No Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher, celebrado em 28 de maio, especialistas reforçam a necessidade de ampliar o olhar sobre a saúde feminina em todas as fases da vida. Entre os temas que ainda são cercados de desinformação e sofrimento silencioso está a menopausa, período de intensas mudanças hormonais que pode impactar diretamente a qualidade de vida da mulher. Segundo a ginecologista e obstetra do IMC, Dra. Valéria Dória, ainda é comum que mulheres cheguem ao consultório acreditando que precisam apenas “aceitar” os sintomas dessa fase, sem compreender que existem tratamentos e estratégias capazes de proporcionar mais bem-estar e saúde. “A menopausa não deve ser encarada como um período de sofrimento obrigatório. Hoje temos informação, ciência e tratamentos que permitem que a mulher atravesse essa fase com qualidade de vida”, afirma. A especialista explica que a menopausa vai muito além da interrupção da menstruação. A queda hormonal provoca repercussões em diferentes sistemas do organismo e pode afetar desde o sono e o humor até a saúde óssea, cardiovascular e sexual. “Muitas pacientes relatam que deixaram de dormir bem, perderam energia, passaram a ter mais ansiedade, irritabilidade e dificuldade de concentração. Algumas também sofrem com queda da libido, dores articulares e mudanças importantes na autoestima”, explica. Entre os sintomas mais frequentes estão ondas de calor, suores noturnos, insônia, cansaço, alterações emocionais, ganho de peso, ressecamento vaginal, dor durante a relação sexual e sintomas urinários, como infecções recorrentes e incontinência. A médica destaca que ainda existe muita confusão entre climatério e menopausa, termos frequentemente utilizados como sinônimos, mas que possuem significados diferentes. O climatério corresponde ao período de transição hormonal da fase reprodutiva para a não reprodutiva da mulher. Já a menopausa é considerada um marco dentro desse processo, sendo confirmada após 12 meses consecutivos sem menstruar. “A menopausa faz parte do climatério, mas os sintomas podem surgir anos antes da última menstruação. Essa transição hormonal repercute no corpo inteiro”, esclarece. De acordo com a especialista, isso acontece porque o estrogênio, hormônio que sofre queda importante nesse período, atua em múltiplos sistemas do organismo feminino. Com a redução hormonal, aumentam os riscos de alterações metabólicas, osteoporose e doenças cardiovasculares, além dos impactos emocionais e físicos já percebidos pelas pacientes. “O que mudou nos últimos anos foi justamente a forma de enxergar essa fase. Antes, a mulher era orientada a aceitar o sofrimento. Hoje falamos em prevenção cardiovascular, preservação óssea, saúde mental, sexualidade e envelhecimento saudável”, afirma. Tratamento deve ser individualizado e olhar para a mulher de forma integral Segundo a Dra. Valéria, um dos principais avanços no cuidado com a menopausa é justamente a compreensão de que não existe um tratamento único para todas as mulheres. Cada paciente apresenta sintomas, necessidades e impactos diferentes durante essa fase da vida. “Algumas mulheres sofrem mais com insônia, outras com ansiedade, alterações urinárias, sexualidade, dores ou ganho de peso. O grande erro é tratar apenas um sintoma isolado. Precisamos olhar para a mulher como um todo”, afirma. A especialista explica que a avaliação médica envolve histórico clínico, saúde cardiovascular, metabolismo, saúde óssea, qualidade do sono, saúde emocional, sexualidade, composição corporal e estilo de vida. A partir dessa análise, é possível definir as melhores estratégias terapêuticas para cada caso. Além da terapia hormonal, quando indicada, o tratamento pode incluir atividade física, alimentação equilibrada, melhora da qualidade do sono, manejo do estresse, fisioterapia pélvica e cuidados voltados à saúde sexual e urinária. “Hoje falamos em envelhecimento saudável. A mulher moderna pode viver décadas após a menopausa, então precisamos pensar em prevenção, autonomia e qualidade de vida”, destaca. Informação e acolhimento como ferramentas de saúde Foi justamente da necessidade de ampliar o acesso à informação de qualidade sobre menopausa que nasceu o projeto Menopausa Consciência, idealizado pela Dra. Valéria Dória. A iniciativa tem como objetivo promover orientação acessível e baseada em evidências sobre saúde da mulher madura. Com abordagem multidisciplinar, o projeto reúne discussões sobre climatério, menopausa, saúde hormonal, sexualidade, saúde mental, prevenção e qualidade de vida, buscando combater a desinformação que ainda cerca o tema. “Muitas mulheres ainda acreditam que precisam simplesmente aceitar o sofrimento dessa fase. Nosso objetivo é mostrar que existe cuidado, tratamento e possibilidade de viver essa etapa com bem-estar”, afirma a médica. O conteúdo é compartilhado por meio de entrevistas e conversas com profissionais de diferentes áreas da saúde, ampliando o debate sobre envelhecimento feminino e incentivando o cuidado integral da mulher.
