Dia Mundial da Osteoporose: prevenção e tecnologia cirúrgica aliadas na recuperação dos pacientes - Blog Austa

20/10/2025

Dia Mundial da Osteoporose: prevenção e tecnologia cirúrgica aliadas na recuperação dos pacientes

Silenciosa e progressiva, a osteoporose é uma das doenças mais comuns do envelhecimento e, ao mesmo tempo, uma das mais perigosas. Caracterizada pela perda de massa e qualidade óssea, ela deixa os ossos mais frágeis e suscetíveis a fraturas, muitas vezes provocadas por traumas leves que, em uma pessoa saudável, não causariam lesão. A data, celebrada em 20 de outubro, chama atenção para a importância da prevenção e também para os avanços no tratamento, que hoje conta com o apoio da tecnologia, como a cirurgia robótica, que tem o potencial de devolver a mobilidade e qualidade de vida aos pacientes após fraturas causadas pela osteoporose.

De acordo com o Dr. Fábio Stucchi Devito Filho, ortopedista e especialista em Cirurgia do Quadril do Austa Hospital, a doença costuma ser descoberta apenas após a primeira fratura. “A osteoporose é uma doença silenciosa. O paciente não sente dor nem percebe sintomas até que ocorra uma fratura, geralmente em vértebras, punho ou quadril”, explica.

O diagnóstico tardio é um dos grandes desafios no enfrentamento da doença. Por isso, o médico destaca a importância do acompanhamento médico regular, especialmente entre mulheres após a menopausa, quando a perda hormonal acelera a perda óssea. “O ideal seria atuar de forma preventiva, identificando precocemente os pacientes de risco para evitar que cheguem ao estágio de fratura. Consultas regulares e check-ups reduzem significativamente o risco de complicações e perda funcional”, reforça.

Entre os fatores de risco estão o sedentarismo, a baixa ingestão de cálcio e vitamina D, o tabagismo, o consumo excessivo de álcool e o uso prolongado de corticoides. A prevenção, segundo o especialista, inclui uma combinação de bons hábitos. “Atividade física regular, alimentação equilibrada com proteínas e cálcio, exposição solar adequada e acompanhamento médico são fundamentais para preservar a saúde óssea ao longo da vida”, orienta o ortopedista.

Tecnologia aliada à Cirurgia Ortopédica

Embora a osteoporose não tenha um tratamento cirúrgico específico, as fraturas causadas pela doença frequentemente exigem intervenção. Uma das mais comuns é a fratura de quadril, que pode demandar a colocação de uma prótese.

“Quando o osso está muito fragilizado, o procedimento cirúrgico é indispensável para devolver estabilidade e mobilidade ao paciente. No Austa, contamos com tecnologias avançadas que tornam essas cirurgias mais seguras e precisas”, explica o Dr. Fábio.

Entre os recursos disponíveis está o ROSA® Hip, sistema robótico que auxilia o cirurgião no posicionamento da prótese com extrema precisão, garantindo melhor alinhamento e recuperação funcional. “A cirurgia robótica oferece mais segurança e resultados mais previsíveis, mesmo em pacientes com ossos enfraquecidos. Além disso, utilizamos implantes e materiais de última geração, que favorecem uma recuperação mais rápida e estável”, complementa.

O Austa Hospital também dispõe de instrumentais específicos para correção de fraturas em ossos osteoporóticos, que exigem técnicas diferenciadas para garantir fixação segura e duradoura.

Para o Dr. Fábio, o avanço tecnológico tem sido um grande aliado da ortopedia moderna, mas a conscientização continua sendo o primeiro passo. “A melhor forma de combater a osteoporose é com prevenção e diagnóstico precoce. Quando a fratura acontece, a cirurgia pode devolver a autonomia, mas cuidar da saúde óssea desde cedo é o que realmente faz a diferença na qualidade de vida”, conclui.

