Dia Mundial do Sono: IMC de Rio Preto oferece polissonografia, exame preciso para diagnóstico identificar distúrbios do sono - Blog Austa

12/03/2026

Dia Mundial do Sono: IMC de Rio Preto oferece polissonografia, exame preciso para diagnóstico identificar distúrbios do sono

No dia 14 de março, celebra-se o Dia Mundial do Sono, uma data criada para chamar a atenção para a importância de dormir bem e para os impactos que os distúrbios do sono podem causar na saúde. Embora o sono seja uma necessidade básica do organismo, milhões de pessoas convivem diariamente com noites mal dormidas, muitas vezes sem saber que isso pode estar relacionado a algum problema de saúde.

No Brasil, o cenário é preocupante. Segundo estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), sete em cada dez brasileiros apresentam algum tipo de dificuldade para dormir, o que representa cerca de 158 milhões de pessoas. Entre os problemas mais comuns estão insônia, ronco intenso e despertares frequentes durante a noite, situações que, além de comprometerem o descanso, podem afetar diretamente o funcionamento do organismo.

Dormir mal de forma frequente pode trazer consequências que vão muito além do cansaço no dia seguinte. A privação ou a baixa qualidade do sono está associada a maior risco de problemas cardiovasculares, alterações metabólicas, dificuldade de concentração, irritabilidade, ansiedade e queda na qualidade de vida. Em muitos casos, a causa dessas noites mal dormidas está ligada a um distúrbio chamado apneia do sono.

“A apneia do sono se caracteriza pela parada momentânea da respiração, devido à obstrução das vias respiratórias em função do relaxamento dos músculos da faringe. Sem respiração, o fluxo de oxigênio é interrompido, podendo ter consequências ao cérebro e ao coração”, explica a médica pneumologista Bruna Cortez, do IMC – Instituto de Moléstias Cardiovasculares, de Rio Preto.

Durante os episódios de apneia, a respiração pode parar por alguns segundos ou até mais tempo, várias vezes ao longo da noite. Isso faz com que o cérebro precise “acordar” o corpo repetidamente para retomar a respiração, fragmentando o sono e impedindo que ele seja realmente reparador.

Além da sensação constante de cansaço, a apneia do sono pode trazer riscos importantes à saúde. Entre as complicações mais preocupantes estão hipertensão arterial, doenças cardiovasculares, aumento do risco de AVC (acidente vascular cerebral) e até morte súbita.

Quando o ronco pode ser um sinal de alerta

Um dos sintomas mais conhecidos da apneia do sono é o ronco alto e frequente. No entanto, nem sempre ele é interpretado como um sinal de problema de saúde. Muitas pessoas acabam normalizando o ronco ou associando o sintoma apenas a uma característica individual.

Além do ronco, outros sinais podem indicar a presença do distúrbio, como pausas na respiração durante o sono, sensação de sufocamento à noite, sonolência excessiva durante o dia, dores de cabeça ao acordar, dificuldade de concentração e irritabilidade.

A pneumologista explica que a apneia do sono pode ter diferentes causas e fatores associados, o que torna fundamental uma avaliação médica adequada.

“A apneia do sono pode estar relacionada a diversos fatores, como obesidade e síndrome metabólica, os mais relevantes, mas também ansiedade, problemas clínicos, emocionais, excitação associada a determinados eventos, entre muitos outros”, pontua Dra. Bruna.

Por isso, o diagnóstico correto é essencial para identificar a origem do problema e definir o tratamento mais adequado.

Polissonografia: exame avalia o que acontece com o corpo durante o sono

Para auxiliar no diagnóstico dos distúrbios do sono, o principal exame utilizado é a polissonografia, que permite avaliar de forma detalhada como o organismo se comporta enquanto a pessoa dorme.

Durante o exame, diferentes funções do corpo são monitoradas ao longo da noite, como respiração, oxigenação do sangue e movimentos respiratórios. Essas informações ajudam o médico a identificar alterações que possam indicar problemas como a apneia do sono.

“Esse exame permite identificar pausas na respiração, quedas na oxigenação do sangue e outros sinais que indicam que o sono não está sendo reparador”, explica a pneumologista do IMC. “Com essas informações conseguimos confirmar o diagnóstico e definir o tratamento mais adequado para cada paciente.”

