Oftalmologista do Austa Hospital alerta para os cuidados com os olhos

11/07/2022

Oftalmologista do Austa Hospital alerta para os cuidados aos olhos desde a infância até a terceira idade

Em 10 de julho é lembrado o Dia Mundial da Saúde Ocular, que tem a intenção de alertar para a importância da prevenção e diagnóstico de doenças oculares que, se não tratadas, podem levar à perda da visão.

“Infelizmente, a grande maioria das pessoas não cuidam bem dos olhos, consultando-se ao menos uma vez por ano para avaliar a visão”, afirma a médica oftalmologista Fernanda Liedke, do Austa Hospital, de Rio Preto.

Causas da cegueira

Segundo ela, as principais causas de cegueira em adultos são a catarata, o glaucoma, a degeneração macular relacionada à idade e a retinopatia diabética. Já entre as crianças, são infecções, catarata e glaucoma congênitos, ou seja, elas nascem com eles. Outra causa frequente é a retinopatia da prematuridade.

Mais da metade dos brasileiros com perda total de visão (cerca de 700 mil pessoas) poderia estar enxergando, normal ou parcialmente, se visitasse um oftalmologista pelo menos uma vez ao ano. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 45,5% dos casos de distúrbios visuais no mundo (2,2 bilhões) poderiam ser evitados com tratamento e medidas de prevenção. Segundo o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), 60% dos casos de cegueira são evitáveis.

O último número oficial sobre o total de deficientes visuais no Brasil é muito antigo, de 2010, ano do último censo realizado pelo IBGE. Mesmo desatualizado, o dado dimensiona a gravidade do problema. Segundo este último levantamento do IBGE, 24% dos brasileiros tinham algum tipo de deficiência, o que correspondia a 46 milhões de pessoas.

O melhor é a prevenção

A oftalmologista do Austa Hospital ressalta que a consulta anual é muito importante, sobretudo após os 40 anos ou sempre que surgirem sintomas relacionados à visão como dificuldade para enxergar, visão dupla ou embaçada, dor de cabeça frequente ou olhos vermelhos, por exemplo. “O ideal, no entanto, é ter o acompanhamento do oftalmologista desde a infância, pois quanto antes diagnosticarmos um problema maiores são as chances de sucesso. Um pré-natal adequado e o teste do olhinho são imprescindíveis”, afirma Dra. Fernanda.

Durante a consulta, o médico irá avaliar a capacidade visual e a saúde dos olhos, permitindo identificar alterações que podem causar ou ser sinal de problemas de visão ou doenças, como glaucoma ou retinopatia diabética.

Existem vários tipos de exame de vista, como o exame de fundo de olho, a topografia da córnea ou o exame de campo visual, que podem ser indicados pelo oftalmologista para avaliar as estruturas do olho, como retina, íris, córnea e vasos sanguíneos, além da avaliação externa do canal lacrimal e pálpebras.

Glaucoma

Estima-se que atinja cerca de um milhão de pessoas no Brasil. Quando não tratado e diagnosticado a tempo, leva à cegueira irreversível. Para as pessoas que possuem histórico de glaucoma na família, o exame preventivo é imprescindível, já que apresentam mais chances de desenvolver a doença. Também fazem parte do grupo de risco os portadores de diabetes; os míopes e hipermétropes; os maiores de 60 anos; e negros, principalmente com mais de 40 anos de idade.

VOCÊ SABIA: Glaucoma pode levar à cegueira? Saiba mais!

Catarata

É responsável por 51% dos casos de cegueira no mundo, o que representa 20 milhões de pessoas, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Segundo a Sociedade Brasileira de Oftalmologia (SBO), surgem cerca de 550 mil novos casos no Brasil por ano.

