rio Preto, isso representa uma população de 3,2 mil pessoas. Do total de doentes, cerca de 30% não terão indicativo para a cirurgia tradicional, em que o peito é aberto e é preciso interromper os batimentos cardíacos.

A operação convencional requer coração aberto, sendo necessária a esternotomia (abertura do osso esterno, que fica na frente do músculo cardíaco), em que o peito é separado para o procedimento.

O TAVI é a sigla em inglês para implante percutânea de válvula aórtica, indicada para quando o paciente corre risco ao fazer a cirurgia tradicional de implante de válvula. O procedimento comum é arriscado para alguns públicos devido à idade, peso ou doenças prévias, como câncer, problemas renais ou pulmonares.

São duas formas de fazer o TAVI, ambas pouco invasivas. A que foi utilizada em Arlindo é fazer uma incisão de milímetros na virilha, pela qual passa um cateter que leva a nova válvula, que é feita de pericárdio bovino e importada dos Estados Unidos, para o local onde há o estreitamento e a implanta ali. A outra é através de um pequeno corte no peito, por onde entra o cateter.

Embora ofereça riscos, a técnica cirúrgica minimiza os riscos de complicações, pois o paciente fica menos tempo no hospital. Enquanto com a cirurgia tradicional o tempo de recuperação é de sete a dez dias internado, com o TAVI passa para três a cinco dias – Arlindo ficou ainda menos. Como é feita apenas uma incisão, e não um corte no peito, diminui o risco de quadro infeccioso. O tempo sob anestesia também é menor: de no mínimo três horas para uma hora e quinze minutos.

Mais tempo de vida

A cirurgia possibilitou maior tempo de vida para Arlindo. A partir do início dos sintomas, o tempo médio de vida é de dois a três anos sem a operação. Para quem, como ele, não podia passar pela cirurgia tradicional devido à idade avançada, não há tratamentos que resolvam o problema, pois a estenose é um algo mecânico que não pode ser efetivamente tratado com remédio.

O agricultor gostou da cirurgia. “Não senti nada, um procedimento muito legal, muito bom mesmo. Tomei anestesia geral, quando falou que acabou eu até assustei.” Apaixonado pelo campo, trabalha desde os 7 anos. “O finado meu pai gostava de duas coisas, era café e gado.” Conta que parou de trabalhar não faz muito tempo, mas mesmo assim não abandona a propriedade onde cultiva cana. “Eu ainda vou para lá, mexo. Os caras plantam alguma coisa estou de cima olhando, ajudando a fazer alguma coisinha. Monto em um trator, roço. Não sou desses caras entregues, faço minhas coisas”, orgulha-se.

A mulher, dona Vicentina, de 75 anos, tem que frear a vontade de Arlindo trabalhar, junto com o médico, que o alertou que sem a cirurgia e fazendo esforço físico o idoso podia ter problemas. “Eu sou meio abusado, italiano com espanhol. Uma coisa está desorganizada a gente corre para organizar”, brinca.

Arlindo é pai de quatro filhos e avô de nove netos. Após dois dias no hospital, estava muito ansioso para voltar para casa. Deseja também visitar o sítio, coisa que não faz há três meses. “A vida inteira trabalhei com sítio. Eu gosto, é meu prazer, fui criado lá.” O agricultor lembra que tem que fazer repouso. “Foi um procedimento muito especial, não estou sentindo nada. Gostei demais porque é uma coisa muito boa que veio.”

Entenda

O que é a estenose?

A estenose é um problema que causa o estreitamento da válvula aórtica. Pode ter causas reumática e congênita, mas a principal é a degenerativa, causada pela idade. Estima-se que 5% das pessoas acima de 60 anos tenham uma calcificação da válvula, o que dificulta a circulação sanguínea. Os sintomas são dor no peito, desmaio e falta de ar. O paciente pode ter um mal súbito e falecer. O tratamento mais eficaz é a cirurgia, pois como o problema é mecânico não pode ser efetivamente tratado com remédios.

