A importância da prevenção de doenças nos olhos

Em 10 de julho é lembrado o Dia Mundial da Saúde Ocular. Oftalmologista do Austa Hospital fala sobre a importância da prevenção de doenças que podem levar à cegueira Pandemia agravou o descuido das pessoas com a saúde dos olhos O próximo sábado, 10 de julho, é o Dia Mundial da Saúde Ocular, data que tem o objetivo alertar para a importância da prevenção e diagnóstico de doenças dos olhos que, se não tratadas, podem levar à perda da visão. E, com a pandemia, este descuido infelizmente ampliou-se.  Levantamento do Datasus mostra que, de 2019 para 2020, o número de cirurgias de catarata no Brasil caiu 38%, passando respectivamente de 576 mil para 357,8 mil operações no ano. Doenças oculares E a catarata é uma das principais doenças oculares que incidem sobre os brasileiros, ao lado do glaucoma, da degeneração macular relacionada à idade (DMRI) e da retinopatia diabética, segundo o Ministério da Saúde. Já entre as crianças, as principais causas de problema ou até perda da visão infecções congênitas, catarata congênita, retinopatia da prematuridade e glaucoma congênito. Cerca de 50 milhões de brasileiros sofrem algum tipo de distúrbio da visão, informa a Organização Mundial de Saúde. Destes, 30 milhões convivem com deficiência visual ou são cegos. Somente a catarata atinge cerca de 120 pessoas no Brasil por ano. Ela é a causa mais comum de cegueira – 769 mil brasileiros já perderam a visão por conta dela. Já o glaucoma acomete perto de 1 milhão de brasileiros e é a principal causa de perda de visão irreversível. Já a DMRI atinge cerca de 3 milhões de brasileiros, sendo a terceira principal razão de cegueira no país. Descuido Na opinião do médico oftalmologista Dr. Aparecido João Faloppa, do Austa Hospital e HO Redentora, os números acima dimensionam o quanto é grave a incidência dos problemas oculares entre os brasileiros. Mesmo assim, as estatísticas dos órgãos públicos e das entidades médicas mostram que o descuido é grande com a saúde ocular. Por exemplo, das pessoas com 55 anos em que foi diagnosticada a degeneração macular relacionada à idade, 65% não sabiam e nunca sequer ouviram falar sobre a doença. "Desde os primeiros anos de vida, a pessoa precisar passar por consultas periódicas com o oftalmologista. Quanto mais cedo a doença ou outro problema com a visão for diagnosticado, maiores as chances de sucesso do tratamento e de cura, afastando o risco de perda de visão", afirma Dr. Faloppa, profissional referência na oftalmologia de Rio Preto e região, com mais de 40 anos na especialidade. Pandemia Se esta rotina preventiva já era difícil de ser adotada, Dr. Faloppa reconhece que, a partir da pandemia, a situação agravou-se. Os pacientes adiaram a consulta ou acompanhamento de tratamento por meses e muitos não regressaram. Outra grande parcela da população sequer iniciou o acompanhamento com o oftalmologista. Dr. Faloppa lembra que a maioria das doenças oculares demandam tratamento continuado, mesmo em momento tão delicado como a pandemia, a fim de evitar problemas que venham a ser irreparáveis. "Há pacientes que passaram quase dois anos sem uma consulta e que podem ser portadores de glaucoma, doença que lesa o nervo óptico, principalmente através do seu principal fator de risco, que é o aumento da pressão ocular. Se não controlada, pode causar déficit na visão", alerta o oftalmologista do Austa Hospital. Crianças, adultos e idosos, portanto, devem iniciar, continuar ou retomar o hábito de consultar-se com o oftalmologista – esta é a principal mensagem do oftalmologista e das instituições envolvidas neste Dia Mundial da Saúde Ocular. Dicas de proteção para os olhos: Evitar coçar os olhos; Cuidados com a maquiagem: remover os produtos de beleza dos olhos antes de dormir; não usar produtos fora do prazo de validade; não usar produtos de outra pessoa; usar produtos antialérgicos e sem conservantes; Verificar regularmente o nível de glicose no sangue para evitar problemas oculares provocados pela diabetes; ao menos uma vez por dia, higienizar a área em volta dos olhos, como pálpebras, cílios e cantos, para remover impurezas e secreções secas evita coceira, irritação ou até conjuntivite; Piscar com mais frequência e fazendo pausas repetidas lubrifica as córneas, evita o ressecamento dos olhos, descansa a vista e auxilia no combate à chamada síndrome da visão de computador; Usar protetor ocular sempre que houver risco de algo atingir seus olhos; Lavar os olhos com bastante água limpa se neles cair qualquer substância; Usar óculos ou lentes de contato apenas quando prescritos por médico oftalmologista; Antes de colocar ou ao tirar as lentes de contato, lavar bem as mãos e higienizar as lentes com produtos indicados pelo fabricante. O estojo onde as lentes são guardadas também deve estar sempre limpo; utilizar óculos escuros em ambientes com claridade excessiva; Consumir mais peixe: o alimento é rico em ômega 3 e contém vitaminas A, B,D e E, essenciais para a saúde, e particularmente, saúde ocular; Não fumar, praticar exercícios físicos, manter o peso adequado e uma boa alimentação, são atitudes saudáveis inclusive para os olhos; Visitar regularmente o médico oftalmologista para fazer exames preventivos: o melhor cuidado!   Fontes: Conselho Brasileiro de Oftalmologia e Ministério da Saúde.

