Dois atletas do Clube Monte Líbano, de São José do Rio Preto, realizaram um check-up cardiológico no Instituto de Moléstias Cardiovasculares (IMC) como parte da preparação para o Campeonato Paulista de Basquete Sub-16. A iniciativa reforça uma recomendação importante dos especialistas: fazer uma avaliação cardiológica antes de iniciar atividades físicas, especialmente em casos de treinos intensos ou participação em competições esportivas. Referência em cardiologia em Rio Preto e região, o IMC realiza avaliações voltadas tanto para atletas profissionais e amadores quanto para pessoas que desejam iniciar ou retomar exercícios físicos com segurança. Avaliação cardiológica antes do esporte Segundo a cardiologista Dra. Adriana Bellini Miola, chefe do Setor de Ergometria, Reabilitação e Cardiologia do Exercício do IMC, a prática de atividade física traz inúmeros benefícios para a saúde, mas deve sempre estar associada ao acompanhamento médico. “É imprescindível que a pessoa esteja em dia com a sua saúde e tenha o amparo de um médico e outros profissionais para agregar segurança a essa prática”, explica. No IMC, cada paciente passa por uma avaliação individualizada, em que exames e orientações são definidos conforme o perfil e o nível de atividade física pretendido. “Cada indivíduo é diferente do outro, tem uma história única e objetivos particulares que o levaram a nos procurar. Por isso, os exames complementares variam de um paciente para outro, dependendo do grau de envolvimento com o exercício e dos propósitos de cada pessoa”, explica a cardiologista. Jovens atletas reforçam importância do check-up Para os atletas, o acompanhamento médico também faz parte da preparação para a temporada esportiva. Caio Humberto Rocha Soares, de 16 anos, destaca que a avaliação traz mais segurança para quem pratica esporte regularmente. “Fazer esse teste é essencial para mim, tanto como pessoa quanto como atleta, porque conseguimos verificar como está o nosso coração. Como praticamos esporte todos os dias, essa avaliação nos dá muita segurança. Assim, ficamos mais tranquilos para focar no nosso objetivo, que é jogar bem, ajudar o time e buscar vitórias e o título”, afirma. Outro atleta que realizou o check-up foi João Gabriel de Andrade, também de 16 anos. “Para nós, que estamos iniciando uma temporada importante, esse tipo de avaliação é fundamental porque ajuda a entender melhor como está nossa condição física. O acompanhamento médico também orienta sobre os cuidados que precisamos ter para treinar e competir com mais segurança. Isso nos dá confiança para continuar evoluindo dentro de quadra e representar bem o nosso time”, diz. Acompanhamento médico e equipe multidisciplinar Os jovens atletas são acompanhados pelo Dr. Adriano Fróes, médico e pós-graduado em Medicina do Esporte e do Exercício, que os encaminhou ao IMC para a realização dos exames preventivos. No instituto, a avaliação e o acompanhamento de atletas e demais pessoas envolvem uma equipe multidisciplinar, formada por cardiologistas e, quando necessário, pneumologistas, ortopedistas e outros especialistas. Essa abordagem permite analisar de forma ampla as condições de saúde de cada pessoa. “Todos sabemos dos benefícios do exercício, porém ele não deve ser feito de forma aleatória ou desorganizada. Uma equipe multidisciplinar pode orientar a melhor forma de iniciar a prática e até colaborar na escolha da modalidade esportiva mais adequada, levando em consideração as características individuais, histórico de vida e hábitos de cada pessoa”, destaca o médico. Avaliação cardiológica também é importante para quem pratica exercícios recreativos Os especialistas reforçam que a recomendação vale para todas as pessoas, inclusive aquelas que pretendem iniciar atividades físicas de forma recreativa. “Independentemente da idade ou do nível do exercício, é importante realizar uma avaliação cardiológica antes de iniciá-lo. Isso garante mais segurança e permite que seja praticado de forma saudável e sustentável”, conclui o médico que acompanha os atletas. Exercícios sem avaliação podem trazer riscos A avaliação cardiológica pré-participação esportiva é essencial porque algumas doenças cardiovasculares podem evoluir de forma silenciosa. Entre os principais riscos da prática de exercícios físicos sem avaliação médica está a morte súbita cardíaca, que pode ocorrer durante a atividade quando existem doenças não diagnosticadas. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a morte súbita cardíaca é a morte natural e inesperada de causa cardíaca que ocorre até uma hora após o início dos sintomas, quando há testemunhas, ou até 24 horas quando não há. Entre as condições que podem levar a esse tipo de ocorrência estão: miocardiopatia hipertrófica displasia arritmogênica do ventrículo direito síndrome do QT longo síndrome de Brugada taquicardia ventricular polimórfica catecolaminérgica miocardites síndromes coronarianas, como o infarto agudo do miocárdio “Algumas dessas doenças podem evoluir sem sintomas evidentes e a primeira manifestação pode ocorrer justamente durante a prática de exercícios. Por isso o check-up cardiológico é tão importante”, alerta a Dra. Adriana Miola.