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28 de outubro

Austa Clínicas participa da SIPAT da Doce Brinquedo com palestra sobre o poder das relações

Ação reforça a importância das relações interpessoais e do bem-estar no ambiente de trabalho A Austa Clínicas participou, na última quarta-feira, 27 de outubro, da Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho (SIPAT) da empresa Doce Brinquedo, a pedido da ACIRP (Associação Comercial e Empresarial de São José do Rio Preto). A programação contou com a palestra “O Poder das Relações”, que abordou a importância dos relacionamentos interpessoais para a construção de ambientes de trabalho mais saudáveis. A iniciativa destaca o papel das empresas na promoção da saúde e do bem-estar de seus colaboradores. Além dos cuidados com a saúde física, as relações estabelecidas no dia a dia profissional também influenciam a convivência, a comunicação e a qualidade de vida das equipes. Para Juliana Pagliato, gerente de Relações Empresariais da Austa Clínicas, ações como essa ampliam as possibilidades de levar informação e cuidado para além dos consultórios. “Falar sobre o poder das relações dentro das empresas é também falar sobre saúde. A qualidade das nossas interações, a forma como nos comunicamos e o respeito às diferenças contribuem para um ambiente de trabalho mais saudável e para o bem-estar das pessoas”, destaca Juliana. Saúde e prevenção no ambiente corporativo A participação em iniciativas como a SIPAT integra o compromisso da Austa Clínicas com a promoção da saúde e a prevenção também no ambiente corporativo. Ao levar conteúdos relevantes para dentro das empresas, a operadora contribui para ampliar o acesso à informação e estimular hábitos que favoreçam a qualidade de vida dos colaboradores.

27 de outubro

Austa Clínicas promove ação de Outubro Rosa na Conebel com foco na prevenção e na saúde da mulher

Iniciativa levou orientações sobre prevenção do câncer de mama e a importância do acompanhamento médico às colaboradoras da empresa Como parte das ações do Outubro Rosa, a Austa Clínicas esteve na Conebel para compartilhar informações sobre a saúde da mulher e reforçar a importância da prevenção do câncer de mama. A iniciativa levou orientações às colaboradoras da empresa, com foco na conscientização, no acompanhamento médico e na realização dos exames recomendados. Durante a ação, foram abordados temas relacionados à prevenção, à identificação de possíveis sinais de alerta e à importância de manter os cuidados com a saúde em dia. O encontro também abriu espaço para a troca de informações e o esclarecimento de dúvidas, aproximando o tema da rotina das profissionais. Saúde e prevenção no ambiente corporativo Levar informação sobre saúde para o ambiente de trabalho é uma forma de ampliar o acesso à orientação e incentivar hábitos preventivos. Nesse contexto, as empresas têm um papel importante na promoção do bem-estar de seus colaboradores, ao apoiar iniciativas que contribuem para a conscientização e o cuidado contínuo. “Levar orientação para dentro das empresas é uma maneira de aproximar a saúde da rotina das pessoas. Essas ações ajudam a ampliar a conscientização sobre a prevenção e reforçam a importância de reservar tempo para o autocuidado e o acompanhamento médico”, afirma Juliana Pagliato, da Austa Clínicas. A participação na Conebel integra a proposta da Austa Clínicas de desenvolver iniciativas de promoção da saúde junto a empresas da região, considerando as necessidades dos colaboradores e incentivando uma cultura de prevenção no ambiente corporativo.

01 de outubro

Outubro Rosa 2026 | Prevenção é prestar atenção em você

O Outubro Rosa é uma campanha mundial de conscientização sobre o câncer de mama, que amplia o debate sobre prevenção, diagnóstico precoce e cuidado com a saúde da mulher. No Brasil, o câncer de mama é o tipo de câncer mais incidente entre as mulheres, desconsiderando os tumores de pele não melanoma. Para cada ano do triênio 2026–2028, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima 78.610 novos casos da doença no país. Diante dessa realidade, falar sobre prevenção é também reforçar a importância de que cada mulher esteja atenta à própria saúde e tenha acesso ao acompanhamento adequado. Austa e IMC |Outubro Rosa 2026 Prevenção é prestar atenção em você. Em 2026, Austa e IMC apresentam uma campanha que convida as mulheres a direcionarem atenção para aquilo que, muitas vezes, acaba ficando em segundo plano: a própria saúde. Ao longo da vida, diferentes responsabilidades e demandas podem fazer com que consultas sejam adiadas, exames fiquem para outro momento e sinais do próprio corpo não recebam a devida atenção. O cuidado, no entanto, não deve ser lembrado apenas diante de uma preocupação. O acompanhamento da saúde feminina precisa fazer parte da rotina e acompanhar as diferentes fases da vida. Para o Austa e o IMC, a prevenção começa pelo conhecimento. Conhecer o próprio corpo, reconhecer o que é habitual e perceber quando algo muda são atitudes importantes para que a mulher esteja atenta à sua saúde e possa buscar orientação quando necessário. Esse olhar também passa por manter consultas de acompanhamento, conversar com profissionais de saúde sobre dúvidas e fatores de risco e realizar os exames recomendados de acordo com as características e necessidades de cada mulher. No câncer de mama, a prevenção e a detecção precoce são estratégias fundamentais. A identificação da doença em estágios iniciais pode ampliar as possibilidades de tratamento, reforçando a importância da informação, do acompanhamento profissional e do acesso aos cuidados de saúde. É esse olhar que a campanha de Outubro Rosa 2026 do Austa e do IMC busca estimular: uma relação mais atenta com a própria saúde, em que cada mulher reconheça a importância de se acompanhar, se conhecer e cuidar de si. Porque prestar atenção em você também é uma forma de prevenção.

