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Sedentarismo na terceira idade: geriatra da Austa Clínicas alerta que falta de atividade física acelera perda de autonomia e aumenta risco de doenças

Quase metade dos brasileiros não pratica o mínimo de atividade física recomendado para manter a saúde. Dados do Ministério da Saúde indicam que cerca de 47% da população é sedentária, um comportamento associado ao aumento do risco de doenças crônicas e à perda de qualidade de vida. No envelhecimento, esse cenário ganha atenção ainda maior, já que a falta de movimento pode intensificar perdas naturais do organismo, aumentar a vulnerabilidade a problemas de saúde e comprometer a autonomia para atividades simples do dia a dia. De acordo com o Dr. Eduardo de Conti Fochi, geriatra da Austa Clínicas, a falta de movimento acelera mudanças fisiológicas que já fazem parte do processo de envelhecimento. “O sedentarismo, de maneira geral, acelera a perda da saúde e da autonomia. Com o passar dos anos, o organismo sofre mudanças naturais, como redução da massa muscular, diminuição da capacidade pulmonar e cardiovascular e perda de equilíbrio. A falta de atividade física vai intensificando esse processo”, explica. Além de favorecer o desenvolvimento ou agravamento de doenças crônicas, como hipertensão, diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares, o sedentarismo também interfere diretamente na rotina dos idosos. “O idoso com menos força e resistência passa a ter mais dificuldade para caminhar, subir escadas ou carregar objetos. Tudo isso vai ficando cada vez mais difícil”, afirma o médico. Segundo o Dr. Eduardo, essa perda progressiva de capacidade funcional pode levar à diminuição da independência. “Com o tempo, isso pode levar à perda da autonomia e à piora da qualidade de vida. É aquele idoso que vai ficando cada vez mais dependente de filhos ou cuidadores, porque atividades simples, como tomar banho sozinho ou subir um lance de escada, passam a ser difíceis ou até impossíveis”. Exercício ajuda a prevenir quedas e preservar mobilidade A perda de força muscular e de equilíbrio também está relacionada ao aumento do risco de quedas na terceira idade. Estudos indicam que cerca de um terço dos idosos sofre pelo menos uma queda por ano, muitas vezes associada justamente à diminuição da massa muscular e da estabilidade corporal. Entre as consequências mais importantes está a perda de massa muscular associada ao envelhecimento, conhecida como Sarcopenia, condição que compromete força, mobilidade e estabilidade corporal. Segundo o geriatra da Austa Clínicas, a atividade física regular é uma das principais estratégias para reduzir esse risco. “A atividade física é uma das principais ferramentas para prevenir a sarcopenia. Mas é importante frisar que os exercícios precisam ser regulares. Não adianta fazer atividade física uma vez por mês ou duas vezes por mês. É necessário manter uma frequência, sendo os exercícios resistidos, como a musculação, os que mais estimulam o músculo e ajudam a combater a perda de massa muscular”, cita. Segundo o médico, o fortalecimento dos músculos e a prática regular de atividade tem impacto direto na prevenção de quedas, na mobilidade e independência do idoso. “Quando o paciente tem uma massa muscular maior e sofre algum desequilíbrio, ele consegue reagir mais rápido e evitar a queda. Por isso, exercícios de equilíbrio e coordenação também são fundamentais”. Benefícios também chegam à saúde mental Os impactos positivos da atividade física não se limitam ao corpo. A prática regular também tem efeitos importantes sobre a saúde mental e a qualidade de vida dos idosos. “Os benefícios vão muito além do físico: A atividade física melhora sintomas de ansiedade e depressão, melhora o sono e aumenta a sensação de bem-estar”. Melhorando ainda a memória, atenção e raciocínio. Inclusive, a atividade física é uma das principais ferramentas que temos hoje para impedir ou retardar o aparecimento de demências, como a doença de Alzheimer”, explica. Além disso, manter-se ativo contribui para preservar a autonomia e ampliar a participação social dos idosos. “Quando o idoso tem força, mobilidade e equilíbrio, ele consegue fazer suas atividades sozinho. Isso permite que ele participe mais da vida social e mantenha uma melhor qualidade de vida”.

