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Março Lilás: Câncer de Colo do Útero atinge mulheres mais jovens e reforça alerta para prevenção, diz especialista do Austa

O mês de março é marcado pela campanha Março Lilás, dedicada à conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de colo do útero. A doença está entre os tipos de câncer mais frequentes entre mulheres no Brasil e, apesar de ter evolução lenta, ainda é responsável por milhares de casos todos os anos, muitas vezes diagnosticados em estágios mais avançados. O câncer de colo do útero se desenvolve nas células do colo uterino, estrutura que conecta o útero à vagina, e está diretamente relacionado à infecção pelo HPV (Papilomavírus Humano). Segundo o ginecologista do Austa, Dr. Paulo Fasaneli, o desenvolvimento da doença é gradual e pode levar anos. “Esse câncer tem uma evolução lenta. Ele começa com a infecção pelo HPV e pode passar por lesões precursoras que, ao longo de 10 a 20 anos, podem se transformar em câncer”, explica. Nas fases iniciais, o câncer de colo do útero geralmente não apresenta sintomas, o que reforça a importância dos exames de rastreamento. “O câncer de colo do útero é assintomático nas fases iniciais e por isso o rastreio é tão importante. Quando surgem os sintomas, normalmente esse tumor já está mais avançado”, afirma. Entre os sinais que podem aparecer estão sangramentos vaginais irregulares, dor pélvica, corrimento com presença de sangue e sangramento após a relação sexual. “Os principais sintomas são sangramentos irregulares, dores pélvicas, corrimentos sanguinolentos e também a sinusorragia, que é o sangramento após a relação sexual”, explica o médico. Embora a maior incidência da doença ocorra entre 35 e 55 anos, especialistas têm observado diagnósticos em mulheres mais jovens. No Brasil, o câncer de colo do útero é o tipo de câncer que mais mata mulheres até os 36 anos de idade, segundo a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), o que reforça o alerta para a prevenção precoce. “A gente tem percebido uma redução na idade de diagnóstico. Isso pode estar relacionado ao início mais precoce da vida sexual, múltiplos parceiros, desinformação, vergonha de procurar atendimento ou até dificuldade de acesso aos serviços de saúde, além da baixa adesão à vacinação”, afirma o ginecologista Dr. Paulo Fasaneli. Diagnóstico e tratamento O diagnóstico do câncer de colo do útero geralmente ocorre após alterações detectadas nos exames de rastreamento ou pela identificação de lesões durante a avaliação ginecológica. A confirmação costuma ser feita por meio de biópsia do colo uterino. Para avaliar a extensão da doença, também podem ser solicitados exames de imagem, como ressonância magnética, tomografia ou PET-CT. O tratamento varia de acordo com o estágio em que o tumor é identificado. Nos casos iniciais, procedimentos cirúrgicos costumam apresentar bons resultados. “Nos estágios iniciais, o tratamento pode ser cirúrgico, desde a retirada de uma parte do colo do útero até cirurgias maiores, dependendo do caso. Já nos casos mais avançados, o tratamento padrão ouro é a união de quimioterapia com radioterapia. Também utilizamos uma radioterapia localizada chamada braquiterapia”, cita. Vacinação e exames ajudam a prevenir a doença Uma das principais formas de prevenção da doença é a vacinação contra o HPV, indicada no Brasil para meninas e meninos entre 9 e 14 anos. A vacina protege contra os tipos mais comuns do vírus associados ao câncer, explica Dr. Paulo. “A vacinação pode reduzir em até 70% o risco de desenvolver câncer de colo do útero, porque os vírus HPV 16 e 18 são responsáveis por cerca de 70% dos casos da doença”. O especialista explica que mesmo com a vacinação, o acompanhamento ginecológico continua sendo essencial, já que a vacina não protege contra todos os tipos do vírus. Por isso, os exames de rastreamento seguem sendo recomendados para identificar alterações nas células do colo do útero antes que elas evoluam para um câncer. “Hoje contamos com exames que pesquisam o DNA do HPV. A partir desse exame é possível indicar a realização de outros exames, como papanicolau, colposcopia e biópsia quando necessário, identificando as lesões precursoras antes que se transformem em câncer”, explica. Informação é essencial para reduzir a incidência Para o especialista, campanhas como o Março Lilás têm papel importante na conscientização da população e no incentivo à prevenção. “O Março Lilás é muito importante para estimular a informação sobre a prevenção do câncer, reforçar a importância da vacinação e quebrar tabus sobre a doença. Quanto mais informação as mulheres tiverem, maior a chance de reduzir a incidência dessa doença no país”, conclui.