29 de setembro

Setembro Vermelho: antes de começar ou retomar atividade física, avaliação cardiológica ajuda a proteger o coração, orienta médico do IMC

Cardiologista do IMC – Instituto de Moléstias Cardiovasculares alerta que check-up deve ser feito periodicamente por todos: atletas, pessoas sedentárias e praticantes de exercícios regularmente Setembro Vermelho é o mês dedicado à conscientização sobre prevenção e combate às doenças cardiovasculares, principal causa de morte no Brasil. A prática regular de atividade física é uma das principais aliadas da saúde do coração. Exercitar-se ajuda no controle da pressão arterial, colesterol, glicemia e peso corporal, melhora a circulação, contribui para o condicionamento físico e reduz fatores de risco associados às doenças cardiovasculares. Mas, antes de começar — ou mesmo retomar — uma rotina de exercícios, é importante saber como está a saúde do coração, recomenda o médico cardiologista Maurício Bicudo, do IMC – Instituto de Moléstias Cardiovasculares, de Rio Preto. Um número por si só mostra o quanto é importante cuidar do coração. Segundo dados do Ministério da Saúde e da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), cerca de 400 mil brasileiros morrem todos os anos em decorrência de infarto, AVC e insuficiência cardíaca — o equivalente a uma morte a cada 90 segundos, ou cerca de 45 óbitos por hora. As doenças do aparelho circulatório respondem por aproximadamente 30% de todos os registros de mortes no país. Exercitar-se, portanto, é fundamental, no entanto, o cardiologista ressalta que a avaliação cardiológica deve ser feita tanto por pessoas sedentárias que decidiram iniciar uma atividade quanto por aquelas que já se exercitam e pretendem aumentar a intensidade ou mudar o tipo de treinamento. “É muito importante que a pessoa conheça as condições do seu coração antes de submetê-lo a um esforço maior. Isso vale para quem está saindo do sedentarismo, para quem está retomando os exercícios depois de algum tempo parado e para quem já pratica atividade física regularmente”, orienta Dr. Maurício. O objetivo do check-up não é impedir a prática esportiva, mas justamente garantir que ela seja realizada com segurança e de acordo com as condições individuais de cada pessoa. Algumas doenças cardiovasculares podem permanecer sem sintomas durante muito tempo e somente se manifestar diante de um esforço físico mais intenso. O check-up cardiológico começa pela consulta médica, na qual são avaliados histórico pessoal e familiar, hábitos de vida, fatores de risco, sintomas, pressão arterial e condições clínicas do paciente. A partir dessa avaliação, o cardiologista determina quais exames são necessários. No IMC, entre os recursos que podem integrar a investigação estão exames laboratoriais, eletrocardiograma, teste ergométrico ou de esforço, ecocardiograma e exames de imagem, entre outros, conforme a indicação médica. “Não existe necessariamente uma lista de exames igual para todo mundo. A avaliação precisa levar em consideração idade, histórico familiar, doenças existentes, fatores de risco, sintomas e o tipo e intensidade da atividade que a pessoa pretende realizar”, explica o cardiologista. Entre os fatores que merecem atenção estão hipertensão arterial, colesterol elevado, diabetes, tabagismo, obesidade, sedentarismo e histórico familiar de doenças cardiovasculares. O cuidado antes da atividade física não significa que as pessoas devam evitar os exercícios. Pelo contrário. A atividade física é uma importante ferramenta de prevenção cardiovascular e traz benefícios para todo o organismo. “Precisamos incentivar as pessoas a se movimentarem. A atividade física é fundamental para a saúde cardiovascular, ajuda no controle da pressão, do colesterol, da glicemia e do peso, além de melhorar o condicionamento e a qualidade de vida. O que recomendamos é que isso seja feito de maneira individualizada e segura”, destaca Dr. Maurício. O médico ressalta ainda que a prática deve ser progressiva, especialmente para quem passou muito tempo sedentário. “Começar com intensidade elevada, sem preparo físico e sem conhecer as próprias condições de saúde, não é a melhor estratégia. Além disso, fatores externos podem interferir na dinâmica do exercício e consequentemente aumentar o trabalho do coração e com isso aumentar o risco de eventos indesejáveis durante ou logo após a atividade física”, ressalta o cardiologista do IMC. Entre os fatores, destacam-se possíveis falhas nas orientações da hidratação adequada, reposição de eletrólitos, percepção de sinais e sintomas específicos do exercício, uso de roupas e acessórios adequados e condições climáticas que podem aumentar o risco mesmo em pessoas saudáveis sem qualquer problema cardiovascular. Já pratica esportes? Prevenção continua! Para quem já pratica exercícios, a recomendação também é manter acompanhamento periódico. Mudanças na idade, no peso, nos hábitos, no histórico familiar e na própria intensidade dos treinamentos podem modificar o risco cardiovascular ao longo do tempo. A campanha Setembro Vermelho reforça a importância de incorporar os cuidados com o coração à rotina e não apenas procurar atendimento quando surgem sintomas. “Não é preciso esperar aparecer algum sintoma para procurar o cardiologista. A prevenção começa justamente antes que o problema aconteça”, afirma Dr. Maurício. Além da avaliação médica periódica, hábitos como praticar atividade física regularmente, manter alimentação equilibrada, não fumar, controlar a pressão arterial, colesterol e glicemia, manter peso adequado, dormir bem e reduzir o estresse contribuem para a prevenção das doenças cardiovasculares. “Cuidar do coração é uma decisão que deve fazer parte da vida inteira. O exercício é um dos grandes aliados nessa tarefa, mas o primeiro passo é saber se você está preparado para praticá-lo e qual é a atividade mais adequada para você”, conclui o cardiologista do IMC.

