01/04/2022

Como identificar os sinais de autismo na infância

O dia 04 de abril marca a comemoração de uma data muito importante, o Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo. A data foi primeiro estabelecida em 2007, e tem por objetivo principal a divulgação à população de informações sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), aumentando o conhecimento sobre o transtorno e evitando, assim, a discriminação e o preconceito que marginalizam tantas pessoas com autismo, sejam elas crianças ou adultos.

Mas você sabe como identificar os sinais de autismo na infância? Este talvez seja o conjunto de informações mais importante porque, a partir dele, mais e mais pessoas poderão dispor de conhecimento prévio para identificar e encaminhar aos cuidados de um profissional de saúde especializado a criança que manifesta esse conjunto de sinais. Mas, quais sinais apontam para o autismo especialmente quando se trata de crianças?

Primeiro, é importante saber que crianças com TEA apresentam sintomas quando ainda são muito pequenas, especialmente nas áreas da comunicação verbal e não verbal ou da linguagem, do relacionamento e interação social, e de comportamentos restritivos e repetitivos. É verdade que os tipos de sintomas e a intensidade variam muito de indivíduo para indivíduo, mas o conhecimento baseado em evidência clínica demonstra que apesar da variedade e da intensidade, as crianças no espectro autista apresentam problemas em uma ou mais dessas áreas do desenvolvimento humano e social. Vamos então aos sinais.

 

AUSTA ao vivo: especialistas falam sobre Transtorno do Espectro do Autismo

 

 

Sinais do Autismo

Já sabemos que os sinais de autismo estão relacionados ao campo da interação social, da comunicação ou linguagem, e do comportamento. Tudo isso desde os primeiros anos de vida. Por isso é tão importante que os pais estejam atentos à presença desses sinais na vida de seus filhos, e que sejam capazes de identificá-los e de distingui-los. Quanto antes conhecê-los, mais cedo a criança poderá ser encaminhada a um médico especialista capaz de diagnosticá-la e indicar o melhor acompanhamento, haja vista que cada criança é única, apesar de os sintomas serem comuns.

De acordo com o Instituto NeuroSaber, os sinais ou sintomas podem ser organizados em grupos.

 

Grupo 1- Sintomas relacionados à interação social:

  • Ausência de contato visual.
  • Não reage ao sorriso dos pais ou a outras expressões faciais.
  • Não olha para objetos quando os pais apontam.
  • Não aponta para objetos.
  • Não traz objetos de interesse pessoal para mostrar aos pais.
  • Tem dificuldade de perceber o que os outros estão pensando ou sentindo através das expressões faciais.
  • Não demonstra preocupação (empatia) pelos outros.
  • Incapacidade ou desinteresse em fazer amigos.

 

Grupo 2 – Sintomas relacionados à comunicação:

  • Não aponta para objetos quando quer algo ou para compartilhar com outras pessoas.
  • Não fala palavras soltas aos 16 meses.
  • Repete o que os outros falam sem entender o significado (ecolalia).
  • Não responde quando o chamam pelo nome, mas pode reagir a outros sons (como a buzina de um carro).
  • Refere-se a si mesmo como “você” ou “ele”.
  • Muitas vezes, parece não querer se comunicar.
  • Não inicia ou dá continuidade a uma conversa.
  • Não usa brinquedos ou outros objetos para representar pessoas ou a realidade em brincadeiras que usam a imaginação.
  • Pode ter uma boa memória, especialmente para números, letras, músicas ou um assunto específico.
  • Pode perder a linguagem ou outros marcos sociais, geralmente entre os 15 e 24 meses (regressão).

 

Grupo 3 – Sintomas relacionados ao comportamento (comportamentos repetitivos e restritos):

  • Balança ou gira o corpo, anda na ponta dos pés por muito tempo ou agita as mãos.
  • Gosta de rotinas, ordem e rituais; tem dificuldade com a mudança ou transição de atividades.
  • Grande interesse por determinados assuntos.
  • Brinca com parte dos brinquedos (por exemplo, gira as rodas de um carrinho).
  • Não parece sentir dor.
  • Pode ser muito sensível a cheiros, sons, luzes, texturas e toque.

 

 

Mas você sabe o que é Autismo?

O Autismo é um transtorno do neurodesenvolvimento, uma condição de saúde caracterizada por um desenvolvimento atípico da comunicação e da interação social, além manifestar padrões de comportamento restritivos ou hiperfoco, repetitivos ou estereotipados. Como não há apenas um tipo ou manifestação de autismo, a expressão correta para definir esta condição de saúde é Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Sobretudo, é importante frisar que o Autismo não é uma doença, mas uma condição de saúde, que quanto antes diagnosticada, especialmente nas crianças, permitirá uma intervenção adequada e o pleno desenvolvimento humano e social. Apesar de ser corrente a diferença de opinião entre médicos e outros especialistas sobre as causas do autismo, o tratamento e o prognóstico, é certo que concordam com um ponto: o diagnóstico precoce. Por essa razão é tão fundamental que pais e profissionais de saúde estejam informados e atentos à identificação dos sinais do autismo na infância.

 

Fontes:

– Biblioteca Virtual em Saúde – Ministério da Saúde (https://bvsms.saude.gov.br/02-4-dia-mundial-de-conscientizacao-sobre-o-autismo/)

– Blog Autismo Legal (https://www.autismolegal.com.br)

– Instituto NeuroSaber (https://institutoneurosaber.com.br)

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