LER/DORT no setor sucroenergético: prevenção reduz afastamentos e fortalece a saúde ocupacional

O Dia Mundial de Combate à LER/DORT, celebrado em 28 de fevereiro, reforça um alerta importante para empresas e trabalhadores. As lesões por esforços repetitivos (LER) e os distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho (DORT) continuam entre as principais causas de afastamento laboral no Brasil. Entre 2011 e 2021, mais de 632 mil benefícios foram concedidos no país por causas relacionadas a essas condições, segundo dados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e do Ministério da Previdência Social. Dores nas costas, hérnias de disco e lesões nos ombros estão entre os diagnósticos mais frequentes. No setor sucroenergético, que envolve atividades agrícolas, industriais e administrativas, a atenção à ergonomia e à organização do trabalho é estratégica para preservar a saúde dos colaboradores e reduzir impactos operacionais. Riscos presentes nas usinas e no campo De acordo com a médica do trabalho Dra. Daniela Cezarino, da Austa Clínicas, as atividades desempenhadas nas usinas frequentemente exigem aplicação de força física, movimentos repetitivos, manuseio de cargas e permanência prolongada em posturas estáticas. “As atividades dos colaboradores de usinas envolvem aplicação de força física, movimentos repetitivos, manuseio de cargas e permanência prolongada em posturas estáticas, seja em pé ou sentado, o que expõe a um risco maior de LER e DORT”, ressalta a médica. No ambiente industrial, funções ligadas à moagem, manutenção, atividades laboratoriais e operação de painéis de controle também podem implicar postura fixa, sobrecarga mecânica segmentar, movimentos contínuos e, em alguns casos, exposição à vibração e ritmo intenso de trabalho. “Trabalhadores expostos a essas condições apresentam maior risco para o desenvolvimento de distúrbios osteomusculares, como tendinopatias, lombalgias, cervicalgias e síndrome do túnel do carpo. Além dos fatores físicos, aspectos organizacionais e psicossociais também influenciam significativamente o surgimento e a cronificação dessas condições”, pontua a médica da Austa Clínicas. Mesmo nas áreas administrativas, o uso prolongado de computador, associado a mobiliário inadequado e pausas insuficientes, contribui para o aumento da carga musculoesquelética e favorece o desenvolvimento de LER/DORT. Impacto na produtividade e sustentabilidade do negócio Para as usinas e empresas do setor sucroenergético, investir de forma estruturada em ergonomia, capacitação técnica e programas de saúde ocupacional representa uma estratégia de gestão. “Além de reduzir afastamentos e custos previdenciários, essas ações contribuem para o aumento da produtividade, melhoria das condições de segurança e promoção da qualidade de vida no trabalho”, enfatiza a médica do trabalho da Austa Clínicas.   Prevenção como estratégia de gestão A adoção de um programa estruturado de prevenção é fundamental tanto para os colaboradores quanto para as empresas. “A incorporação sistemática de princípios ergonômicos à organização do trabalho, incluindo adequação dos postos, pausas estruturadas, alternância de tarefas e ajuste correto de equipamentos e mobiliário, contribui para a redução da carga biomecânica e, consequentemente, do risco de desenvolvimento de distúrbios osteomusculares. Programas de alongamento podem atuar como medida complementar, desde que inseridos em um contexto mais amplo de gestão ergonômica”, afirma. A médica também orienta atenção aos primeiros sinais de alerta. “O trabalhador deve buscar avaliação médica ao identificar dor persistente, sensação de formigamento, perda de força muscular ou limitação de movimento, especialmente quando os sintomas se mantêm ou se intensificam ao longo da jornada de trabalho”.