07 de agosto

Quatro em cada dez brasileiros têm colesterol alterado, alerta cirurgião cardiovascular do IMC 

Este sábado, 8 de agosto,  é o Dia Nacional de Prevenção e Controle do Colesterol, data que tem extrema relevância diante do quanto a população está sendo afetada pelo excesso de gordura. Mais de 18 milhões de brasileiros, ou seja, 40% dos adultos do país, têm o colesterol acima do recomendado, segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia. “Como se não bastasse a gravidade deste número, 67% sequer sabem qual é a própria taxa e correm grandes riscos porque o colesterol elevado é silencioso. A grande maioria dos pacientes não sente nada até que a doença já esteja avançada, muitas vezes revelada por um infarto, um AVC ou uma obstrução nas artérias das pernas”, alerta o cirurgião cardiovascular Rinaldo Costa Santos, do IMC – Instituto de Moléstias Cardiovasculares, de Rio Preto. É por isso que é fundamental o diagnóstico precoce, segundo o médico, pois, quando descoberto a tempo, o colesterol alto é uma condição plenamente controlável. O exame que detecta alterações no colesterol é simples — uma coleta de sangue — e sua frequência varia conforme o perfil de cada paciente. “Alguns pacientes precisam repetir os exames a cada três meses, outros a cada seis, e alguns apenas uma vez ao ano. O que não pode acontecer é o paciente nunca ter feito o exame, ou ter parado de repeti-lo depois dos 40, 50 anos, justamente quando o risco começa a aumentar”, ressalta o cirurgião cardiovascular do IMC. O vilão a ser diagnosticado aqui é o LDL, explica Dr. Rinaldo, principal responsável pelo acúmulo de gordura na parede das artérias, processo conhecido como aterosclerose. Esse acúmulo pode comprometer as coronárias, levando ao infarto; as carótidas, causando derrame cerebral; ou as artérias das pernas, provocando claudicação, que é a dor ao caminhar. “Em nenhum desses casos o paciente escolhe qual artéria será afetada — por isso o cuidado precisa ser sistêmico, e não pontual”, destaca o médico. Para o Dr. Rinaldo, a data é a oportunidade de reforçar uma mensagem simples diante de números que ainda preocupam. “Colesterol alto se controla, mas antes é preciso saber que se tem. Com diretrizes cada vez mais rígidas e a maioria dos brasileiros ainda sem saber sua própria taxa, informação e acompanhamento médico regular continuam sendo as ferramentas mais eficazes que temos”, afirma. O cirurgião cardiovascular se refere às novas diretrizes definidas pelas entidades internacionais de cardiologia recentemente que adotaram critérios muito mais rigorosos para o controle do colesterol ruim (LDL) e recomendando que o perfil lipídico passe a ser rastreado já a partir dos 20 anos — não mais apenas na meia-idade. Para indivíduos classificados como de baixo risco, a nova meta ideal foi fixada em menos de 115 mg/dL, valor consideravelmente menor do que os limites tolerados nos anos anteriores. Já para pacientes de risco muito alto ou extremo (com histórico de problemas cardiovasculares graves, diabetes ou múltiplos infartos), os limites são ainda menores: os alvos de LDL caíram para menos de 50 mg/dL, podendo chegar a marcas inferiores a 40 mg/dL na nova categoria de risco extremo. Em resumo, não existe um número de LDL igualmente seguro para todos. “Os níveis de referência variam de acordo com o risco de cada pessoa. Quem já teve infarto, AVC ou tem diabetes precisa manter o LDL bem mais baixo do que a população em geral. É uma mudança de mentalidade: tratar o risco da pessoa, não apenas um exame isolado”, diz o cirurgião cardiovascular. A prevenção envolve a adoção de hábitos saudáveis de vida, como alimentação equilibrada, atividade física regular e não fumar. “São atitudes indispensáveis”, enfatiza Dr. Rinaldo. “Mas muitas pessoas precisam de medicação para atingir as metas de controle por uma característica da própria doença, que tem componente genético importante em muitos casos”, ressalta. Quando a obstrução arterial já está instalada, a cirurgia vascular oferece hoje alternativas menos invasivas do que há alguns anos. “Usamos cateteres, stents e endopróteses para desobstruir as artérias sem a necessidade de grandes cortes. Isso reduz riscos, acelera a recuperação e devolve qualidade de vida ao paciente. Realizamos dezenas de intervenções cardiovasculares por mês no IMC, e boa parte delas já é feita por essa via minimamente invasiva”, detalha.