A catarata é uma lesão ocular que atinge e torna opaco o cristalino. Entre os sintomas estão: sensação de visão embaçada ou com névoa, sensibilidade à luz e alteração da visão de cores. Com a progressão da doença, as pessoas poderão enxergar apenas vultos. Ficar longas horas exposto ao sol pode possibilitar a progressão da catarata, além de outros problemas oculares. Por isso, o uso de óculos com proteção solar ultravioleta A e B, mesmo por crianças é fundamental.

Retinopatia diabética

É uma das complicações da diabetes e uma das principais causas de cegueira nos adultos, devida às alterações estruturais que ocorrem nos vasos sanguíneos da retina. Com o evoluir da doença, estes vasos tornam-se incontinentes e libertam sangue ou fluido sanguíneo para o espaço retiniano ou para o vítreo causando problemas na visão.

Degeneração macular

É uma doença da retina que afeta a mácula em que o envelhecimento é a sua principal causa. Contudo, nem sempre o envelhecimento é a causa para a degeneração da mácula. A degeneração macular em jovens e crianças, ou seja, numa idade mais precoce também é possível apesar de ser bastante menos frequente que nas pessoas mais idosas.

A mácula é uma pequena parte da retina, com um importante papel na visão. É composta por milhões de células sensíveis à luz. Na retina há transformação da luz em sinais elétricos, de seguida, esses sinais elétricos são enviados através do nervo ótico para o cérebro, onde se efetua a tradução das imagens que visualizamos.

Na degenerescência macular, a mácula encontra-se danificada, o centro do campo visual é afetado e as imagens são desfocadas, distorcidas ou escuras.

 

Fonte: Entrevista com médica oftalmologista Fernanda Liedke.

Compartilhe no Facebook Compartilhe no Whatsapp Compartilhe no Twitter

18 de março

Março Lilás: Câncer de Colo do Útero atinge mulheres mais jovens e reforça alerta para prevenção, diz especialista do Austa