Dia Internacional da Epilepsia: diagnóstico precoce e tratamento garantem qualidade de vida dos pacientes

Celebrado em 9 de fevereiro, o Dia Internacional da Epilepsia destaca a importância de compreender uma doença neurológica crônica que ainda sofre com estigmas e desinformação. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 50 milhões de pessoas no mundo vivem com epilepsia, e quando diagnosticadas precocemente e acompanhadas por especialistas, conseguem levar uma vida ativa, com autonomia e qualidade. Dra. Naira Gomes, médica neurologista do Austa Hospital, explica que a epilepsia é caracterizada por uma predisposição do cérebro a gerar crises epilépticas espontâneas, causadas por uma atividade elétrica anormal ou excessiva dos neurônios. “A epilepsia é uma doença neurológica crônica em que o cérebro apresenta uma tendência contínua a gerar crises, mesmo sem um fator imediato desencadeante”, diz. A especialista explica que as causas da epilepsia são diversas. “Podemos ter fatores genéticos, que tornam o neurônio mais excitável, lesões estruturais no cérebro, como traumatismo craniano, AVC e tumores, ou infecções do sistema nervoso central, como meningite, encefalite e neurocisticercose”. Alterações metabólicas, imunológicas ou, em muitos casos, causas desconhecidas, também podem levar ao desenvolvimento da doença. “Em grande parte dos casos, a epilepsia é idiopática, ou seja, não conseguimos identificar uma causa definida”, complementa. Em relação aos sintomas, a neurologista afirma que vão além das convulsões. “A crise tônico-clônica, com perda de consciência e contrações musculares generalizadas, é a mais conhecida, mas não é a única. Existem também as crises de ausência, em que o paciente fica alguns segundos desligado, com olhar fixo, sem perceber o ambiente, e retorna ao normal como se nada tivesse acontecido. Outro tipo comum são as crises focais, em que o paciente pode apresentar movimentos repetitivos das mãos ou da boca, alterações de fala, confusão mental ou sintomas não convulsivos, como náusea, mal-estar e alterações sensoriais de cheiro, visão ou paladar”, cita. Embora não haja uma forma universal de prevenção, a neurologista explica que é possível reduzir fatores de risco. “Evitar traumatismos cranianos é fundamental. O uso de cinto de segurança, capacete e comportamentos seguros no trânsito são medidas simples que fazem diferença”, orienta a neurologista. "Manter a vacinação em dia, buscar atendimento rápido em casos de infecções neurológicas, cuidar da saúde cardiovascular e metabólica e seguir adequadamente o pré-natal são formas de reduzir o risco de epilepsia adquirida", completa. Tratamento Controlar a epilepsia depende de um acompanhamento médico especializado e de estratégias terapêuticas adequadas. O objetivo do tratamento é reduzir ou eliminar as crises, melhorar a qualidade de vida e permitir que os pacientes mantenham suas atividades diárias com segurança. A dra. Naira Gomes, médica neurologista do Austa Hospital, explica que a primeira linha de tratamento é medicamentosa. “Hoje temos uma ampla variedade de fármacos anticrise modernos, com menos efeitos colaterais, que permitem um bom controle das crises”, afirma. Cerca de 70% dos pacientes conseguem manter as crises sob controle ou ficar completamente livres delas. “Com isso, conseguem trabalhar, estudar e levar uma vida normal”, completa. Em alguns casos, quando as crises não respondem adequadamente aos medicamentos, pode ser indicada a cirurgia. “Ela é reservada para pacientes com foco epileptogênico bem definido, que é a região do cérebro onde as crises se iniciam, e que continuam apresentando crises mesmo após o uso de pelo menos duas medicações bem ajustadas”, esclarece a especialista. Segundo a especialista, o diagnóstico precoce e o acompanhamento especializado são essenciais não apenas para controlar as crises, mas também para prevenir complicações graves, como quedas, acidentes e a morte súbita associada à epilepsia. “O tratamento adequado também melhora a saúde mental, reduz ansiedade e depressão e diminui o estigma social, permitindo que o paciente tenha mais autonomia e qualidade de vida”, conclui a especialista.

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