O Dia Mundial da Tuberculose, celebrado nesta terça-feira, 24 de março, é uma alerta para a população em geral para o risco de contágio desta doença no país, que ainda é alto. Os trabalhadores do setor sucroenergético, em particular, devem ter a atenção redobrada, pois estão expostos a vários fatores que ampliam o risco de ter a doença e transmiti-la para outras pessoas, segundo o médico infectologista Natal Santos da Silva, da Austa Clínicas. Como a tuberculose é transmitida pelo ar, a aglomeração de grande número de pessoas facilita muito a sua transmissão. “A proximidade contínua dos trabalhadores, por exemplo, no transporte em ônibus para o campo ou mesmo entre a empresa e as moradias e em alojamentos coletivos contribui para a transmissão, seja por gotículas num espirro ou tosse ou mesmo ao inalar as partículas presentes no ar”, explica o infectologista da Austa Clínicas. O tabagismo e o alto consumo de bebidas alcoólicas contribuem para a maior vulnerabilidade do sistema respiratório, estando mais suscetível à implantação da micobactéria da tuberculose. Outros fatores se somam a estes para enfraquecer o organismo do trabalhador, tornando-o mais propenso a ficar doente, como a contínua exposição ao sol, o maior esforço físico e a ingestão menor de alimentos calóricos, que tendem também a diminuir a imunidade. “Estando mais baixa, aumenta a possibilidade de reativação da tuberculose latente ou o organismo não conseguir bloquear a exposição à micobactéria da tuberculose”, pontua Dr. Natal. É fundamental, portanto, que, ao menor sintoma, o profissional tenha acesso rápido e fácil ao serviço de saúde para que o diagnóstico seja feito logo e o tratamento, iniciado, evitando inclusive o contato do paciente com seus colegas de trabalho, ressalta o infectologista da Austa Clínicas. O que é a tuberculose? A tuberculose é uma doença infecciosa causada pela micobactéria Mycobacterium tuberculosis (Bacilo de Koch), que afeta principalmente os pulmões e é transmitida pelo ar, por meio da tosse, fala ou espirro de pessoas infectadas. Segundo Dr. Natal, em sua forma pulmonar, a doença apresenta como sintomas principais tosse persistente por três semanas ou mais, febre, especialmente ao entardecer, suor noturno, emagrecimento, cansaço excessivo e, em alguns casos, escarro com sangue. Como para todas as doenças, a prevenção é o mais importante, enfatiza o infectologista. Ele cita como as principais formas de prevenção o diagnóstico e tratamento precoces, a investigação de contatos próximos e, para as pessoas que convivem com doente ou suspeito de ter tuberculose, manterem ambientes ventilados e usar máscara. Contra as formas graves da tuberculose, a ação preventiva eficaz é a vacinação com BCG, principalmente, na infância. Em caso de suspeita, o infectologista da Austa Clínicas destaca ser o diagnóstico precoce fundamental para interromper a cadeia de transmissão e aumentar as chances de cura. Para auxiliar no diagnóstico, o médico conta com a baciloscopia (exame de escarro), testes rápidos moleculares e radiografia de tórax. O tratamento dura, em média, seis meses, com uso de antibióticos. Quando seguido corretamente, a cura pode ser alcançada na maioria dos casos. “Felizmente, existem avanços nas estratégias para melhorar a adesão ao tratamento como medicamentos para casos resistentes e, para a tuberculose latente, adota-se a terapia preventiva encurtada (3HP), com duração de apenas três meses. E há estudos para tratamentos ainda mais curtos, de até 28 dias”, informa o infectologista da Austa Clínicas. No cenário geral, a doença segue como um importante problema de saúde pública. A tuberculose ainda é a principal causa de morte por um único agente infeccioso no mundo, com mais de 10 milhões de casos anuais. No Brasil, foram registrados 85.936 novos casos em 2024, além de mais de 6 mil mortes em 2023, segundo o Ministério da Saúde. Nos últimos cinco anos, houve crescimento na detecção de casos, especialmente após a pandemia da covid-19, seguido de uma tendência de estabilização recente, o que indica melhora na identificação, mas também manutenção da transmissão. “Apesar de ser uma doença antiga, a tuberculose merece sempre muita atenção da população e das autoridades e instituições de saúde”, ressalta Dr. Natal. “Um dos pontos de maior preocupação é o avanço da tuberculose resistente aos medicamentos tradicionais, além da concentração da doença em grupos mais vulneráveis. Esse cenário reforça que a tuberculose não é apenas uma questão médica, mas também social, exigindo atenção contínua e políticas públicas eficazes”, completa o infectologista da Austa Clínicas.