O mês de março é marcado pela campanha Março Lilás, dedicada à conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de colo do útero. A doença está entre os tipos de câncer mais frequentes entre mulheres no Brasil e, apesar de ter evolução lenta, ainda é responsável por milhares de casos todos os anos, muitas vezes diagnosticados em estágios mais avançados. O câncer de colo do útero se desenvolve nas células do colo uterino, estrutura que conecta o útero à vagina, e está diretamente relacionado à infecção pelo HPV (Papilomavírus Humano). Segundo o ginecologista do Austa, Dr. Paulo Fasaneli, o desenvolvimento da doença é gradual e pode levar anos. “Esse câncer tem uma evolução lenta. Ele começa com a infecção pelo HPV e pode passar por lesões precursoras que, ao longo de 10 a 20 anos, podem se transformar em câncer”, explica. Nas fases iniciais, o câncer de colo do útero geralmente não apresenta sintomas, o que reforça a importância dos exames de rastreamento. “O câncer de colo do útero é assintomático nas fases iniciais e por isso o rastreio é tão importante. Quando surgem os sintomas, normalmente esse tumor já está mais avançado”, afirma. Entre os sinais que podem aparecer estão sangramentos vaginais irregulares, dor pélvica, corrimento com presença de sangue e sangramento após a relação sexual. “Os principais sintomas são sangramentos irregulares, dores pélvicas, corrimentos sanguinolentos e também a sinusorragia, que é o sangramento após a relação sexual”, explica o médico. Embora a maior incidência da doença ocorra entre 35 e 55 anos, especialistas têm observado diagnósticos em mulheres mais jovens. No Brasil, o câncer de colo do útero é o tipo de câncer que mais mata mulheres até os 36 anos de idade, segundo a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), o que reforça o alerta para a prevenção precoce. “A gente tem percebido uma redução na idade de diagnóstico. Isso pode estar relacionado ao início mais precoce da vida sexual, múltiplos parceiros, desinformação, vergonha de procurar atendimento ou até dificuldade de acesso aos serviços de saúde, além da baixa adesão à vacinação”, afirma o ginecologista Dr. Paulo Fasaneli. Diagnóstico e tratamento O diagnóstico do câncer de colo do útero geralmente ocorre após alterações detectadas nos exames de rastreamento ou pela identificação de lesões durante a avaliação ginecológica. A confirmação costuma ser feita por meio de biópsia do colo uterino. Para avaliar a extensão da doença, também podem ser solicitados exames de imagem, como ressonância magnética, tomografia ou PET-CT. O tratamento varia de acordo com o estágio em que o tumor é identificado. Nos casos iniciais, procedimentos cirúrgicos costumam apresentar bons resultados. “Nos estágios iniciais, o tratamento pode ser cirúrgico, desde a retirada de uma parte do colo do útero até cirurgias maiores, dependendo do caso. Já nos casos mais avançados, o tratamento padrão ouro é a união de quimioterapia com radioterapia. Também utilizamos uma radioterapia localizada chamada braquiterapia”, cita. Vacinação e exames ajudam a prevenir a doença Uma das principais formas de prevenção da doença é a vacinação contra o HPV, indicada no Brasil para meninas e meninos entre 9 e 14 anos. A vacina protege contra os tipos mais comuns do vírus associados ao câncer, explica Dr. Paulo. “A vacinação pode reduzir em até 70% o risco de desenvolver câncer de colo do útero, porque os vírus HPV 16 e 18 são responsáveis por cerca de 70% dos casos da doença”. O especialista explica que mesmo com a vacinação, o acompanhamento ginecológico continua sendo essencial, já que a vacina não protege contra todos os tipos do vírus. Por isso, os exames de rastreamento seguem sendo recomendados para identificar alterações nas células do colo do útero antes que elas evoluam para um câncer. “Hoje contamos com exames que pesquisam o DNA do HPV. A partir desse exame é possível indicar a realização de outros exames, como papanicolau, colposcopia e biópsia quando necessário, identificando as lesões precursoras antes que se transformem em câncer”, explica. Informação é essencial para reduzir a incidência Para o especialista, campanhas como o Março Lilás têm papel importante na conscientização da população e no incentivo à prevenção. “O Março Lilás é muito importante para estimular a informação sobre a prevenção do câncer, reforçar a importância da vacinação e quebrar tabus sobre a doença. Quanto mais informação as mulheres tiverem, maior a chance de reduzir a incidência dessa doença no país”, conclui.

12 de março

Jogadores do Monte Líbano fazem check-up cardiológico no IMC de Rio Preto como preparação para o Campeonato Paulista de Basquete