26 de junho

Diabetes pode aumentar em até quatro vezes o risco de infarto e AVC, alerta endocrinologista do IMC

Especialista do IMC alerta para a importância do diagnóstico precoce e do controle da doença para prevenir complicações cardiovasculares Especialista do IMC alerta para a importância do diagnóstico precoce e do controle da doença para prevenir complicações cardiovasculares Silencioso e sem cura, o diabetes mellitus muitas vezes só é descoberto após o surgimento de uma complicação. No Dia Nacional do Diabetes, celebrado em 26 de junho, a endocrinologista Dra. Mariana Azevedo Alves Mendes, do Instituto de Moléstias Cardiovasculares (IMC), reforça que o diagnóstico precoce é um dos principais aliados para evitar danos à saúde e reduzir o risco de doenças cardiovasculares. Segundo a médica, por não apresentar sintomas nas fases iniciais, muitas pessoas convivem com o diabetes por anos sem saber. "Muitos pacientes descobrem a doença apenas após uma complicação. Por isso, é tão importante rastrear quem apresenta fatores de risco e realizar o diagnóstico precoce", explica. De acordo com a endocrinologista, quando os sintomas aparecem, a doença geralmente já está instalada há algum tempo. Entre os principais sinais de alerta estão perda de peso sem causa aparente, sede excessiva, e vontade frequente de urinar principalmente a noite. A Dra. Mariana explica que o rastreamento é recomendado para pessoas com mais de 35 anos e também para pacientes com sobrepeso ou obesidade associados a fatores de risco, como sedentarismo, colesterol e triglicerídeos elevados, síndrome dos ovários policísticos e histórico de diabetes gestacional. Controle vai além da glicemia Segundo a especialista, após o diagnóstico, o acompanhamento precisa ser contínuo e envolver mais do que apenas o controle da glicemia. Ela destaca que exames como glicemia de jejum e hemoglobina glicada permitem acompanhar a evolução da doença, enquanto avaliações periódicas do colesterol, da função renal e do fundo de olho ajudam a identificar precocemente possíveis complicações. A endocrinologista ressalta que mudanças no estilo de vida também fazem parte do tratamento. "A prática regular de atividade física, a alimentação equilibrada, a redução do consumo de açúcares e carboidratos simples e o controle do peso são medidas fundamentais para manter a doença sob controle", afirma. Risco cardiovascular elevado A relação entre diabetes e doenças cardiovasculares também merece atenção. Segundo a Dra. Mariana, pessoas com diabetes apresentam um risco de duas a quatro vezes maior de desenvolver infarto e acidente vascular cerebral (AVC) em comparação com a população não diabética. Ela explica que esse risco aumenta ainda mais quando o paciente também possui hipertensão arterial, colesterol elevado, obesidade ou já apresentou algum evento cardiovascular. "O paciente diabético já possui um risco cardiovascular elevado. Por isso, é fundamental manter não apenas a glicemia controlada, mas também a pressão arterial, o colesterol e os demais fatores de risco", destaca. A endocrinologista acrescenta que pacientes com diabetes podem apresentar redução na expectativa de vida de quatro a oito anos quando a doença não é adequadamente controlada. "Nosso objetivo é manter esses pacientes dentro das metas de tratamento para reduzir complicações e proporcionar mais qualidade de vida", conclui.