Mês da Mulher no Austa: encontro celebra histórias de força e inspiração entre colaboradoras

Ação reuniu colaboradoras para compartilhar histórias de vida, promover acolhimento e celebrar a força feminina no ambiente de trabalho Em celebração ao Mês da Mulher, o Austa promoveu um encontro especial com colaboradoras da instituição para valorizar histórias de vida, incentivar a troca de experiências e reconhecer a força feminina presente no dia a dia da organização. A iniciativa reuniu mulheres de diferentes áreas em um momento dedicado à escuta e ao compartilhamento de trajetórias marcadas por desafios, superações e conquistas. Durante o encontro, algumas colaboradoras compartilharam relatos pessoais e profissionais, inspirando colegas e reforçando a importância de reconhecer as diferentes vivências que compõem o ambiente de trabalho. Mais do que compartilhar histórias, o encontro foi um convite à reflexão sobre a jornada de ser mulher. Entre responsabilidades profissionais, desafios pessoais e a busca constante por equilíbrio, as mulheres constroem diariamente trajetórias marcadas por dedicação, resiliência e coragem. A ação teve como propósito criar um espaço de valorização e reconhecimento, destacando a importância de olhar para as histórias que muitas vezes acontecem de forma silenciosa, mas que refletem a força, a determinação e a capacidade de transformação presentes na trajetória de tantas mulheres. Semana de ações voltadas ao bem-estar Como parte da programação do Mês da Mulher, o Austa também promoveu ao longo da semana da mulher uma ação especial voltada ao cuidado e à autoestima das colaboradoras. Em parceria com a Mary Kay, foram realizados momentos de cuidados com a pele e maquiagem para colaboradoras de todos os turnos, no Austa e no Instituto de Moléstias Cardiovasculares (IMC). A iniciativa visou proporcionar momentos de cuidado e bem-estar durante a rotina de trabalho, reforçando o compromisso da instituição com a valorização das mulheres e o reconhecimento de sua contribuição para o dia a dia da organização.  

Jogadores do Monte Líbano fazem check-up cardiológico no IMC de Rio Preto como preparação para o Campeonato Paulista de Basquete