Dois atletas do Clube Monte Líbano, de São José do Rio Preto, realizaram um check-up cardiológico no Instituto de Moléstias Cardiovasculares (IMC) como parte da preparação para o Campeonato Paulista de Basquete Sub-16. A iniciativa reforça uma recomendação importante dos especialistas: fazer uma avaliação cardiológica antes de iniciar atividades físicas, especialmente em casos de treinos intensos ou participação em competições esportivas. Referência em cardiologia em Rio Preto e região, o IMC realiza avaliações voltadas tanto para atletas profissionais e amadores quanto para pessoas que desejam iniciar ou retomar exercícios físicos com segurança. Avaliação cardiológica antes do esporte Segundo a cardiologista Dra. Adriana Bellini Miola, chefe do Setor de Ergometria, Reabilitação e Cardiologia do Exercício do IMC, a prática de atividade física traz inúmeros benefícios para a saúde, mas deve sempre estar associada ao acompanhamento médico. “É imprescindível que a pessoa esteja em dia com a sua saúde e tenha o amparo de um médico e outros profissionais para agregar segurança a essa prática”, explica. No IMC, cada paciente passa por uma avaliação individualizada, em que exames e orientações são definidos conforme o perfil e o nível de atividade física pretendido. “Cada indivíduo é diferente do outro, tem uma história única e objetivos particulares que o levaram a nos procurar. Por isso, os exames complementares variam de um paciente para outro, dependendo do grau de envolvimento com o exercício e dos propósitos de cada pessoa”, explica a cardiologista. Jovens atletas reforçam importância do check-up Para os atletas, o acompanhamento médico também faz parte da preparação para a temporada esportiva. Caio Humberto Rocha Soares, de 16 anos, destaca que a avaliação traz mais segurança para quem pratica esporte regularmente. “Fazer esse teste é essencial para mim, tanto como pessoa quanto como atleta, porque conseguimos verificar como está o nosso coração. Como praticamos esporte todos os dias, essa avaliação nos dá muita segurança. Assim, ficamos mais tranquilos para focar no nosso objetivo, que é jogar bem, ajudar o time e buscar vitórias e o título”, afirma. Outro atleta que realizou o check-up foi João Gabriel de Andrade, também de 16 anos. “Para nós, que estamos iniciando uma temporada importante, esse tipo de avaliação é fundamental porque ajuda a entender melhor como está nossa condição física. O acompanhamento médico também orienta sobre os cuidados que precisamos ter para treinar e competir com mais segurança. Isso nos dá confiança para continuar evoluindo dentro de quadra e representar bem o nosso time”, diz. Acompanhamento médico e equipe multidisciplinar Os jovens atletas são acompanhados pelo Dr. Adriano Fróes, médico e pós-graduado em Medicina do Esporte e do Exercício, que os encaminhou ao IMC para a realização dos exames preventivos. No instituto, a avaliação e o acompanhamento de atletas e demais pessoas envolvem uma equipe multidisciplinar, formada por cardiologistas e, quando necessário, pneumologistas, ortopedistas e outros especialistas. Essa abordagem permite analisar de forma ampla as condições de saúde de cada pessoa. “Todos sabemos dos benefícios do exercício, porém ele não deve ser feito de forma aleatória ou desorganizada. Uma equipe multidisciplinar pode orientar a melhor forma de iniciar a prática e até colaborar na escolha da modalidade esportiva mais adequada, levando em consideração as características individuais, histórico de vida e hábitos de cada pessoa”, destaca o médico. Avaliação cardiológica também é importante para quem pratica exercícios recreativos Os especialistas reforçam que a recomendação vale para todas as pessoas, inclusive aquelas que pretendem iniciar atividades físicas de forma recreativa. “Independentemente da idade ou do nível do exercício, é importante realizar uma avaliação cardiológica antes de iniciá-lo. Isso garante mais segurança e permite que seja praticado de forma saudável e sustentável”, conclui o médico que acompanha os atletas. Exercícios sem avaliação podem trazer riscos A avaliação cardiológica pré-participação esportiva é essencial porque algumas doenças cardiovasculares podem evoluir de forma silenciosa. Entre os principais riscos da prática de exercícios físicos sem avaliação médica está a morte súbita cardíaca, que pode ocorrer durante a atividade quando existem doenças não diagnosticadas. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a morte súbita cardíaca é a morte natural e inesperada de causa cardíaca que ocorre até uma hora após o início dos sintomas, quando há testemunhas, ou até 24 horas quando não há. Entre as condições que podem levar a esse tipo de ocorrência estão: miocardiopatia hipertrófica displasia arritmogênica do ventrículo direito síndrome do QT longo síndrome de Brugada taquicardia ventricular polimórfica catecolaminérgica miocardites síndromes coronarianas, como o infarto agudo do miocárdio “Algumas dessas doenças podem evoluir sem sintomas evidentes e a primeira manifestação pode ocorrer justamente durante a prática de exercícios. Por isso o check-up cardiológico é tão importante”, alerta a Dra. Adriana Miola.