O Grupo Austa lança sua campanha “Autocuidado do homem: Prevenir é um Ato de Força”, reforçando a importância do cuidado contínuo com a saúde masculina. Nesta edição do Novembro Azul 2025, o foco é conscientizar sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de próstata como uma forma de força, coragem e responsabilidade consigo mesmo e com quem amamos. O câncer de próstata é caracterizado pelo crescimento anormal das células da glândula prostática, localizada abaixo da bexiga e à frente do reto, responsável pela produção de parte do sêmen. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), é o segundo tipo de câncer mais comum entre os homens brasileiros, atrás apenas do câncer de pele não-melanoma, representando cerca de 29% dos casos. Entre 2023 e 2025, estima-se que o Brasil registre aproximadamente 72 mil novos casos por ano, evidenciando a necessidade de atenção e acompanhamento médico. Na maioria dos casos, a doença evolui lentamente e, nos estágios iniciais, pode não apresentar sintomas. Alguns sinais de alerta incluem: Dificuldade para urinar Jato urinário fraco ou interrompido Aumento da frequência urinária, especialmente à noite Sensação de esvaziamento incompleto da bexiga Presença de sangue na urina ou no sêmen Dor pélvica ou óssea em estágios mais avançados Quando diagnosticado precocemente, o câncer de próstata apresenta índices de cura acimade 90%. Por isso, homens a partir dos 45 anos com histórico familiar da doença, ou a partir dos 50 anos sem esse fator de risco, devem procurar o urologista regularmente para avaliação e realização de exames preventivos, como o toque retal e o PSA (Antígeno Prostático Específico). Além dos exames, hábitos de vida saudáveis também contribuem para a prevenção: manteralimentação equilibrada, praticar atividade física, controlar o peso, não fumar e evitar o consumo excessivo de álcool. Ao longo do mês, através da campanha Novembro Azul, o Austa disponibilizará conteúdos educativos sobre o câncer de próstata e saúde do homem, reforçando informações confiáveis e incentivando a prevenção como parte essencial do cuidado com o próprio corpo. Cuidar de si mesmo é mais do que um gesto de saúde: é um ato de força!