Dois atletas do Clube Monte Líbano, de São José do Rio Preto, realizaram um check-up cardiológico no Instituto de Moléstias Cardiovasculares (IMC) como parte da preparação para o Campeonato Paulista de Basquete Sub-16. A iniciativa reforça uma recomendação importante dos especialistas: fazer uma avaliação cardiológica antes de iniciar atividades físicas, especialmente em casos de treinos intensos ou participação em competições esportivas. Referência em cardiologia em Rio Preto e região, o IMC realiza avaliações voltadas tanto para atletas profissionais e amadores quanto para pessoas que desejam iniciar ou retomar exercícios físicos com segurança. Avaliação cardiológica antes do esporte Segundo a cardiologista Dra. Adriana Bellini Miola, chefe do Setor de Ergometria, Reabilitação e Cardiologia do Exercício do IMC, a prática de atividade física traz inúmeros benefícios para a saúde, mas deve sempre estar associada ao acompanhamento médico. “É imprescindível que a pessoa esteja em dia com a sua saúde e tenha o amparo de um médico e outros profissionais para agregar segurança a essa prática”, explica. No IMC, cada paciente passa por uma avaliação individualizada, em que exames e orientações são definidos conforme o perfil e o nível de atividade física pretendido. “Cada indivíduo é diferente do outro, tem uma história única e objetivos particulares que o levaram a nos procurar. Por isso, os exames complementares variam de um paciente para outro, dependendo do grau de envolvimento com o exercício e dos propósitos de cada pessoa”, explica a cardiologista. Jovens atletas reforçam importância do check-up Para os atletas, o acompanhamento médico também faz parte da preparação para a temporada esportiva. Caio Humberto Rocha Soares, de 16 anos, destaca que a avaliação traz mais segurança para quem pratica esporte regularmente. “Fazer esse teste é essencial para mim, tanto como pessoa quanto como atleta, porque conseguimos verificar como está o nosso coração. Como praticamos esporte todos os dias, essa avaliação nos dá muita segurança. Assim, ficamos mais tranquilos para focar no nosso objetivo, que é jogar bem, ajudar o time e buscar vitórias e o título”, afirma. Outro atleta que realizou o check-up foi João Gabriel de Andrade, também de 16 anos. “Para nós, que estamos iniciando uma temporada importante, esse tipo de avaliação é fundamental porque ajuda a entender melhor como está nossa condição física. O acompanhamento médico também orienta sobre os cuidados que precisamos ter para treinar e competir com mais segurança. Isso nos dá confiança para continuar evoluindo dentro de quadra e representar bem o nosso time”, diz. Acompanhamento médico e equipe multidisciplinar Os jovens atletas são acompanhados pelo Dr. Adriano Fróes, médico e pós-graduado em Medicina do Esporte e do Exercício, que os encaminhou ao IMC para a realização dos exames preventivos. No instituto, a avaliação e o acompanhamento de atletas e demais pessoas envolvem uma equipe multidisciplinar, formada por cardiologistas e, quando necessário, pneumologistas, ortopedistas e outros especialistas. Essa abordagem permite analisar de forma ampla as condições de saúde de cada pessoa. “Todos sabemos dos benefícios do exercício, porém ele não deve ser feito de forma aleatória ou desorganizada. Uma equipe multidisciplinar pode orientar a melhor forma de iniciar a prática e até colaborar na escolha da modalidade esportiva mais adequada, levando em consideração as características individuais, histórico de vida e hábitos de cada pessoa”, destaca o médico. Avaliação cardiológica também é importante para quem pratica exercícios recreativos Os especialistas reforçam que a recomendação vale para todas as pessoas, inclusive aquelas que pretendem iniciar atividades físicas de forma recreativa. “Independentemente da idade ou do nível do exercício, é importante realizar uma avaliação cardiológica antes de iniciá-lo. Isso garante mais segurança e permite que seja praticado de forma saudável e sustentável”, conclui o médico que acompanha os atletas. Exercícios sem avaliação podem trazer riscos A avaliação cardiológica pré-participação esportiva é essencial porque algumas doenças cardiovasculares podem evoluir de forma silenciosa. Entre os principais riscos da prática de exercícios físicos sem avaliação médica está a morte súbita cardíaca, que pode ocorrer durante a atividade quando existem doenças não diagnosticadas. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a morte súbita cardíaca é a morte natural e inesperada de causa cardíaca que ocorre até uma hora após o início dos sintomas, quando há testemunhas, ou até 24 horas quando não há. Entre as condições que podem levar a esse tipo de ocorrência estão: miocardiopatia hipertrófica displasia arritmogênica do ventrículo direito síndrome do QT longo síndrome de Brugada taquicardia ventricular polimórfica catecolaminérgica miocardites síndromes coronarianas, como o infarto agudo do miocárdio “Algumas dessas doenças podem evoluir sem sintomas evidentes e a primeira manifestação pode ocorrer justamente durante a prática de exercícios. Por isso o check-up cardiológico é tão importante”, alerta a Dra. Adriana Miola.

Dia Mundial do Sono: IMC de Rio Preto oferece polissonografia, exame preciso para diagnóstico identificar distúrbios do sono