12 de março

Dia Mundial do Sono: IMC de Rio Preto oferece polissonografia, exame preciso para diagnóstico identificar distúrbios do sono

No dia 14 de março, celebra-se o Dia Mundial do Sono, uma data criada para chamar a atenção para a importância de dormir bem e para os impactos que os distúrbios do sono podem causar na saúde. Embora o sono seja uma necessidade básica do organismo, milhões de pessoas convivem diariamente com noites mal dormidas, muitas vezes sem saber que isso pode estar relacionado a algum problema de saúde. No Brasil, o cenário é preocupante. Segundo estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), sete em cada dez brasileiros apresentam algum tipo de dificuldade para dormir, o que representa cerca de 158 milhões de pessoas. Entre os problemas mais comuns estão insônia, ronco intenso e despertares frequentes durante a noite, situações que, além de comprometerem o descanso, podem afetar diretamente o funcionamento do organismo. Dormir mal de forma frequente pode trazer consequências que vão muito além do cansaço no dia seguinte. A privação ou a baixa qualidade do sono está associada a maior risco de problemas cardiovasculares, alterações metabólicas, dificuldade de concentração, irritabilidade, ansiedade e queda na qualidade de vida. Em muitos casos, a causa dessas noites mal dormidas está ligada a um distúrbio chamado apneia do sono. “A apneia do sono se caracteriza pela parada momentânea da respiração, devido à obstrução das vias respiratórias em função do relaxamento dos músculos da faringe. Sem respiração, o fluxo de oxigênio é interrompido, podendo ter consequências ao cérebro e ao coração”, explica a médica pneumologista Bruna Cortez, do IMC – Instituto de Moléstias Cardiovasculares, de Rio Preto. Durante os episódios de apneia, a respiração pode parar por alguns segundos ou até mais tempo, várias vezes ao longo da noite. Isso faz com que o cérebro precise “acordar” o corpo repetidamente para retomar a respiração, fragmentando o sono e impedindo que ele seja realmente reparador. Além da sensação constante de cansaço, a apneia do sono pode trazer riscos importantes à saúde. Entre as complicações mais preocupantes estão hipertensão arterial, doenças cardiovasculares, aumento do risco de AVC (acidente vascular cerebral) e até morte súbita. Quando o ronco pode ser um sinal de alerta Um dos sintomas mais conhecidos da apneia do sono é o ronco alto e frequente. No entanto, nem sempre ele é interpretado como um sinal de problema de saúde. Muitas pessoas acabam normalizando o ronco ou associando o sintoma apenas a uma característica individual. Além do ronco, outros sinais podem indicar a presença do distúrbio, como pausas na respiração durante o sono, sensação de sufocamento à noite, sonolência excessiva durante o dia, dores de cabeça ao acordar, dificuldade de concentração e irritabilidade. A pneumologista explica que a apneia do sono pode ter diferentes causas e fatores associados, o que torna fundamental uma avaliação médica adequada. “A apneia do sono pode estar relacionada a diversos fatores, como obesidade e síndrome metabólica, os mais relevantes, mas também ansiedade, problemas clínicos, emocionais, excitação associada a determinados eventos, entre muitos outros”, pontua Dra. Bruna. Por isso, o diagnóstico correto é essencial para identificar a origem do problema e