Como é a cirurgia realizada?

O TAVI é a sigla em inglês para implante percutâneo de válvula aórtica. O procedimento pode ser feito de duas maneiras. A primeira, que foi realizada em Rio Preto, é por meio de uma incisão na virilha, pela qual é introduzido o cateter que vai até o coração e implanta a válvula, feita de pericárdio bovino e importada dos Estados Unidos. Na segunda, os médicos fazem uma pequena incisão no peito e introduzem o cateter por ela.

Qual o diferencial do TAVI?

Alguns pacientes não têm indicação para cirurgia tradicional, como os muito idosos, com problemas renais ou pulmonares, muito magros, ou que já tenham tido câncer ou acidente vascular cerebral. A nova técnica permite fazer um corte menor no paciente e deixá-lo sob anestesia por menos tempo. Com isso, o tempo de recuperação é menor e a pessoa fica menos tempo no hospital, diminuindo o risco de infecções. Diferente da cirurgia tradicional, não é preciso paralisar o coração (por meio de circulação extra corpórea) para colocar a válvula. No TAVI isso é feito com o órgão em funcionamento.

Custo é maior, mas compensa

Segundo os hemodinamicistas Márcio Santos e Antônio Hélio Pozetti, a cirurgia TAVI custa mais, mas se for observado o valor global – levando-se em conta o tempo de internação e as complicações decorrentes de um procedimento convencional – o valor compensa.

“Os dispositivos têm se tornado cada vez mais seguros, os resultados cada vez melhores e encorajadores, então antes o procedimento que era feito para os pacientes de alto risco começou a ser feito para os de risco moderado e a tendência é que evolua e se torne no futuro a escolha para o tratamento da estenose”, acredita Pozetti. Também fazem parte da equipe os médicos Luiz Antonio Gubolino e Luciano Trindade.

Mesmo sendo menos invasiva, é preciso o mesmo acompanhamento de uma cirurgia tradicional, segundo Santos.

É preciso também uma retaguarda hospitalar. Para o caso de algo dar errado e ser necessário abrir o paciente, por exemplo, um centro cirúrgico deve estar disponível. “No dia existia uma mobilização. Centro cirúrgico, anestesista, quatro hemodinamicistas, cardiologia com o ecocardiograma”, diz Pozetti.

Em Rio Preto, uma cirurgia similar já havia sido feita no Hospital de Base, mas em um paciente que já tinha uma válvula e foi preciso trocar. Pela primeira vez a técnica foi em um paciente que iria implantar a prótese pela primeira vez. (MG)

Compartilhe no Facebook Compartilhe no Whatsapp Compartilhe no Twitter

12 de maio

Semana de Enfermagem Austa 2026: A inteligência artificial fortalece quem cuida

A Semana de Enfermagem do AUSTA 2026 teve início de uma forma especial e simbólica. Para marcar a abertura das celebrações, a personagem de Florence Nightingale percorreu os setores da instituição homenageando e cumprimentando os profissionais da enfermagem, reforçando a conexão entre a história da profissão e o futuro do cuidado em saúde. Reconhecida mundialmente como pioneira da enfermagem moderna, Florence representa valores que seguem presentes no dia a dia da assistência: dedicação, humanização, conhecimento e compromisso com a vida. Desta vez, sua presença também simbolizou a evolução da profissão diante das novas tecnologias e transformações do setor. A inteligência artificial fortalece quem cuida Com o tema “A inteligência artificial fortalece quem cuida!”, a Semana de Enfermagem do AUSTA 2026 propõe uma reflexão sobre como a inovação e a tecnologia podem atuar como aliadas dos profissionais de saúde, contribuindo para uma assistência cada vez mais eficiente, segura e humanizada. Como parte da programação, os profissionais da enfermagem também participaram de uma palestra sobre o tema, abordando como a inteligência artificial e os recursos tecnológicos vêm apoiando o cuidado em saúde, otimizando processos, ampliando a segurança assistencial e oferecendo mais suporte às equipes no dia a dia. Durante o encontro, também foi reforçado que a tecnologia não substitui o olhar humano, a experiência e a sensibilidade dos profissionais da enfermagem. Pelo contrário: surge como uma ferramenta de apoio, capaz de fortalecer a atuação das equipes e permitir que o cuidado continue sendo cada vez mais humano, estratégico e centrado nas pessoas. A ação de abertura levou acolhimento, reconhecimento e valorização às equipes, celebrando a trajetória da enfermagem, os profissionais que fazem a diferença diariamente e as novas gerações que seguirão construindo o futuro do cuidado.