No dia 14 de março, celebra-se o Dia Mundial do Sono, uma data criada para chamar a atenção para a importância de dormir bem e para os impactos que os distúrbios do sono podem causar na saúde. Embora o sono seja uma necessidade básica do organismo, milhões de pessoas convivem diariamente com noites mal dormidas, muitas vezes sem saber que isso pode estar relacionado a algum problema de saúde. No Brasil, o cenário é preocupante. Segundo estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), sete em cada dez brasileiros apresentam algum tipo de dificuldade para dormir, o que representa cerca de 158 milhões de pessoas. Entre os problemas mais comuns estão insônia, ronco intenso e despertares frequentes durante a noite, situações que, além de comprometerem o descanso, podem afetar diretamente o funcionamento do organismo. Dormir mal de forma frequente pode trazer consequências que vão muito além do cansaço no dia seguinte. A privação ou a baixa qualidade do sono está associada a maior risco de problemas cardiovasculares, alterações metabólicas, dificuldade de concentração, irritabilidade, ansiedade e queda na qualidade de vida. Em muitos casos, a causa dessas noites mal dormidas está ligada a um distúrbio chamado apneia do sono. “A apneia do sono se caracteriza pela parada momentânea da respiração, devido à obstrução das vias respiratórias em função do relaxamento dos músculos da faringe. Sem respiração, o fluxo de oxigênio é interrompido, podendo ter consequências ao cérebro e ao coração”, explica a médica pneumologista Bruna Cortez, do IMC – Instituto de Moléstias Cardiovasculares, de Rio Preto. Durante os episódios de apneia, a respiração pode parar por alguns segundos ou até mais tempo, várias vezes ao longo da noite. Isso faz com que o cérebro precise “acordar” o corpo repetidamente para retomar a respiração, fragmentando o sono e impedindo que ele seja realmente reparador. Além da sensação constante de cansaço, a apneia do sono pode trazer riscos importantes à saúde. Entre as complicações mais preocupantes estão hipertensão arterial, doenças cardiovasculares, aumento do risco de AVC (acidente vascular cerebral) e até morte súbita. Quando o ronco pode ser um sinal de alerta Um dos sintomas mais conhecidos da apneia do sono é o ronco alto e frequente. No entanto, nem sempre ele é interpretado como um sinal de problema de saúde. Muitas pessoas acabam normalizando o ronco ou associando o sintoma apenas a uma característica individual. Além do ronco, outros sinais podem indicar a presença do distúrbio, como pausas na respiração durante o sono, sensação de sufocamento à noite, sonolência excessiva durante o dia, dores de cabeça ao acordar, dificuldade de concentração e irritabilidade. A pneumologista explica que a apneia do sono pode ter diferentes causas e fatores associados, o que torna fundamental uma avaliação médica adequada. “A apneia do sono pode estar relacionada a diversos fatores, como obesidade e síndrome metabólica, os mais relevantes, mas também ansiedade, problemas clínicos, emocionais, excitação associada a determinados eventos, entre muitos outros”, pontua Dra. Bruna. Por isso, o diagnóstico correto é essencial para identificar a origem do problema e definir o tratamento mais adequado. Polissonografia: exame avalia o que