definir o tratamento mais adequado. Polissonografia: exame avalia o que acontece com o corpo durante o sono Para auxiliar no diagnóstico dos distúrbios do sono, o principal exame utilizado é a polissonografia, que permite avaliar de forma detalhada como o organismo se comporta enquanto a pessoa dorme. Durante o exame, diferentes funções do corpo são monitoradas ao longo da noite, como respiração, oxigenação do sangue e movimentos respiratórios. Essas informações ajudam o médico a identificar alterações que possam indicar problemas como a apneia do sono. “Esse exame permite identificar pausas na respiração, quedas na oxigenação do sangue e outros sinais que indicam que o sono não está sendo reparador”, explica a pneumologista do IMC. “Com essas informações conseguimos confirmar o diagnóstico e definir o tratamento mais adequado para cada paciente.” A partir dos dados coletados, os especialistas conseguem avaliar a frequência das pausas respiratórias, o impacto delas na oxigenação do organismo e o quanto o sono está sendo fragmentado ao longo da noite. Exame pode ser realizado no conforto de casa No IMC, a polissonografia pode ser realizada no conforto da própria casa do paciente, o que torna o exame mais prático e confortável. Essa modalidade domiciliar permite que a pessoa durma em seu ambiente habitual, o que muitas vezes contribui para um resultado mais próximo da rotina real de sono. Para realizar o exame, são utilizados equipamentos portáteis e de fácil utilização que registram as informações durante toda a noite. Antes de dormir, o paciente coloca um cinto elástico na região do tórax ou da cintura, responsável por registrar os movimentos respiratórios. Também utiliza um oxímetro no dedo, que mede continuamente a oxigenação do sangue, além de um pequeno cateter colocado no nariz, que registra o fluxo de ar durante a respiração. “É um exame simples e seguro. Os sensores são leves e não causam dor, permitindo que a pessoa durma de forma bastante próxima da sua rotina normal”, ressalta a Dra. Bruna. Todos esses sensores ficam conectados a um pequeno aparelho responsável por registrar os dados ao longo da noite. O funcionamento é semelhante ao de um holter cardíaco, exame que monitora o coração durante várias horas ao longo das atividades do dia a dia. No dia seguinte, os dados coletados são analisados por médicos especialistas. “A análise desses dados mostra se houve pausas respiratórias, queda de oxigênio no sangue ou outros sinais característicos da apneia do sono”, explica a pneumologista do IMC. “Com isso conseguimos entender o que está acontecendo durante o sono do paciente e indicar o tratamento mais adequado.” Quando tratar o sono muda a qualidade de vida O produtor rural João Francisco Coletti, de 70 anos, é um exemplo de como o diagnóstico correto pode transformar a qualidade de vida. Durante anos, ele conviveu com noites mal dormidas, ronco intenso e episódios de apneia. Em consulta médica, descobriu que o sangue estava mais espesso, condição que poderia aumentar o risco de infarto. A recomendação foi iniciar investigação para identificar a causa do problema. Após avaliação clínica no IMC, a pneumologista indicou a realização da polissonografia. “Foi tranquilo colocar os dispositivos em casa, o que é um conforto muito grande. Hoje, durmo bem, não ronco e o sangue afinou”, relata o produtor rural.