IMC se destaca no cenário científico com suas pesquisas na cardiologia

No dia 08 de julho é comemorado o Dia Nacional da Ciência e do Pesquisador Científico e o Instituto de Moléstias Cardiovasculares – IMC, de São José do Rio Preto, tem muito a comemorar. Desde sua inauguração, em 1967, o IMC traz em seu mote a ciência e essa prática é uma das responsáveis pelas inúmeras conquistas da instituição, que se tornou um centro de referência nacional em estudos clínicos na cardiologia, vascular e cirurgia cardíaca. Nestes 54 anos, foram realizadas mais de 180 pesquisas, que colaboraram e resultaram no desenvolvimento de novos medicamentos e adoção de novas técnicas e tratamentos clínicos e cirúrgicos. Atualmente, o Centro de Pesquisa do IMC conduz seis estudos. “O exercício cotidiano da ciência está no DNA do IMC. Desde os primeiros dias, nossos médicos fundadores dedicaram-se com afinco à pesquisa, pois entenderam ser esta também a nossa responsabilidade como importante centro médico, beneficiando a população não só de Rio Preto, mas de todo o mundo”, afirma o cardiologista Adalberto Menezes Lorga Filho, diretor científico do IMC.   Pesquisas realizadas no IMC Esta vocação para a pesquisa e o desenvolvimento de novas técnicas fez do IMC um dos pioneiros na medicina do interior paulista. Ainda na década de 60, realizou a primeira cirurgia com circulação extracorpórea. Ao longo de duas décadas, o IMC e a medicina em São José do Rio Preto acumularam grandes vitórias, que os colocaram em destaque no cenário nacional. Entre os anos de 1970 e 1989 foi implantado o primeiro estudo eletrofisiológico do interior do Brasil. Também foram realizadas a primeira cirurgia cardíaca de troca de válvula, a primeira cirurgia cardíaca de ponte de safena, a primeira colocação de prótese endovascular (stent) e a primeira cirurgia cardíaca para tratamento de arritmias do interior do Brasil. Uma das principais contribuições na ciência também foi nos anos de 1970, quando um estudo demonstrou que o marcapasso oferecia benefícios aos doentes de Chagas. “Até então, havia suspeita que o marcapasso pudesse piorar os doentes de Chagas. Desde então, nossa instituição transformou-se em referência nacional na “Doença de Chagas”, diz o diretor científico. Na década de 90, o Instituto de Moléstias Cardiovasculares – IMC foi o primeiro a realizar uma terapia com células tronco para isquemia crítica de membros inferiores. Também realizou a primeira cirurgia com uso de veias do cordão umbilical no Brasil.   Estudo eletrofisiológico no IMC Atuante há mais de 40 anos, a equipe de arritmia e eletrofisiologia do IMC é referência nacional no diagnóstico e tratamento das arritmias cardíacas. Composta por profissionais titulados e com grande experiência no tema, oferece tratamento clínico e invasivo das diferentes arritmias. Além de contar com toda a infraestrutura e equipe multidisciplinar do IMC, possui os equipamentos mais modernos para o diagnóstico e tratamento das arritmias cardíacas, permitindo a realização de procedimentos de vanguarda para o tratamento das formas mais graves e complexas de arritmias cardíacas.   Centro de Pesquisa IMC Há 27 anos, o IMC estruturou o seu Centro de Pesquisa, que concentra os estudos, dando toda a assessoria e respaldo necessários aos investigadores científicos, para conduzirem seus trabalhos. O Centro coordena pesquisas nacionais e internacionais que já atestaram a eficácia das estatinas, anti-hipertensivos, anticoagulantes, marcapasso, válvulas cardíacas, enxertos arteriais, uso de pericárdio bovino e células-tronco. Atualmente, o IMC desenvolve, juntamente com instituições do Brasil e de outros países, seis estudos, todos na área de cardiologia, que têm como enfoques a insuficiência cardíaca chagásica, uso de anticoagulantes na fibrilação atrial e reversão de taquicardia supraventricular. O Centro de Pesquisa do IMC tem à frente Dr. Lorga Filho, contando com a assessoria das enfermeiras Clotildes Santiago Prates Queirantes e Thamyres Santini Arroyo Cruz, respectivamente, gerente e coordenadora da unidade, além do Comitê de Ética em Pesquisa – CEP, aprovado pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP).