No dia 29 de outubro é celebrado o Dia Mundial do Acidente Vascular Cerebral (AVC), uma das principais causas de invalidez no país, que em 2024 resultou na morte de mais de 85 mil brasileiros e deixou ao menos 150 mil pessoas com sequelas. O AVC é uma condição que exige atenção imediata, e quanto mais rápido o paciente recebe atendimento, maiores são as chances de reduzir danos e sequelas. A doença pode se manifestar de duas formas: o AVC isquêmico, causado pelo entupimento de artérias cerebrais, e o AVC hemorrágico, quando há ruptura de um vaso e extravasamento de sangue no cérebro. Em casos como esses, buscar rapidamente centros de atendimento estruturados, como o Austa Hospital, é fundamental para aumentar as chances de recuperação. Reconhecer os sintomas do AVC é essencial para que a vítima receba atendimento imediato. Entre os sinais mais comuns estão perda de força ou sensibilidade em um lado do corpo, dificuldade para falar ou compreender a fala, alterações visuais, confusão mental e sonolência. A identificação precoce desses sintomas pode ser determinante para reduzir sequelas graves e salvar vidas. O atendimento rápido e especializado faz toda a diferença no desfecho do paciente, oferecendo possibilidades reais de minimizar danos e até reverter o quadro. “Felizmente, dispomos de tratamentos muito eficazes tanto para minimizar sequelas do AVC quanto para revertê-lo, salvando a vida do paciente. O procedimento salva a pessoa quando elimina o edema cerebral, a hipertensão intracraniana e, quando desobstrui artéria, reduz ou até impede sequelas neurológicas”, destaca o neurocirurgião Lucas Crociati Meguins, médico do grupo Austa. A instituição possui equipe completa e especializada para o tratamento do AVC, incluindo procedimentos como a drenagem cirúrgica para casos de AVC hemorrágico, nos quais há acúmulo de sangue no cérebro devido à ruptura de um vaso, aumentando a pressão intracraniana e podendo causar danos adicionais ao tecido cerebral. “Na drenagem, removemos o sangue acumulado ou instalamos um dreno para aliviar a pressão e evitar novas lesões”, explica Dr. Lucas. Em alguns casos, é utilizada a drenagem ventricular externa, que permite controlar a pressão e drenar o líquido cefalorraquidiano. “Os benefícios incluem redução do risco de morte, menor dano cerebral, melhora do nível de consciência e aumento da chance de recuperação funcional. Quando realizada rapidamente e aliada à reabilitação precoce, a drenagem contribui para preservar as funções neurológicas e acelerar o retorno do paciente às suas atividades”, afirma Dr. Lucas. O AustaCor também oferece tratamentos endovasculares, como a trombectomia e a trombólise intravenosa. Na trombólise, o médico administra um medicamento capaz de dissolver o coágulo e restabelecer o fluxo sanguíneo cerebral. A escolha da abordagem mais adequada depende da avaliação do quadro clínico do paciente realizada pela equipe multidisciplinar. Entre as opções está a trombectomia, realizada na Hemodinâmica do AustaCor, em que um catéter é introduzido por uma artéria da virilha até o cérebro para remover diretamente o coágulo que bloqueia o fluxo sanguíneo. “Se realizados quatro a seis horas após o início dos sintomas do AVC, a trombólise e a trombectomia podem reverter o quadro e evitar sequelas permanentes”, reforça Dr. Lucas. Foi ao realizar a trombólise intravenosa que o “Time de AVC”, equipe superespecializada do Austa Hospital, salvou a vida da artista plástica rio-pretense Sônia Maria Santana, de 74 anos. “Estou aqui saudável, sem sequela alguma, porque contei com o atendimento rápido no Austa. Poucos minutos depois de chegar à emergência, fiz tomografia e fui para a UTI receber medicação”, conta Sônia. “Os médicos, enfermeiros, todos daquela equipe me deram a chance de continuar viajando e conhecendo lugares maravilhosos”, agradece. “São palavras como as da Sônia e vê-la bem, e muitos outros pacientes, que recompensam o empenho do nosso ‘Time de AVC’ e dos demais profissionais do hospital envolvidos em atender e tratar estas pessoas”, afirma a médica neurologista Marina Mamede, que integra a equipe junto com enfermeiros, nutricionistas, fonoaudiólogos, fisioterapeutas, farmacêuticos e bioquímicos. Para assegurar a excelência no atendimento, o do Austa Hospital adota protocolos internacionais, baseados em treinamentos contínuos, monitoramento de indicadores e melhoria constante dos processos. Além da gratidão expressa por pacientes e familiares, o trabalho do “Time de AVC” e de toda equipe da Emergência do hospital teve o reconhecimento através da conquista da certificação WSO Angels Awards – Nível Ouro, concedida pela World Stroke Organization, a Organização Mundial de AVC. “Todos os nossos esforços convergem para nosso Time prestar o melhor atendimento no menor tempo possível. Cada minuto a mais de um AVC isquêmico não tratado, o paciente perde quase 2 milhões de neurônios e 14 bilhões de sinapses, como são chamadas as ligações entre um neurônio e outro, além de 12 quilômetros de fibras nervosas, comprometendo de forma acelerada a fala, os movimentos e a capacidade cognitiva, dentre outros danos”, explica Dra. Marina.