A partir dos dados coletados, os especialistas conseguem avaliar a frequência das pausas respiratórias, o impacto delas na oxigenação do organismo e o quanto o sono está sendo fragmentado ao longo da noite.

Exame pode ser realizado no conforto de casa

No IMC, a polissonografia pode ser realizada no conforto da própria casa do paciente, o que torna o exame mais prático e confortável. Essa modalidade domiciliar permite que a pessoa durma em seu ambiente habitual, o que muitas vezes contribui para um resultado mais próximo da rotina real de sono.

Para realizar o exame, são utilizados equipamentos portáteis e de fácil utilização que registram as informações durante toda a noite.

Antes de dormir, o paciente coloca um cinto elástico na região do tórax ou da cintura, responsável por registrar os movimentos respiratórios. Também utiliza um oxímetro no dedo, que mede continuamente a oxigenação do sangue, além de um pequeno cateter colocado no nariz, que registra o fluxo de ar durante a respiração.

“É um exame simples e seguro. Os sensores são leves e não causam dor, permitindo que a pessoa durma de forma bastante próxima da sua rotina normal”, ressalta a Dra. Bruna.

Todos esses sensores ficam conectados a um pequeno aparelho responsável por registrar os dados ao longo da noite. O funcionamento é semelhante ao de um holter cardíaco, exame que monitora o coração durante várias horas ao longo das atividades do dia a dia.

No dia seguinte, os dados coletados são analisados por médicos especialistas.

“A análise desses dados mostra se houve pausas respiratórias, queda de oxigênio no sangue ou outros sinais característicos da apneia do sono”, explica a pneumologista do IMC. “Com isso conseguimos entender o que está acontecendo durante o sono do paciente e indicar o tratamento mais adequado.”

Quando tratar o sono muda a qualidade de vida

O produtor rural João Francisco Coletti, de 70 anos, é um exemplo de como o diagnóstico correto pode transformar a qualidade de vida. Durante anos, ele conviveu com noites mal dormidas, ronco intenso e episódios de apneia.

Em consulta médica, descobriu que o sangue estava mais espesso, condição que poderia aumentar o risco de infarto. A recomendação foi iniciar investigação para identificar a causa do problema. Após avaliação clínica no IMC, a pneumologista indicou a realização da polissonografia. “Foi tranquilo colocar os dispositivos em casa, o que é um conforto muito grande. Hoje, durmo bem, não ronco e o sangue afinou”, relata o produtor rural.

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03 de junho

IMC amplia atendimento especializado com serviço de Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial

Dor na mandíbula, estalos ao abrir a boca, dores de cabeça frequentes, zumbido no ouvido e dificuldades para mastigar podem parecer problemas isolados, mas muitas vezes têm uma mesma origem. Pensando em oferecer um atendimento cada vez mais completo e especializado, o IMC passa a contar com o serviço de Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial, ampliando o acesso da população a diagnósticos precisos e tratamentos avançados para condições que afetam a face, a mandíbula e a articulação temporomandibular (ATM). A especialidade atua no diagnóstico e tratamento clínico e cirúrgico de diversas alterações que impactam diretamente funções essenciais do dia a dia, como mastigação, fala, respiração e qualidade do sono. Entre as principais condições atendidas estão as disfunções da ATM, o bruxismo, as dores faciais e as deformidades dos maxilares. O atendimento será realizado pelo Dr. Israel Vicente, especialista em cirurgia e traumatologia bucomaxilofacial, que passa a integrar o corpo clínico do IMC trazendo expertise em uma área que vem ganhando cada vez mais relevância devido ao aumento de queixas relacionadas ao estresse, à ansiedade e aos distúrbios da articulação da mandíbula. Além da avaliação clínica especializada, os pacientes terão acesso a uma investigação diagnóstica detalhada e a tratamentos individualizados, definidos de acordo com as necessidades de cada caso e com o objetivo de promover mais conforto, funcionalidade e qualidade de vida. Com a chegada da especialidade, o IMC fortalece seu compromisso com uma assistência integrada, reunindo tecnologia, equipe multiprofissional e cuidado centrado no paciente para oferecer soluções que vão além do alívio dos sintomas, promovendo mais funcionalidade, conforto e qualidade de vida. Agende sua consulta Para mais informações ou agendamento de consultas, entre em contato com o IMC pelo telefone (17) 3202-4000.