02 de junho

Obesidade infantil: médica da Austa Clínicas explica os impactos das telas e dos hábitos da rotina na saúde das crianças

A obesidade infantil tem se tornado uma preocupação crescente para famílias e profissionais de saúde. Segundo o Ministério da Saúde, mais de 3,1 milhões de crianças brasileiras menores de 10 anos vivem com obesidade, condição que aumenta o risco de diversas doenças e pode trazer consequências para a saúde ainda na infância e ao longo da vida adulta. Fonte: Ministério da Saúde. Embora fatores genéticos tenham influência no desenvolvimento da obesidade, especialistas alertam que os hábitos da rotina exercem um papel fundamental no aumento dos casos observados nas últimas décadas. A endocrinologista pediátrica Dra. Camila Fochi, da Austa Clínicas, explica como mudanças no estilo de vida, alimentação e comportamento têm contribuído para o crescimento do excesso de peso entre crianças e adolescentes. Segundo a médica, a obesidade é uma condição multifatorial, resultado da interação entre predisposição genética e fatores ambientais. "Existe, sim, a influência de múltiplos genes, e o histórico familiar de obesidade é importante. Mas o meio ambiente é o que dispara o quadro clínico da obesidade. No mundo atual, o principal fator é o estilo de vida que estamos levando" De acordo com a especialista, as crianças estão mais sedentárias e consumindo com maior frequência alimentos de alta densidade calórica, especialmente os industrializados e ultraprocessados. "São alimentos que concentram muitas calorias em pequenas quantidades. A criança ingere mais calorias, se movimenta menos e, com isso, ocorre um balanço calórico positivo que favorece o ganho de peso". Entre os fatores que ajudam a explicar essa mudança de comportamento está o aumento do tempo dedicado às telas. Celulares, tablets, computadores e televisões passaram a ocupar uma parcela significativa do tempo livre das crianças, reduzindo momentos antes destinados às brincadeiras e atividades físicas. Para a Dra. Camila, a principal relação entre telas e obesidade está justamente no aumento do sedentarismo. "Antigamente, a criança precisava se virar para brincar. Andava de bicicleta, inventava brincadeiras e passava mais tempo em movimento. Hoje, a tela está presente em praticamente todos os ambientes e isso contribui para que os indivíduos fiquem mais sedentários". Além da influência sobre o peso, a médica ressalta que o uso excessivo de telas também pode impactar o neurodesenvolvimento, especialmente nos primeiros anos de vida. "A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda que crianças menores de dois anos não sejam expostas a telas porque esse período é fundamental para o desenvolvimento cerebral. Além disso, quanto mais tempo a criança passa em frente às telas, menos tempo ela dedica a brincadeiras e atividades que estimulam o movimento, o que contribui para o sedentarismo". Problemas de saúde associados à obesidade infantil Segundo a endocrinologista, crianças com sobrepeso ou obesidade apresentam maior risco de desenvolver alterações metabólicas, como colesterol elevado, hipertensão e diabetes tipo 2. Além disso, a condição pode trazer repercussões ortopédicas, dificuldades respiratórias e impactos emocionais relacionados à autoestima e ao convívio social. "Muitos pacientes chegam ao consultório por conta do bullying na escola. A questão psicossocial também é muito importante e pode afetar significativamente a qualidade de vida dessas crianças." A preocupação não se limita à infância. Crianças com obesidade têm maior probabilidade de permanecer obesas na vida adulta. "Quanto mais tempo o organismo permanece exposto ao excesso de peso e às alterações metabólicas associadas, maior tende a ser o risco de desenvolver doenças cardiovasculares no futuro. Por isso, a prevenção e o acompanhamento desde a infância são tão importantes." Prevenção Diante desse cenário, a prevenção deve envolver toda a família. Para a Dra. Camila, pequenas mudanças de hábitos podem fazer diferença quando adotadas de forma consistente e coletiva. "Não adianta apenas uma criança mudar os hábitos. Todos devem participar do processo. Alimentação saudável e atividade física são importantes para todos, independentemente do peso". A especialista recomenda reduzir o consumo de alimentos ultraprocessados e bebidas açucaradas, estimular refeições mais equilibradas e incentivar a prática regular de atividades físicas. Outro passo importante é estabelecer limites para o uso das telas e criar oportunidades para que as crianças se movimentem mais no dia a dia. "A melhor atividade física é aquela que a criança gosta e consegue manter. Não existe uma modalidade perfeita. O importante é que ela se movimente".