No dia 14 de março, celebra-se o Dia Mundial do Sono, uma data criada para chamar a atenção para a importância de dormir bem e para os impactos que os distúrbios do sono podem causar na saúde. Embora o sono seja uma necessidade básica do organismo, milhões de pessoas convivem diariamente com noites mal dormidas, muitas vezes sem saber que isso pode estar relacionado a algum problema de saúde. No Brasil, o cenário é preocupante. Segundo estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), sete em cada dez brasileiros apresentam algum tipo de dificuldade para dormir, o que representa cerca de 158 milhões de pessoas. Entre os problemas mais comuns estão insônia, ronco intenso e despertares frequentes durante a noite, situações que, além de comprometerem o descanso, podem afetar diretamente o funcionamento do organismo. Dormir mal de forma frequente pode trazer consequências que vão muito além do cansaço no dia seguinte. A privação ou a baixa qualidade do sono está associada a maior risco de problemas cardiovasculares, alterações metabólicas, dificuldade de concentração, irritabilidade, ansiedade e queda na qualidade de vida. Em muitos casos, a causa dessas noites mal dormidas está ligada a um distúrbio chamado apneia do sono. “A apneia do sono se caracteriza pela parada momentânea da respiração, devido à obstrução das vias respiratórias em função do relaxamento dos músculos da faringe. Sem respiração, o fluxo de oxigênio é interrompido, podendo ter consequências ao cérebro e ao coração”, explica a médica pneumologista Bruna Cortez, do IMC – Instituto de Moléstias Cardiovasculares, de Rio Preto. Durante os episódios de apneia, a respiração pode parar por alguns segundos ou até mais tempo, várias vezes ao longo da noite. Isso faz com que o cérebro precise “acordar” o corpo repetidamente para retomar a respiração, fragmentando o sono e impedindo que ele seja realmente reparador. Além da sensação constante de cansaço, a apneia do sono pode trazer riscos importantes à saúde. Entre as complicações mais preocupantes estão hipertensão arterial, doenças cardiovasculares, aumento do risco de AVC (acidente vascular cerebral) e até morte súbita. Quando o ronco pode ser um sinal de alerta Um dos sintomas mais conhecidos da apneia do sono é o ronco alto e frequente. No entanto, nem sempre ele é interpretado como um sinal de problema de saúde. Muitas pessoas acabam normalizando o ronco ou associando o sintoma apenas a uma característica individual. Além do ronco, outros sinais podem indicar a presença do distúrbio, como pausas na respiração durante o sono, sensação de sufocamento à noite, sonolência excessiva durante o dia, dores de cabeça ao acordar, dificuldade de concentração e irritabilidade. A pneumologista explica que a apneia do sono pode ter diferentes causas e fatores associados, o que torna fundamental uma avaliação médica adequada. “A apneia do sono pode estar relacionada a diversos fatores, como obesidade e síndrome metabólica, os mais relevantes, mas também ansiedade, problemas clínicos, emocionais, excitação associada a determinados eventos, entre muitos outros”, pontua Dra. Bruna. Por isso, o diagnóstico correto é essencial para identificar a origem do problema e definir o tratamento mais adequado. Polissonografia: exame avalia o que acontece com o corpo durante o sono Para auxiliar no diagnóstico dos distúrbios do sono, o principal exame utilizado é a polissonografia, que permite avaliar de forma detalhada como o organismo se comporta enquanto a pessoa dorme. Durante o exame, diferentes funções do corpo são monitoradas ao longo da noite, como respiração, oxigenação do sangue e movimentos respiratórios. Essas informações ajudam o médico a identificar alterações que possam indicar problemas como a apneia do sono. “Esse exame permite identificar pausas na respiração, quedas na oxigenação do sangue e outros sinais que indicam que o sono não está sendo reparador”, explica a pneumologista do IMC. “Com essas informações conseguimos confirmar o diagnóstico e definir o tratamento mais adequado para cada paciente.” A partir dos dados coletados, os especialistas conseguem avaliar a frequência das pausas respiratórias, o impacto delas na oxigenação do organismo e o quanto o sono está sendo fragmentado ao longo da noite. Exame pode ser realizado no conforto de casa No IMC, a polissonografia pode ser realizada no conforto da própria casa do paciente, o que torna o exame mais prático e confortável. Essa modalidade domiciliar permite que a pessoa durma em seu ambiente habitual, o que muitas vezes contribui para um resultado mais próximo da rotina real de sono. Para realizar o exame, são utilizados equipamentos portáteis e de fácil utilização que registram as informações durante toda a noite. Antes de dormir, o paciente coloca um cinto elástico na região do tórax ou da cintura, responsável por registrar os movimentos respiratórios. Também utiliza um oxímetro no dedo, que mede continuamente a oxigenação do sangue, além de um pequeno cateter colocado no nariz, que registra o fluxo de ar durante a respiração. “É um exame simples e seguro. Os sensores são leves e não causam dor, permitindo que a pessoa durma de forma bastante próxima da sua rotina normal”, ressalta a Dra. Bruna. Todos esses sensores ficam conectados a um pequeno aparelho responsável por registrar os dados ao longo da noite. O funcionamento é semelhante ao de um holter cardíaco, exame que monitora o coração durante várias horas ao longo das atividades do dia a dia. No dia seguinte, os dados coletados são analisados por médicos especialistas. “A análise desses dados mostra se houve pausas respiratórias, queda de oxigênio no sangue ou outros sinais característicos da apneia do sono”, explica a pneumologista do IMC. “Com isso conseguimos entender o que está acontecendo durante o sono do paciente e indicar o tratamento mais adequado.” Quando tratar o sono muda a qualidade de vida O produtor rural João Francisco Coletti, de 70 anos, é um exemplo de como o diagnóstico correto pode transformar a qualidade de vida. Durante anos, ele conviveu com noites mal dormidas, ronco intenso e episódios de apneia. Em consulta médica, descobriu que o sangue estava mais espesso, condição que poderia aumentar o risco de infarto. A recomendação foi iniciar investigação para identificar a causa do problema. Após avaliação clínica no IMC, a pneumologista indicou a realização da polissonografia. “Foi tranquilo colocar os dispositivos em casa, o que é um conforto muito grande. Hoje, durmo bem, não ronco e o sangue afinou”, relata o produtor rural.

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