02 de junho

Obesidade infantil: médica da Austa Clínicas explica os impactos das telas e dos hábitos da rotina na saúde das crianças

A obesidade infantil tem se tornado uma preocupação crescente para famílias e profissionais de saúde. Segundo o Ministério da Saúde, mais de 3,1 milhões de crianças brasileiras menores de 10 anos vivem com obesidade, condição que aumenta o risco de diversas doenças e pode trazer consequências para a saúde ainda na infância e ao longo da vida adulta. Fonte: Ministério da Saúde. Embora fatores genéticos tenham influência no desenvolvimento da obesidade, especialistas alertam que os hábitos da rotina exercem um papel fundamental no aumento dos casos observados nas últimas décadas. A endocrinologista pediátrica Dra. Camila Fochi, da Austa Clínicas, explica como mudanças no estilo de vida, alimentação e comportamento têm contribuído para o crescimento do excesso de peso entre crianças e adolescentes. Segundo a médica, a obesidade é uma condição multifatorial, resultado da interação entre predisposição genética e fatores ambientais. "Existe, sim, a influência de múltiplos genes, e o histórico familiar de obesidade é importante. Mas o meio ambiente é o que dispara o quadro clínico da obesidade. No mundo atual, o principal fator é o estilo de vida que estamos levando" De acordo com a especialista, as crianças estão mais sedentárias e consumindo com maior frequência alimentos de alta densidade calórica, especialmente os industrializados e ultraprocessados. "São alimentos que concentram muitas calorias em pequenas quantidades. A criança ingere mais calorias, se movimenta menos e, com isso, ocorre um balanço calórico positivo que favorece o ganho de peso". Entre os fatores que ajudam a explicar essa mudança de comportamento está o aumento do tempo dedicado às telas. Celulares, tablets, computadores e televisões passaram a ocupar uma parcela significativa do tempo livre das crianças, reduzindo momentos antes destinados às brincadeiras e atividades físicas. Para a Dra. Camila, a principal relação entre telas e obesidade está justamente no aumento do sedentarismo. "Antigamente, a criança precisava se virar para brincar. Andava de bicicleta, inventava brincadeiras e passava mais tempo em movimento. Hoje, a tela está presente em praticamente todos os ambientes e isso contribui para que os indivíduos fiquem mais sedentários". Além da influência sobre o peso, a médica ressalta que o uso excessivo de telas também pode impactar o neurodesenvolvimento, especialmente nos primeiros anos de vida. "A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda que crianças menores de dois anos não sejam expostas a telas porque esse período é fundamental para o desenvolvimento cerebral. Além disso, quanto mais tempo a criança passa em frente às telas, menos tempo ela dedica a brincadeiras e atividades que estimulam o movimento, o que contribui para o sedentarismo". Problemas de saúde associados à obesidade infantil Segundo a endocrinologista, crianças com sobrepeso ou obesidade apresentam maior risco de desenvolver alterações metabólicas, como colesterol elevado, hipertensão e diabetes tipo 2. Além disso, a condição pode trazer repercussões ortopédicas, dificuldades respiratórias e impactos emocionais relacionados à autoestima e ao convívio social. "Muitos pacientes chegam ao consultório por conta do bullying na escola. A questão psicossocial também é muito importante e pode afetar significativamente a qualidade de vida dessas crianças." A preocupação não se limita à infância. Crianças com obesidade têm maior probabilidade de permanecer obesas na vida adulta. "Quanto mais tempo o organismo permanece exposto ao excesso de peso e às alterações metabólicas associadas, maior tende a ser o risco de desenvolver doenças cardiovasculares no futuro. Por isso, a prevenção e o acompanhamento desde a infância são tão importantes." Prevenção Diante desse cenário, a prevenção deve envolver toda a família. Para a Dra. Camila, pequenas mudanças de hábitos podem fazer diferença quando adotadas de forma consistente e coletiva. "Não adianta apenas uma criança mudar os hábitos. Todos devem participar do processo. Alimentação saudável e atividade física são importantes para todos, independentemente do peso". A especialista recomenda reduzir o consumo de alimentos ultraprocessados e bebidas açucaradas, estimular refeições mais equilibradas e incentivar a prática regular de atividades físicas. Outro passo importante é estabelecer limites para o uso das telas e criar oportunidades para que as crianças se movimentem mais no dia a dia. "A melhor atividade física é aquela que a criança gosta e consegue manter. Não existe uma modalidade perfeita. O importante é que ela se movimente".

