26/03/2021

Cirurgião oncológico informa sobre prevenção e tratamento do Câncer Colorretal

O Câncer Colorretal, é o segundo mais incidente no Brasil, após o câncer de mama nas mulheres e de próstata nos homens.

Após a pandemia do coronavírus, organizações médicas constaram o aumento do número de casos avançados do câncer de colorretal. “Não há estatísticas fechadas ainda, mas percebemos nitidamente que, como as pessoas deixaram ou adiaram de se consultar, aumentaram os casos avançados”, afirma o cirurgião oncológico Oswaldo Passos Filho, do AUSTA hospital.

Como muitas doenças, o câncer colorretal pode ser evitado ou descoberto em estágio inicial, se as pessoas adotarem ações preventivas. “Há fatores que predispõe à doença para os quais devemos ficar atentos, como idade e ter casos na família”, destaca Oswaldo Passos Filho (veja os fatores abaixo).

Se diagnosticado o câncer, o cirurgião oncológico ressalta que existe uma gama enorme de tratamentos, dentre os quais, o médico irá definir o mais indicado de acordo com as características do paciente e seu estilo de vida. “É uma decisão tomada em conjunto pelo médico e equipe multiprofissional, que depende da localização do tumor no cólon ou reto e do estadiamento da doença. Envolve, claro, o paciente, familiares, cuidadores e as condições clínicas do paciente, suas vontades, valores e crenças”, afirma o cirurgião oncológico.

“Muitos pacientes que deveriam realizar exames preventivos de controle em 2020 deixaram de fazer. Essas pessoas deveriam entrar em contato com um especialista para definir quais exames farão e quando, evitando assim uma evolução desfavorável”, afirma o médico.

O tratamento do câncer colorretal pode envolver cirurgia, quimioterapia, radioterapia e terapia alvo. Há vários tipos de procedimentos possíveis, contudo, os avanços da medicina resultaram em cirurgias minimamente invasivas e, portanto, muito menos agressivas para o paciente como a colectomia ou retossigmoidectomia (retirada de uma parte do colon ou do reto) por laparoscopia ou cirurgia feita com o auxílio de um robô, além de ressecções mais amplas para garantir as margens de segurança.

A técnica cirúrgica, mais uma vez, deve ser definida com bastante critério. “Entre muitos aspectos, deve-se escolher o procedimento que permita ao paciente ficar o menor tempo possível em jejum e ter a melhor e menos traumática recuperação pós-cirúrgica”, explica o cirurgião oncológico do AUSTA hospital.

Ele faz questão de frisar que todo a elaboração do plano de tratamento envolve uma grande equipe multiprofissional: oncologista clínico, cirurgião oncológico, anestesista, enfermeira estomaterapeuta, nutricionista, psicóloga, fisioterapeuta, entre outros. Caso haja necessidade de internação e cirurgia, Oswaldo Passos Filho ressalta ser muito importante também a infraestrutura hospitalar. “O hospital deve contar com equipe multiprofissional especializada em procedimentos oncológicos com centro cirúrgico adequado para estes, que são mais complexos e em pacientes muitas vezes desnutridos e inumossuprimidos pela doença.”

 

Prevenção do câncer colorretal

 

Como em todas as doenças, atitudes simples são importantes para a prevenção desta doença, dentre elas:

– evitar ou parar de fumar;

– evitar o sobrepeso;

– reduzir o consumo de álcool;

– exercitar-se regularmente;

– ter uma alimentação saudável;

– e visitar o médico periodicamente, de acordo com a necessidade.

Outra atitude importante é fazer exames para detectar e prevenir a doença em seus estágios iniciais, ainda em sua fase assintomática. A maioria dos casos de câncer colorretal e suas complicações podem ser prevenidos pelo rastreamento, que são ações para identificar lesões pré-cancerosas e neoplasias de forma precoce e em indivíduos com risco de câncer ainda assintomáticos, principalmente, para pacientes com este tipo de doença na família, diagnosticado entre 30 e 50 anos.

Entre os exames preventivos estão a pesquisa de sangue oculto nas fezes (PSOF), a colonoscopia e a retossigmoidoscopia.

 

Sintomas do câncer colorretal

 

Os sintomas são relacionados ao funcionamento e hábitos do intestino e não significam necessariamente estar com câncer de intestino. Pacientes com hábito evacuatório diariamente ou a cada dois dias (cíclico), por exemplo, podem passar a ter obstipação intestinal e/ou diarreia.

Outros sintomas são:

– desejo de ir várias vezes ao banheiro, com a sensação de evacuação incompleta;

– presença de sangue nas fezes;

– dor abdominal tipo cólica, sensação de inchaço abdominal;

– cansaço e fadiga podem ser em decorrência de anemia geralmente provocada por pequenos sangramentos não visíveis nas evacuações;

– perda de apetite;

– e perda de peso sem um motivo específico.

 

Fonte: site incariopreto.com.br

 

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