10 de março

Sedentarismo na terceira idade: geriatra da Austa Clínicas alerta que falta de atividade física acelera perda de autonomia e aumenta risco de doenças

Quase metade dos brasileiros não pratica o mínimo de atividade física recomendado para manter a saúde. Dados do Ministério da Saúde indicam que cerca de 47% da população é sedentária, um comportamento associado ao aumento do risco de doenças crônicas e à perda de qualidade de vida. No envelhecimento, esse cenário ganha atenção ainda maior, já que a falta de movimento pode intensificar perdas naturais do organismo, aumentar a vulnerabilidade a problemas de saúde e comprometer a autonomia para atividades simples do dia a dia. De acordo com o Dr. Eduardo de Conti Fochi, geriatra da Austa Clínicas, a falta de movimento acelera mudanças fisiológicas que já fazem parte do processo de envelhecimento. “O sedentarismo, de maneira geral, acelera a perda da saúde e da autonomia. Com o passar dos anos, o organismo sofre mudanças naturais, como redução da massa muscular, diminuição da capacidade pulmonar e cardiovascular e perda de equilíbrio. A falta de atividade física vai intensificando esse processo”, explica. Além de favorecer o desenvolvimento ou agravamento de doenças crônicas, como hipertensão, diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares, o sedentarismo também interfere diretamente na rotina dos idosos. “O idoso com menos força e resistência passa a ter mais dificuldade para caminhar, subir escadas ou carregar objetos. Tudo isso vai ficando cada vez mais difícil”, afirma o médico. Segundo o Dr. Eduardo, essa perda progressiva de capacidade funcional pode levar à diminuição da independência. “Com o tempo, isso pode levar à perda da autonomia e à piora da qualidade de vida. É aquele idoso que vai ficando cada vez mais dependente de filhos ou cuidadores, porque atividades simples, como tomar banho sozinho ou subir um lance de escada, passam a ser difíceis ou até impossíveis”. Exercício ajuda a prevenir quedas e preservar mobilidade A perda de força muscular e de equilíbrio também está relacionada ao aumento do risco de quedas na terceira idade. Estudos indicam que cerca de um terço dos idosos sofre pelo menos uma queda por ano, muitas vezes associada justamente à diminuição da massa muscular e da estabilidade corporal. Entre as consequências mais importantes está a perda de massa muscular associada ao envelhecimento, conhecida como Sarcopenia, condição que compromete força, mobilidade e estabilidade corporal. Segundo o geriatra da Austa Clínicas, a atividade física regular é uma das principais estratégias para reduzir esse risco. “A atividade física é uma das principais ferramentas para prevenir a sarcopenia. Mas é importante frisar que os exercícios precisam ser regulares. Não adianta fazer atividade física uma vez por mês ou duas vezes por mês. É necessário manter uma frequência, sendo os exercícios resistidos, como a musculação, os que mais estimulam o músculo e ajudam a combater a perda de massa muscular”, cita. Segundo o médico, o fortalecimento dos músculos e a prática regular de atividade tem impacto direto na prevenção de quedas, na mobilidade e independência do idoso. “Quando o paciente tem uma massa muscular maior e sofre algum desequilíbrio, ele consegue reagir mais rápido e evitar a queda. Por isso, exercícios de equilíbrio e coordenação também são fundamentais”. Benefícios também chegam à saúde mental Os impactos positivos da atividade física não se limitam ao corpo. A prática regular também tem efeitos importantes sobre a saúde mental e a qualidade de vida dos idosos. “Os benefícios vão muito além do físico: A atividade física melhora sintomas de ansiedade e depressão, melhora o sono e aumenta a sensação de bem-estar”. Melhorando ainda a memória, atenção e raciocínio. Inclusive, a atividade física é uma das principais ferramentas que temos hoje para impedir ou retardar o aparecimento de demências, como a doença de Alzheimer”, explica. Além disso, manter-se ativo contribui para preservar a autonomia e ampliar a participação social dos idosos. “Quando o idoso tem força, mobilidade e equilíbrio, ele consegue fazer suas atividades sozinho. Isso permite que ele participe mais da vida social e mantenha uma melhor qualidade de vida”.

27 de janeiro

Austa Clínicas fortalece atuação junto a grandes usinas ao cuidar de mais de 700 colaboradores durante a SIPAT do Grupo Cerradão