28 de maio

Morte súbita em jovens pode estar ligada a doença cardíaca silenciosa, alerta médico do IMC

Cardiologista do Instituto de Moléstias Cardiovasculares (IMC) explica riscos da cardiomiopatia hipertrófica e alerta para impacto no coração do uso de anabolizantes e de testosterona mau indicada A morte do fisiculturista e influenciador digital Gabriel Ganley, de apenas 22 anos, trouxe novamente à tona um problema cardíaco silencioso que pode provocar morte súbita em jovens aparentemente saudáveis: a cardiomiopatia hipertrófica. O atestado de óbito divulgado pela imprensa aponta a doença como possível causa da morte, enquanto autoridades ainda investigam fatores associados, incluindo o eventual uso de anabolizantes. A cardiomiopatia hipertrófica é caracterizada pelo aumento anormal da espessura do músculo cardíaco, dificultando o bombeamento adequado do sangue e favorecendo arritmias graves. Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), trata-se de uma das principais causas de morte súbita em jovens atletas e praticantes de atividade física intensa. “O coração aumenta de espessura e pode perder eficiência para bombear o sangue. Além disso, esse espessamento altera o sistema elétrico cardíaco, aumentando muito o risco de arritmias potencialmente fatais”, explica o cardiologista Luciano Miola, do IMC – Instituto de Moléstias Cardiovasculares, de Rio Preto. “O uso indiscriminado de anabolizantes e de testosterona não é inofensivo. Essas substâncias podem acelerar alterações cardíacas, favorecer inflamações no músculo do coração e aumentar o risco cardiovascular mesmo em jovens”, completa. Dados do Ministério da Saúde mostram que as doenças cardiovasculares seguem como a principal causa de morte no Brasil, com cerca de 400 mil mortes registradas em 2022. Entre os jovens atletas, a cardiomiopatia hipertrófica aparece frequentemente associada aos casos de morte súbita relacionados ao esporte. Doença silenciosa De acordo com Dr. Miola, muitos pacientes convivem anos sem sintomas. Quando aparecem, os sinais mais comuns incluem falta de ar, dor no peito, palpitações, tonturas, desmaios e cansaço excessivo, especialmente durante exercícios físicos. “O problema é que muitas vezes o primeiro sintoma pode ser justamente uma arritmia grave ou a morte súbita. Por isso, avaliação cardiológica preventiva é fundamental, principalmente para atletas e pessoas com histórico familiar”, alerta o cardiologista do IMC. Embora a doença tenha forte componente genético, o cardiologista ressalta que o uso de anabolizantes pode agravar lesões cardíacas, aumentar a pressão arterial, provocar hipertrofia do coração e elevar significativamente o risco de arritmias e insuficiência cardíaca. O diagnóstico da cardiomiopatia hipertrófica pode ser feito por exames como eletrocardiograma, ecocardiograma, ressonância cardíaca e testes genéticos em alguns casos. O tratamento varia conforme a gravidade e pode incluir medicamentos, restrição de atividades físicas intensas, implante de cardiodesfibrilador e acompanhamento contínuo. Segundo o cardiologista do IMC, a prevenção passa por avaliação médica regular, investigação de histórico familiar de morte súbita, atenção aos sintomas e abandono do uso de anabolizantes sem indicação médica.