08 de maio

AUSTA Hospital conquista Selo Platinum da Angels Initiative e reforça excelência no atendimento ao AVC

O AUSTA Hospital acaba de alcançar um importante reconhecimento internacional na área da saúde: o Selo Platinum da Angels Initiative, em parceria com a World Stroke Organization. A certificação reconhece hospitais que atingem elevados padrões de qualidade, desempenho clínico e agilidade no atendimento a pacientes com Acidente Vascular Cerebral (AVC), uma das principais causas de morte e incapacidade no mundo. A conquista reforça o compromisso do AUSTA com a segurança do paciente, a excelência assistencial e a atuação integrada das equipes multidisciplinares, especialmente dos profissionais da neurologia e da emergência, que desempenham papel fundamental em cada etapa do atendimento. Agilidade que salva vidas No tratamento do AVC, o tempo é um fator decisivo. Quanto mais rápido o paciente recebe atendimento especializado, maiores são as chances de recuperação e menores os riscos de sequelas. Por isso, protocolos assistenciais bem estruturados, equipes treinadas e fluxos eficientes fazem toda a diferença no cuidado ao paciente. O Selo Platinum reconhece justamente instituições que demonstram alto desempenho nesses indicadores e mantêm um atendimento alinhado às melhores práticas internacionais. No AUSTA Hospital, o cuidado com o paciente com AVC envolve atuação rápida desde a chegada à emergência, passando pelo diagnóstico ágil e pela definição imediata da conduta médica mais adequada. Reconhecimento internacional da qualidade assistencial A Angels Initiative é um programa global que atua ao lado de hospitais e profissionais de saúde para melhorar a qualidade do atendimento ao AVC em diferentes países. Em parceria com a World Stroke Organization, a iniciativa avalia critérios rigorosos relacionados ao desempenho hospitalar e aos resultados assistenciais. Receber a certificação Platinum representa um marco importante para o hospital e evidencia o comprometimento contínuo das equipes com a evolução dos processos, a atualização técnica e a busca constante por um atendimento cada vez mais seguro, humanizado e eficiente. Compromisso contínuo com a excelência Mais do que uma conquista institucional, o selo simboliza o impacto direto do trabalho das equipes na vida dos pacientes e de suas famílias. O reconhecimento fortalece o propósito do AUSTA Hospital de seguir investindo em qualidade, tecnologia, capacitação profissional e assistência de excelência, mantendo o cuidado centrado no paciente em todos os momentos.

07 de abril

Dia Mundial da Saúde: Austa Clínicas participa de ação para colaboradores da Cerradão