Médico do Austa Hospital fala sobre hepatites virais

No Brasil, cerca de 1 milhão de pessoas têm hepatites virais e a imensa maioria desconhece ser portadoras destas doenças silenciosas que podem levar à cirrose e ao câncer de fígado. Esta realidade preocupante sobre as hepatites A, B, C, D e E é apresentada pela Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH) e o Instituto Brasileiro de Estudos do Fígado (Ibrafig). As hepatites B e C respondem por 74% dos casos notificados no país e o tipo C foi responsável por mais de 76% das mortes entre 2000 e 2018, segundo o Boletim Epidemiológico de Hepatites Virais 2020, o mais recente editado pelo Ministério da Saúde. Outros tipos As hepatites dos tipos A e E apresentam evolução aguda e resolução espontânea, sendo poucos comuns complicações nas pessoas infectadas. As dos tipos B e C, após a fase aguda, podem tornar-se crônicas e permanecer com o infectado até que sejam diagnosticadas e tratadas. Em menor frequência, o vírus da hepatite D incide mais na região Norte. Já a variante E é encontrada com maior facilidade na África e na Ásia. As estatísticas, no entanto, podem e devem ser revertidas, sobretudo dos tipos B e C. Para a hepatite B, existe vacina e tratamento com medicações que interrompem sua progressão. Das infectadas, 5% a 10% das pessoas adultas pode desenvolver alguma cronicidade. Medicamentos Já para a hepatite C, não há vacina, embora medicamentos utilizados desde 2015 tornaram o tratamento mais eficaz, com chances de cura de 95% a 98%. Se a pessoa não buscar acompanhamento médico para se cuidar, no entanto, tem grandes chances de desenvolver complicações. "Por isso, é importante detectar e tratar a doença precocemente, isto é, quando os danos ao fígado e a outros órgãos ainda podem ser controlados com o tratamento adequado", ressalta o médico infectologista Vitor Dantas Muniz, do Austa Hospital, de São José do Rio Preto. A do tipo D, de acordo com os especialistas, tem menor incidência pois depende diretamente da B para se desenvolver. Complicações Um dos principais problemas da hepatite é a grande possibilidade de, se não tratada, tornar-se crônica, evoluindo para cirrose hepática e, depois, câncer no fígado. "Importante sempre destacar que a maior parte dos casos não apresenta sintoma, o que faz com que o diagnóstico mais preciso seja a testagem", salienta o infectologista do Austa Hospital. Segundo Dr. Vitor, os sintomas mais comuns da doença aguda são cansaço, febre, tontura, enjoo, vômitos, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. Alguns grupos de pessoas apresentam maior risco de ser infectado pela hepatite C, como: Com 40 ou mais anos; Que receberam transfusões de sangue ou transplantes de órgãos antes de 1993; Usuárias de drogas injetáveis ou que compartilham agulhas injetáveis; Que fizeram tatuagens, piercings ou de escarificação sem o devido controle sanitário; Com infecção pelo HIV ou com parceiros sexuais com pacientes com diagnóstico de HCV; Presidiários e pessoas com antecedente de encarceramento; Desabrigadas; Com múltiplos parceiros sexuais ou com múltiplas doenças sexualmente transmissíveis; Que admitem elevado consumo de álcool.    

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