07 de maio

Casos de endometriose aumentam 76% no Brasil em apenas três anos; número de cirurgias aumentou 518% no Austa Hospital e IMC em quatro anos

Esta quinta-feira, 7 de maio, é o Dia Internacional da Luta Contra a Endometriose, cujo objetivo é reforçar a importância do diagnóstico precoce e do tratamento adequado. “Infelizmente, os números mostram que a sociedade e, em particular, a mulher não estão atentos para a prevenção da endometriose”, ressalta o ginecologista e obstetra Paulo Fasanelli, do Austa Hospital e IMC – Instituto de Moléstias Cardiovasculares, de Rio Preto. O alerta do médico sustenta-se pelo avanço da doença no Brasil. Segundo o Ministério da Saúde, os atendimentos relacionados à endometriose no SUS aumentaram 76% em apenas três anos, saltando de 82.693 registros, em 2022, para 145.744, em 2024. O avanço revela não apenas maior conscientização, mas também a dimensão de uma condição que ainda é subdiagnosticada e que pode afetar até 8 milhões de brasileiras. Esta realidade tem reflexos nos centros cirúrgicos do Austa Hospital e do IMC. Somadas as cirurgias de endometriose realizadas nas duas instituições, o número aumentou 518% em apenas quatro anos, passando de 16, em 2022, ano de pandemia, para 99, em 2025. Nestes últimos cinco anos, incluindo 2026, foram 259 procedimentos no Austa e IMC. A endometriose é uma doença inflamatória crônica caracterizada pelo crescimento de um tecido semelhante ao endométrio fora do útero, atingindo órgãos como ovários, intestino e bexiga. Esse processo provoca inflamação e pode causar sintomas como cólicas menstruais intensas, dor pélvica persistente, dor durante a relação sexual, alterações intestinais e dificuldade para engravidar. Estima-se que até 50% das mulheres com a doença possam enfrentar infertilidade, o que amplia ainda mais o impacto físico e emocional da condição. Apesar da alta prevalência, o diagnóstico ainda é um desafio. Muitas mulheres levam anos para identificar a doença, frequentemente por normalizarem a dor ou por falta de acesso a avaliação especializada. Segundo dr. Fasanelli, este atraso pode agravar significativamente o quadro clínico. “É comum atendermos pacientes que convivem com sintomas há muito tempo. A dor intensa não é normal e precisa ser investigada. Quanto mais cedo conseguimos diagnosticar, maiores são as chances de controlar a doença e preservar a qualidade de vida e a fertilidade”, afirma o ginecologista do Austa Hospital e IMC. O diagnóstico é feito por meio de avaliação clínica detalhada e exames de imagem realizados no Austa Hospital, como ultrassonografia especializada e ressonância magnética. Com o aumento dos casos e a maior complexidade dos diagnósticos, o tratamento cirúrgico tem ganhado protagonismo, especialmente nos quadros mais avançados ou quando não há resposta ao tratamento clínico. “A videolaparoscopia, técnica minimamente invasiva, é considerada o padrão no tratamento cirúrgico da endometriose, permitindo a retirada dos focos da doença com maior precisão, menor trauma cirúrgico e recuperação mais rápida”, afirma Dr. Fasanelli. Segundo ele, os avanços na abordagem cirúrgica têm transformado o cuidado com a doença. “A cirurgia minimamente invasiva permite tratar a endometriose de forma mais eficaz e com menor impacto para a paciente. Em muitos casos, conseguimos não apenas aliviar a dor, mas também melhorar significativamente as chances de gravidez”, explica. Em situações mais complexas, quando há comprometimento de órgãos como intestino e bexiga, o procedimento pode envolver uma equipe multidisciplinar, ampliando a segurança e os resultados do tratamento. O ginecologista do Austa Hospital e IMC enfatiza, no entanto, prevenir sempre é o mais importante. “A conscientização é fundamental. Precisamos quebrar o tabu em torno da dor menstrual e garantir que mais mulheres tenham acesso ao diagnóstico e às opções de tratamento disponíveis, incluindo a cirurgia quando indicada”, conclui Dr. Fasanelli.