acontece com o corpo durante o sono Para auxiliar no diagnóstico dos distúrbios do sono, o principal exame utilizado é a polissonografia, que permite avaliar de forma detalhada como o organismo se comporta enquanto a pessoa dorme. Durante o exame, diferentes funções do corpo são monitoradas ao longo da noite, como respiração, oxigenação do sangue e movimentos respiratórios. Essas informações ajudam o médico a identificar alterações que possam indicar problemas como a apneia do sono. “Esse exame permite identificar pausas na respiração, quedas na oxigenação do sangue e outros sinais que indicam que o sono não está sendo reparador”, explica a pneumologista do IMC. “Com essas informações conseguimos confirmar o diagnóstico e definir o tratamento mais adequado para cada paciente.” A partir dos dados coletados, os especialistas conseguem avaliar a frequência das pausas respiratórias, o impacto delas na oxigenação do organismo e o quanto o sono está sendo fragmentado ao longo da noite. Exame pode ser realizado no conforto de casa No IMC, a polissonografia pode ser realizada no conforto da própria casa do paciente, o que torna o exame mais prático e confortável. Essa modalidade domiciliar permite que a pessoa durma em seu ambiente habitual, o que muitas vezes contribui para um resultado mais próximo da rotina real de sono. Para realizar o exame, são utilizados equipamentos portáteis e de fácil utilização que registram as informações durante toda a noite. Antes de dormir, o paciente coloca um cinto elástico na região do tórax ou da cintura, responsável por registrar os movimentos respiratórios. Também utiliza um oxímetro no dedo, que mede continuamente a oxigenação do sangue, além de um pequeno cateter colocado no nariz, que registra o fluxo de ar durante a respiração. “É um exame simples e seguro. Os sensores são leves e não causam dor, permitindo que a pessoa durma de forma bastante próxima da sua rotina normal”, ressalta a Dra. Bruna. Todos esses sensores ficam conectados a um pequeno aparelho responsável por registrar os dados ao longo da noite. O funcionamento é semelhante ao de um holter cardíaco, exame que monitora o coração durante várias horas ao longo das atividades do dia a dia. No dia seguinte, os dados coletados são analisados por médicos especialistas. “A análise desses dados mostra se houve pausas respiratórias, queda de oxigênio no sangue ou outros sinais característicos da apneia do sono”, explica a pneumologista do IMC. “Com isso conseguimos entender o que está acontecendo durante o sono do paciente e indicar o tratamento mais adequado.” Quando tratar o sono muda a qualidade de vida O produtor rural João Francisco Coletti, de 70 anos, é um exemplo de como o diagnóstico correto pode transformar a qualidade de vida. Durante anos, ele conviveu com noites mal dormidas, ronco intenso e episódios de apneia. Em consulta médica, descobriu que o sangue estava mais espesso, condição que poderia aumentar o risco de infarto. A recomendação foi iniciar investigação para identificar a causa do problema. Após avaliação clínica no IMC, a pneumologista indicou a realização da polissonografia. “Foi tranquilo colocar os dispositivos em casa, o que é um conforto muito grande. Hoje, durmo bem, não ronco e o sangue afinou”, relata o produtor rural.