A atuação próxima e personalizada na gestão da saúde corporativa tem sido um dos pilares do novo modelo assistencial da Austa Clínicas junto a grandes empresas do agronegócio e do setor sucroenergético. Um exemplo recente dessa estratégia foi a participação da operadora na Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho (SIPAT) do Grupo Cerradão, maior produtor de açúcar, etanol e energia de Minas Gerais. Durante o evento, mais de 700 colaboradores passaram por atendimentos e avaliações realizadas por profissionais da Austa Clínicas, que ofereceram aferição de sinais vitais, testes de glicemia capilar, ausculta cardíaca e pulmonar, além de orientações médicas e esclarecimentos sobre saúde e prevenção. A ação integrou um conjunto de iniciativas contínuas desenvolvidas pela operadora junto à Cerradão, que hoje atende cerca de 1.650 colaboradores e dependentes, totalizando aproximadamente 3.000 beneficiários. A presença frequente dos profissionais da Austa Clínicas no ambiente corporativo vai além de eventos pontuais. O modelo adotado pela operadora prioriza o acompanhamento contínuo, a proximidade com os colaboradores e a agilidade na resolução de demandas assistenciais, especialmente em situações que exigem resposta rápida. Foi o que vivenciou o operador de caldeira Nicolas Luiz da Silva, colaborador da área industrial da Cerradão. Ao perceber que sua filha de 11 anos apresentava dificuldades de visão, ele buscou atendimento pela operadora. A consulta foi rapidamente agendada, resultando no diagnóstico de uma infecção ocular e início imediato do tratamento. “Fiquei muito apreensivo com a situação, mas a equipe foi extremamente rápida e atenciosa. Saber que temos esse suporte traz mais tranquilidade para trabalhar e viver melhor”, relata Nicolas. Atendimento personalizado Segundo Leonardo Almeida, gerente de Gente e Gestão do Grupo Cerradão, a parceria com a Austa Clínicas tem se destacado pelo atendimento personalizado e pela capacidade de resposta. “Os profissionais da Austa Clínicas dão bastante atenção para nossos colaboradores, tendo flexibilidade para resolver os casos com senso de urgência necessário, o que é muito importante”, afirma Leonardo. A atuação integrada também tem impacto direto na conscientização dos colaboradores sobre o cuidado com a própria saúde. Para João Antonio Piccini, coordenador de SSO (Segurança e Saúde Ocupacional) da Cerradão, a presença da operadora contribui para um dos principais objetivos das ações internas. “A participação da Austa Clínicas tem sido essencial para sensibilizar nossos colaboradores sobre a importância da prevenção e do acompanhamento regular, não só para eles, mas também para seus familiares”, destaca Piccini. Um plano pensado para a realidade do agro O modelo de atuação adotado junto ao Grupo Cerradão reflete a filosofia que norteou o desenvolvimento do novo plano corporativo da operadora, estruturado a partir de estudos aprofundados sobre as características e desafios do agronegócio. “Nossa proposta envolve personalização e previsibilidade financeira. Consideramos o perfil e a realidade de cada empresa para estruturar soluções adequadas à sua operação, o que é fundamental para a gestão do negócio”, explica Rafael Chanes, diretor executivo da Austa Clínicas. Para garantir atendimento ágil e resolutivo, a operadora disponibiliza uma rede assistencial completa nas regiões onde o grupo atua. Em Frutal, os beneficiários contam com atendimento no Hospital São José e no Espaço Saúde Austa, que reúne diversas especialidades médicas, exames cardiológicos, coleta laboratorial e pronto atendimento 24 horas. Em Barretos, o Hospital São Jorge complementa a rede. Já para casos de média e alta complexidade, os beneficiários têm acesso à rede credenciada e, em São José do Rio Preto, ao Hospital de Base e ao Hospital da Criança e Maternidade. Plano NossaTerra atende à complexidade do agro e do setor sucroenergético Desenvolvido para grandes grupos do agronegócio e do setor sucroenergético, o plano NossaTerra foi estruturado para responder às particularidades de empresas com operações industriais e rurais, equipes numerosas e desafios específicos na gestão da saúde corporativa. Entre os diferenciais do modelo estão a customização da rede assistencial, o controle de custos com previsibilidade orçamentária e a capacidade de implantação ágil de serviços em regiões onde outros modelos de assistência não atuam, reduzindo deslocamentos, afastamentos e impactos na produtividade. O plano também contempla protocolos clínicos adaptados à realidade da agroindústria, programas preventivos alinhados à sazonalidade da safra e ações direcionadas à prevenção de doenças ocupacionais, especialmente osteomusculares e auditivas. A estratégia é complementada por telemedicina, unidades móveis, postos avançados nas plantas industriais e programas estruturados de promoção da saúde. Com essa abordagem, a Austa Clínicas consolida o NossaTerra como uma solução estratégica de gestão de pessoas e sustentabilidade operacional, reforçando seu posicionamento junto a grandes empresas do agro que buscam eficiência, cuidado com seus colaboradores e visão de longo prazo.

Newsletter
Newsletter

Assine nossa newsletter

Assine a nossa newsletter para promoções especiais e atualizações interessantes.


    Política