Especialista do IMC alerta para a importância do diagnóstico precoce e do controle da doença para prevenir complicações cardiovasculares

Especialista do IMC alerta para a importância do diagnóstico precoce e do controle da doença para prevenir complicações cardiovasculares
Silencioso e sem cura, o diabetes mellitus muitas vezes só é descoberto após o surgimento de uma complicação. No Dia Nacional do Diabetes, celebrado em 26 de junho, a endocrinologista Dra. Mariana Azevedo Alves Mendes, do Instituto de Moléstias Cardiovasculares (IMC), reforça que o diagnóstico precoce é um dos principais aliados para evitar danos à saúde e reduzir o risco de doenças cardiovasculares.
Segundo a médica, por não apresentar sintomas nas fases iniciais, muitas pessoas convivem com o diabetes por anos sem saber. “Muitos pacientes descobrem a doença apenas após uma complicação. Por isso, é tão importante rastrear quem apresenta fatores de risco e realizar o diagnóstico precoce”, explica.
De acordo com a endocrinologista, quando os sintomas aparecem, a doença geralmente já está instalada há algum tempo. Entre os principais sinais de alerta estão perda de peso sem causa aparente, sede excessiva, e vontade frequente de urinar principalmente a noite.
A Dra. Mariana explica que o rastreamento é recomendado para pessoas com mais de 35 anos e também para pacientes com sobrepeso ou obesidade associados a fatores de risco, como sedentarismo, colesterol e triglicerídeos elevados, síndrome dos ovários policísticos e histórico de diabetes gestacional.
Controle vai além da glicemia
Segundo a especialista, após o diagnóstico, o acompanhamento precisa ser contínuo e envolver mais do que apenas o controle da glicemia. Ela destaca que exames como glicemia de jejum e hemoglobina glicada permitem acompanhar a evolução da doença, enquanto avaliações periódicas do colesterol, da função renal e do fundo de olho ajudam a identificar precocemente possíveis complicações.
A endocrinologista ressalta que mudanças no estilo de vida também fazem parte do tratamento. “A prática regular de atividade física, a alimentação equilibrada, a redução do consumo de açúcares e carboidratos simples e o controle do peso são medidas fundamentais para manter a doença sob controle”, afirma.
Risco cardiovascular elevado
A relação entre diabetes e doenças cardiovasculares também merece atenção. Segundo a Dra. Mariana, pessoas com diabetes apresentam um risco de duas a quatro vezes maior de desenvolver infarto e acidente vascular cerebral (AVC) em comparação com a população não diabética.
Ela explica que esse risco aumenta ainda mais quando o paciente também possui hipertensão arterial, colesterol elevado, obesidade ou já apresentou algum evento cardiovascular.
“O paciente diabético já possui um risco cardiovascular elevado. Por isso, é fundamental manter não apenas a glicemia controlada, mas também a pressão arterial, o colesterol e os demais fatores de risco”, destaca.
A endocrinologista acrescenta que pacientes com diabetes podem apresentar redução na expectativa de vida de quatro a oito anos quando a doença não é adequadamente controlada. “Nosso objetivo é manter esses pacientes dentro das metas de tratamento para reduzir complicações e proporcionar mais qualidade de vida”, conclui.
TV Austa 