07 de maio

Austa promove ações educativas durante a Semana da Higiene das Mãos

Celebrada anualmente em 5 de maio, a Semana da Higiene das Mãos tem como objetivo conscientizar profissionais de saúde e a população sobre a importância da higienização correta das mãos na prevenção de infecções e na promoção de um cuidado mais seguro. A data faz parte de uma campanha mundial criada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), reforçando a importância desse hábito simples, mas essencial, dentro e fora dos ambientes de saúde. Em alusão à campanha, o Hospital Austa realizou uma programação especial voltada à conscientização e ao fortalecimento das práticas de segurança assistencial dentro da instituição. A iniciativa buscou reforçar a importância da higiene das mãos como uma das medidas mais eficazes para prevenir infecções relacionadas à assistência à saúde. A ação reuniu colaboradores em um momento de aprendizado, troca de conhecimentos e interação, por meio de atividades educativas desenvolvidas de forma dinâmica e participativa. Durante a programação, foram exibidos vídeos informativos sobre a importância da higienização das mãos, os cuidados necessários no ambiente hospitalar e os impactos positivos dessa prática na segurança de pacientes e profissionais. Além disso, os participantes participaram de dinâmicas com perguntas e respostas e de um questionário interativo, promovendo maior engajamento e reforçando conceitos importantes relacionados às técnicas corretas de higienização. A proposta foi estimular, de maneira leve e descontraída, a reflexão sobre atitudes que fazem a diferença na rotina hospitalar e contribuem diretamente para um atendimento mais seguro e humanizado. Mais do que um protocolo, a higienização das mãos é um gesto de responsabilidade, prevenção e cuidado com a vida. Com ações como essa, o Hospital Austa reafirma seu compromisso com a promoção da segurança do paciente e com o fortalecimento de uma cultura de qualidade e excelência assistencial.

27 de abril

Hipertensão atinge 30% dos brasileiros e avança também entre os jovens e crianças, alerta cardiologista do IMC de Rio Preto