Quase metade dos brasileiros não pratica o mínimo de atividade física recomendado para manter a saúde. Dados do Ministério da Saúde indicam que cerca de 47% da população é sedentária, um comportamento associado ao aumento do risco de doenças crônicas e à perda de qualidade de vida. No envelhecimento, esse cenário ganha atenção ainda maior, já que a falta de movimento pode intensificar perdas naturais do organismo, aumentar a vulnerabilidade a problemas de saúde e comprometer a autonomia para atividades simples do dia a dia. De acordo com o Dr. Eduardo de Conti Fochi, geriatra da Austa Clínicas, a falta de movimento acelera mudanças fisiológicas que já fazem parte do processo de envelhecimento. “O sedentarismo, de maneira geral, acelera a perda da saúde e da autonomia. Com o passar dos anos, o organismo sofre mudanças naturais, como redução da massa muscular, diminuição da capacidade pulmonar e cardiovascular e perda de equilíbrio. A falta de atividade física vai intensificando esse processo”, explica. Além de favorecer o desenvolvimento ou agravamento de doenças crônicas, como hipertensão, diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares, o sedentarismo também interfere diretamente na rotina dos idosos. “O idoso com menos força e resistência passa a ter mais dificuldade para caminhar, subir escadas ou carregar objetos. Tudo isso vai ficando cada vez mais difícil”, afirma o médico. Segundo o Dr. Eduardo, essa perda progressiva de capacidade funcional pode levar à diminuição da independência. “Com o tempo, isso pode levar à perda da autonomia e à piora da qualidade de vida. É aquele idoso que vai ficando cada vez mais dependente de filhos ou cuidadores, porque atividades simples, como tomar banho sozinho ou subir um lance de escada, passam a ser difíceis ou até impossíveis”. Exercício ajuda a prevenir quedas e preservar mobilidade A perda de força muscular e de equilíbrio também está relacionada ao aumento do risco de quedas na terceira idade. Estudos indicam que cerca de um terço dos idosos sofre pelo menos uma queda por ano, muitas vezes associada justamente à diminuição da massa muscular e da estabilidade corporal. Entre as consequências mais importantes está a perda de massa muscular associada ao envelhecimento, conhecida como Sarcopenia, condição que compromete força, mobilidade e estabilidade corporal. Segundo o geriatra da Austa Clínicas, a atividade física regular é uma das principais estratégias para reduzir esse risco. “A atividade física é uma das principais ferramentas para prevenir a sarcopenia. Mas é importante frisar que os exercícios precisam ser regulares. Não adianta fazer atividade física uma vez por mês ou duas vezes por mês. É necessário manter uma frequência, sendo os exercícios resistidos, como a musculação, os que mais estimulam o músculo e ajudam a combater a perda de massa muscular”, cita. Segundo o médico, o fortalecimento dos músculos e a prática regular de atividade tem impacto direto na prevenção de quedas, na mobilidade e independência do idoso. “Quando o paciente tem uma massa muscular maior e sofre algum desequilíbrio, ele consegue reagir mais rápido e evitar a queda. Por isso, exercícios de equilíbrio e coordenação também são fundamentais”. Benefícios também chegam à saúde mental Os impactos positivos da atividade física não se limitam ao corpo. A prática regular também tem efeitos importantes sobre a saúde mental e a qualidade de vida dos idosos. “Os benefícios vão muito além do físico: A atividade física melhora sintomas de ansiedade e depressão, melhora o sono e aumenta a sensação de bem-estar”. Melhorando ainda a memória, atenção e raciocínio. Inclusive, a atividade física é uma das principais ferramentas que temos hoje para impedir ou retardar o aparecimento de demências, como a doença de Alzheimer”, explica. Além disso, manter-se ativo contribui para preservar a autonomia e ampliar a participação social dos idosos. “Quando o idoso tem força, mobilidade e equilíbrio, ele consegue fazer suas atividades sozinho. Isso permite que ele participe mais da vida social e mantenha uma melhor qualidade de vida”.
No dia 27 de fevereiro, a Austa Clínicas participou da 224ª Reunião do GERHAI, reafirmando seu posicionamento junto ao agronegócio e sua proximidade com lideranças de Recursos Humanos do setor. O GERHAI reúne gestores e profissionais de RH, especialmente de empresas agroindustriais, promovendo a troca de experiências e o debate sobre gestão de pessoas, saúde corporativa e sustentabilidade das operações. O encontro é considerado um espaço relevante de escuta qualificada e alinhamento entre empresas e parceiros institucionais. Com foco em levar saúde estruturada ao agro, a Austa Clínicas entende que estar próxima dos RHs é essencial para compreender desafios específicos do segmento, como sazonalidade, operações descentralizadas e diversidade de perfis de colaboradores. Essa escuta ativa permite à operadora desenvolver soluções cada vez mais personalizadas. Durante o evento, representantes da Austa Clínicas acompanharam as discussões e fortaleceram relacionamentos com os profissionais presentes. A participação reforça o compromisso da empresa em atuar como parceira estratégica das empresas do agronegócio, contribuindo para a promoção da saúde integral, prevenção de adoecimentos e fortalecimento da produtividade sustentável no campo e na indústria.