No Dia Mundial da Saúde, a Austa Clínicas reforça um compromisso que vai além das unidades de atendimento: estar presente onde a vida acontece, inclusive no campo. Nesta data, a operadora esteve na Cerradão, levando informação, orientação e cuidado diretamente às equipes que fazem o agro acontecer todos os dias. Mais do que uma ação pontual, a iniciativa representa um olhar atento à saúde de quem está na linha de frente de um dos setores mais importantes do Brasil. Promover saúde no ambiente de trabalho, especialmente no contexto agroindustrial, é essencial para garantir não apenas o bem-estar dos colaboradores, mas também a sustentabilidade das operações. Rotinas intensas, exposição a fatores de risco e a própria dinâmica do campo exigem uma atenção constante à prevenção e à qualidade de vida. "Durante a ação, reforçamos a importância de hábitos saudáveis no dia a dia, com orientações práticas, como a importância em ter uma alimentação equilibrada, manter a hidratação, ter cuidados com o corpo e com a saúde mental, além da importância de fazer um acompanhamento regular da saúde", cita Juliana Pagliato, gerente de Relações Empresariais da Austa Clínicas. A Austa Clínicas acredita que o cuidado começa pela informação e que quando ela chega de forma acessível e próxima da realidade das pessoas, seu impacto é ainda maior. E que levar saúde para dentro do agro é valorizar pessoas, fortalecer equipes e contribuir para um futuro mais saudável e produtivo.

01 de abril

Abril pela Segurança do Paciente: Austa realiza ação com os colaboradores sobre o cuidado seguro

No Brasil, o mês de abril é amplamente utilizado por instituições de saúde, como o Ministério da Saúde, para fortalecer a conscientização sobre a segurança do paciente. Mais do que uma mobilização pontual, o período reforça um princípio essencial: a segurança deve estar presente em todas as etapas do cuidado. Alinhada a esse compromisso, a Austa realizou, nos dias 30 e 31 de março, no Austa Hospital, e 01 e 02 de abril, no IMC, uma ação especial voltada ao fortalecimento das práticas assistenciais e ao engajamento dos colaboradores em torno da cultura de segurança. Dinâmica interativa para fortalecimento da cultura de segurança Como parte da programação, foi promovido um circuito de atividades em formato de gincana, envolvendo colaboradores de diferentes áreas. A proposta utilizou situações simuladas do cotidiano para reforçar, de forma prática e participativa, a importância da atenção aos processos e da atuação segura. Ao longo do percurso, os participantes passaram por estações que reproduziam desafios reais da rotina institucional. Entre as atividades, estavam a identificação correta de pacientes a partir de dados semelhantes em pulseiras, dinâmicas que evidenciaram falhas de comunicação no repasse de informações, e simulações relacionadas ao preparo e à conferência segura de medicamentos. Também foram trabalhados aspectos fundamentais do cuidado, como a organização de checklists de cirurgia segura com análise de possíveis inconsistências, a correta higienização das mãos a partir de situações do dia a dia e a identificação de riscos em cenários simulados relacionados à prevenção de quedas e lesões por pressão. A dinâmica foi adaptada para diferentes públicos, garantindo a aplicabilidade tanto para equipes assistenciais quanto para áreas administrativas e de apoio, reforçando que a segurança do paciente é uma -responsabilidade compartilhada. As Metas Internacionais de Segurança do Paciente na prática O circuito foi baseado nas 6 Metas Internacionais de Segurança do Paciente, que orientam práticas essenciais para a redução de riscos e a prevenção de eventos adversos: -Identificar corretamente o paciente -Melhorar a comunicação entre os profissionais de saúde -Garantir a segurança na prescrição, uso e administração de medicamentos -Assegurar cirurgias seguras -Higienizar as mãos para prevenir infecções -Reduzir o risco de quedas e lesões por pressão Ao trazer essas metas para o contexto prático, a ação contribui para fortalecer a cultura de segurança e ampliar a percepção dos profissionais sobre o impacto de suas condutas no cuidado ao paciente. O Austa acredita que a qualidade assistencial está diretamente relacionada à segurança e que investir na capacitação das equipes é fundamental para garantir um cuidado cada vez mais confiável, humanizado e centrado no paciente.    

Newsletter
Newsletter

Assine nossa newsletter

Assine a nossa newsletter para promoções especiais e atualizações interessantes.


    Política