O crescimento da hipertensão arterial no Brasil nas últimas duas décadas revela uma relação direta entre mudanças no estilo de vida e o aumento de doenças crônicas. Dados do Ministério da Saúde mostram que a proporção de adultos diagnosticados com hipertensão passou de 22,6% em 2006 para cerca de 30% em 2023, o maior patamar da série histórica, o que representa um aumento de aproximadamente 7,4 pontos percentuais, ou mais de 30% de crescimento relativo no período. De estudos e pesquisas de instituições médicas, emergem outro dado muito preocupante: o aumento de casos entre jovens e crianças. Na faixa de 18 a 24 anos, 28% dos homens relatam hipertensão em algumas regiões, superando o público feminino da mesma idade, segundo a Sociedade Brasileira de Clínica Médica. E cerca de 5% das crianças e adolescentes no Brasil já apresentam a doença, segundo a Sociedade Brasileira de Hipertensão. Para a médica cardiologista Adriana Bellini Miola, do IMC – Instituto de Moléstias Cardiovasculares, de São José do Rio Preto, o aumento de casos de hipertensão em várias faixas etárias resulta de vários fatores. “Esse avanço está diretamente associado ao envelhecimento da população, mas também ao aumento da obesidade, do sedentarismo e da alimentação rica em sódio, fatores que elevam progressivamente a pressão arterial e ampliam o número de pessoas expostas a complicações graves como infarto e AVC”, afirma a cardiologista. Esse cenário se agrava porque hábitos cotidianos levam a um efeito acumulativo no organismo: o consumo excessivo de sal provoca retenção de líquidos e aumento do volume sanguíneo, o sedentarismo reduz a capacidade cardiovascular e o excesso de peso aumenta a resistência dos vasos, o que eleva a pressão de forma contínua. Como consequência direta dessa combinação, a hipertensão, que historicamente era mais prevalente em idosos, passa a ser diagnosticada com maior frequência em faixas etárias mais jovens. Embora os dados nacionais ainda mostrem maior concentração da doença em idosos, estudos recentes indicam crescimento de casos em adultos jovens, associado principalmente ao estilo de vida moderno. Segundo Dra. Adriana, essa mudança no perfil etário ocorre porque os fatores de risco passaram a surgir mais cedo. “Estamos observando pacientes cada vez mais jovens com pressão alta, e isso é consequência direta de uma rotina marcada por má alimentação, sedentarismo, estresse e sono inadequado. O organismo responde a esses fatores elevando a pressão arterial de forma progressiva”, afirma a cardiologista do IMC. Como efeito, a exposição prolongada à pressão elevada ao longo da vida aumenta significativamente o risco de eventos cardiovasculares precoces. A gravidade da situação é ampliada pelo fato de que a hipertensão é, na maioria dos casos, assintomática, o que impede o diagnóstico precoce e favorece a progressão silenciosa da doença. Como consequência direta, milhões de brasileiros convivem com níveis elevados de pressão sem saber, permitindo que o problema avance até provocar danos estruturais aos vasos sanguíneos, endurecimento das artérias e sobrecarga do coração. “A hipertensão é chamada de doença silenciosa justamente porque pode evoluir por anos sem sinais claros. Quando os sintomas aparecem, muitas vezes o paciente já apresenta alguma complicação”, alerta Adriana Bellini Miola. Esse processo leva a uma cadeia de efeitos clínicos: a pressão elevada danifica os vasos, o que compromete a circulação e aumenta o risco de obstruções, resultando em infarto e AVC; ao mesmo tempo, sobrecarrega o coração e pode levar à insuficiência cardíaca; além disso, prejudica os rins, favorecendo a insuficiência renal. Como resultado, a hipertensão se consolida como um dos principais fatores de mortalidade no país. Apesar desse cenário, o controle da doença é possível e gera impacto direto na redução dessas complicações. A adoção de hábitos saudáveis atua na causa do problema, reduzindo a pressão arterial, enquanto o tratamento medicamentoso controla seus efeitos no organismo. “O tratamento é eficaz quando o paciente entende que a hipertensão exige cuidado permanente. Controlar a pressão significa evitar complicações graves e garantir qualidade de vida”, reforça a cardiologista. Diante desse contexto, o aumento consistente dos casos nas últimas décadas, somado ao início mais precoce dos fatores de risco, evidencia uma relação clara de causa e efeito entre estilo de vida e hipertensão. Isso torna o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão um momento estratégico para alertar que, embora silenciosa, a doença tem origem conhecida, evolução previsível e, principalmente, pode ser evitada e controlada com diagnóstico precoce e mudança de hábitos. Padrão 12x8 agora é pré-hipertensão, não mais pressão normal O Dia Nacional é importante também para que as pessoas se lembrem de uma mudança que impacta no cuidado com a saúde, ocorrida no ano passado. A pressão arterial considerada de risco mudou de patamar. Nova diretriz endossada por três sociedades médicas e divulgada em setembro passou a enquadrar como pré-hipertensão indicadores entre 12 por 8 e 13,9 por 8,9 (120-139 mmHg sistólica e/ou 80-89 mmHg diastólica). A diretriz foi elaborada pelas Sociedades Brasileiras de Cardiologia, Nefrologia e de Hipertensão. Segundo o cardiologista e diretor do IMC, Dr. Luciano Miola, a pressão 12 por 8 ainda é considerada normal para as pessoas que não têm comorbidades, como fumo, diabetes e obesidade. "Já para as pessoas com estas comorbidades, 12 por 8 já é considerada pré-hipertensão. O objetivo da reclassificação pelas sociedades médicas é reforçar a prevenção. Nesta fase, sem que a hipertensão esteja totalmente instalada, os médicos devem recomendar mudanças no estilo de vida e, dependendo do risco do paciente, podem até receitar o uso de medicamentos", afirma o cardiologista.

13 de abril

Dia Mundial da Doença de Chagas: Especialista do IMC alerta para riscos da doença e destaca avanço no tratamento de arritmias graves