28 de maio

Dia de Luta pela Saúde da Mulher: médica do IMC reforça importância dos cuidados na menopausa

No Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher, celebrado em 28 de maio, especialistas reforçam a necessidade de ampliar o olhar sobre a saúde feminina em todas as fases da vida. Entre os temas que ainda são cercados de desinformação e sofrimento silencioso está a menopausa, período de intensas mudanças hormonais que pode impactar diretamente a qualidade de vida da mulher. Segundo a ginecologista e obstetra do IMC, Dra. Valéria Dória, ainda é comum que mulheres cheguem ao consultório acreditando que precisam apenas “aceitar” os sintomas dessa fase, sem compreender que existem tratamentos e estratégias capazes de proporcionar mais bem-estar e saúde. “A menopausa não deve ser encarada como um período de sofrimento obrigatório. Hoje temos informação, ciência e tratamentos que permitem que a mulher atravesse essa fase com qualidade de vida”, afirma. A especialista explica que a menopausa vai muito além da interrupção da menstruação. A queda hormonal provoca repercussões em diferentes sistemas do organismo e pode afetar desde o sono e o humor até a saúde óssea, cardiovascular e sexual. “Muitas pacientes relatam que deixaram de dormir bem, perderam energia, passaram a ter mais ansiedade, irritabilidade e dificuldade de concentração. Algumas também sofrem com queda da libido, dores articulares e mudanças importantes na autoestima”, explica. Entre os sintomas mais frequentes estão ondas de calor, suores noturnos, insônia, cansaço, alterações emocionais, ganho de peso, ressecamento vaginal, dor durante a relação sexual e sintomas urinários, como infecções recorrentes e incontinência. A médica destaca que ainda existe muita confusão entre climatério e menopausa, termos frequentemente utilizados como sinônimos, mas que possuem significados diferentes. O climatério corresponde ao período de transição hormonal da fase reprodutiva para a não reprodutiva da mulher. Já a menopausa é considerada um marco dentro desse processo, sendo confirmada após 12 meses consecutivos sem menstruar. “A menopausa faz parte do climatério, mas os sintomas podem surgir anos antes da última menstruação. Essa transição hormonal repercute no corpo inteiro”, esclarece. De acordo com a especialista, isso acontece porque o estrogênio, hormônio que sofre queda importante nesse período, atua em múltiplos sistemas do organismo feminino. Com a redução hormonal, aumentam os riscos de alterações metabólicas, osteoporose e doenças cardiovasculares, além dos impactos emocionais e físicos já percebidos pelas pacientes. “O que mudou nos últimos anos foi justamente a forma de enxergar essa fase. Antes, a mulher era orientada a aceitar o sofrimento. Hoje falamos em prevenção cardiovascular, preservação óssea, saúde mental, sexualidade e envelhecimento saudável”, afirma. Tratamento deve ser individualizado e olhar para a mulher de forma integral Segundo a Dra. Valéria, um dos principais avanços no cuidado com a menopausa é justamente a compreensão de que não existe um tratamento único para todas as mulheres. Cada paciente apresenta sintomas, necessidades e impactos diferentes durante essa fase da vida. “Algumas mulheres sofrem mais com insônia, outras com ansiedade, alterações urinárias, sexualidade, dores ou ganho de peso. O grande erro é tratar apenas um sintoma isolado. Precisamos olhar para a mulher como um todo”, afirma. A especialista explica que a avaliação médica envolve histórico clínico, saúde cardiovascular, metabolismo, saúde óssea, qualidade do sono, saúde emocional, sexualidade, composição corporal e estilo de vida. A partir dessa análise, é possível definir as melhores estratégias terapêuticas para cada caso. Além da terapia hormonal, quando indicada, o tratamento pode incluir atividade física, alimentação equilibrada, melhora da qualidade do sono, manejo do estresse, fisioterapia pélvica e cuidados voltados à saúde sexual e urinária. “Hoje falamos em envelhecimento saudável. A mulher moderna pode viver décadas após a menopausa, então precisamos pensar em prevenção, autonomia e qualidade de vida”, destaca. Informação e acolhimento como ferramentas de saúde Foi justamente da necessidade de ampliar o acesso à informação de qualidade sobre menopausa que nasceu o projeto Menopausa Consciência, idealizado pela Dra. Valéria Dória. A iniciativa tem como objetivo promover orientação acessível e baseada em evidências sobre saúde da mulher madura. Com abordagem multidisciplinar, o projeto reúne discussões sobre climatério, menopausa, saúde hormonal, sexualidade, saúde mental, prevenção e qualidade de vida, buscando combater a desinformação que ainda cerca o tema. “Muitas mulheres ainda acreditam que precisam simplesmente aceitar o sofrimento dessa fase. Nosso objetivo é mostrar que existe cuidado, tratamento e possibilidade de viver essa etapa com bem-estar”, afirma a médica. O conteúdo é compartilhado por meio de entrevistas e conversas com profissionais de diferentes áreas da saúde, ampliando o debate sobre envelhecimento feminino e incentivando o cuidado integral da mulher.

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