Celebrado em 14 de abril, o Dia Mundial da Doença de Chagas é um importante momento de conscientização sobre uma enfermidade que, embora tenha reduzido significativamente sua incidência ao longo dos anos, ainda representa um desafio relevante de saúde pública no Brasil. Historicamente endêmica na região noroeste paulista, a doença segue presente e pode trazer complicações graves, especialmente quando não diagnosticada precocemente. “Apesar do número de chagásicos ter diminuído muito, hoje ainda tratamos frequentemente pacientes com cardiopatia chagásica e arritmias malignas”, alerta o cardiologista Adalberto Menezes Lorga Filho, especialista em arritmias do Instituto de Moléstias Cardiovasculares (IMC). Uma doença silenciosa e ainda subdiagnosticada Dados do Ministério da Saúde mostram que cerca de 2 milhões de brasileiros convivem com a doença de Chagas — muitos sem saber. Estima-se que até 70% dos infectados não tenham diagnóstico, o que reforça o caráter silencioso da doença e sua evolução lenta. Outro ponto de atenção é a mudança nas formas de transmissão. Embora o inseto barbeiro seja o vetor mais conhecido, casos recentes indicam contaminação por ingestão de alimentos contaminados. Neste ano, por exemplo, um surto registrado no Pará resultou em mortes. Além disso, o diagnóstico tardio continua sendo um dos principais desafios. “Apesar dos avanços da medicina, a doença de Chagas ainda é negligenciada. A maioria dos pacientes descobre a infecção apenas quando já apresenta comprometimento cardíaco ou digestivo importante”, explica o especialista do IMC. Complicações cardíacas e risco de arritmias graves Entre as principais consequências da doença está o desenvolvimento de arritmias cardíacas, que podem evoluir para quadros graves e até levar à morte. Nesse cenário, o Instituto de Moléstias Cardiovasculares (IMC), em São José do Rio Preto, se destaca como um dos poucos centros no Brasil com expertise no tratamento dessas complicações, incluindo casos complexos de arritmias associadas à doença de Chagas. A instituição possui uma longa trajetória no cuidado de pacientes chagásicos e foi pioneira em diversas abordagens, incluindo a implantação de marcapasso em pacientes com a doença ainda nas décadas passadas. Tecnologia avançada: ablação epicárdica amplia chances de tratamento Entre os avanços mais relevantes está a ablação epicárdica, um procedimento moderno e minimamente invasivo utilizado em casos mais graves de arritmias. Diferente da técnica tradicional (ablação endocárdica), que acessa o coração por dentro dos vasos sanguíneos, a ablação epicárdica atua na parte externa do coração, região onde, em muitos casos de doença de Chagas, estão as cicatrizes responsáveis pelas arritmias. “O procedimento é realizado por meio de uma pequena punção abaixo do tórax. A partir desse acesso, inserimos um cateter até o epicárdio, onde aplicamos energia em pontos críticos para eliminar os circuitos das arritmias”, detalha o Dr. Lorga Filho. Essa abordagem permite tratar áreas que antes não eram alcançadas pelos métodos convencionais, aumentando as chances de sucesso e reduzindo a recorrência dos episódios. Referência nacional no tratamento da doença Desde a década de 1960, o IMC se consolidou como uma das principais referências no Brasil no tratamento da doença de Chagas, especialmente por estar localizado em uma região que já foi altamente endêmica. Ao longo dos anos, a instituição acumulou ampla experiência clínica e segue investindo em tecnologia e inovação para oferecer tratamentos cada vez mais eficazes. A ablação epicárdica é um exemplo desse avanço na cardiologia moderna, ampliando as possibilidades terapêuticas para pacientes com arritmias complexas. “Em muitos casos, essa abordagem pode ser decisiva para reduzir o risco de complicações graves, incluindo a morte súbita, além de melhorar significativamente a qualidade de vida dos pacientes”, finaliza o especialista.

07 de abril

Dia Mundial da Saúde: Austa Clínicas participa de ação para colaboradores da Cerradão

No Dia Mundial da Saúde, a Austa Clínicas reforça um compromisso que vai além das unidades de atendimento: estar presente onde a vida acontece, inclusive no campo. Nesta data, a operadora esteve na Cerradão, levando informação, orientação e cuidado diretamente às equipes que fazem o agro acontecer todos os dias. Mais do que uma ação pontual, a iniciativa representa um olhar atento à saúde de quem está na linha de frente de um dos setores mais importantes do Brasil. Promover saúde no ambiente de trabalho, especialmente no contexto agroindustrial, é essencial para garantir não apenas o bem-estar dos colaboradores, mas também a sustentabilidade das operações. Rotinas intensas, exposição a fatores de risco e a própria dinâmica do campo exigem uma atenção constante à prevenção e à qualidade de vida. "Durante a ação, reforçamos a importância de hábitos saudáveis no dia a dia, com orientações práticas, como a importância em ter uma alimentação equilibrada, manter a hidratação, ter cuidados com o corpo e com a saúde mental, além da importância de fazer um acompanhamento regular da saúde", cita Juliana Pagliato, gerente de Relações Empresariais da Austa Clínicas. A Austa Clínicas acredita que o cuidado começa pela informação e que quando ela chega de forma acessível e próxima da realidade das pessoas, seu impacto é ainda maior. E que levar saúde para dentro do agro é valorizar pessoas, fortalecer equipes e contribuir para um futuro mais saudável e produtivo.

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