Dia Mundial de Combate ao AVC - Conheça mais sobre essa doença

29/10/2018

Dia Mundial de Combate ao AVC

O Grupo AUSTA junta-se à comunidade médico-científica internacional neste 29 de outubro para, Dia Mundial de Combate ao AVC.

Afinal, o Acidente Vascular Cerebral é a doença que mais mata os brasileiros, sendo a principal causa de incapacidade no mundo.

As graves sequelas causas justificam a importância de sempre informar a população sobre esta doença e o Dia Mundial de Combate ao AVC é propício para sabermos sobre o “derrame”, como é conhecido popularmente o AVC.

Cerca de 70% das pessoas não retornam ao trabalho após um AVC, devido às sequelas e 50% ficam dependentes de outras pessoas.

Apesar de atingir com mais frequência indivíduos acima de 60 anos, o AVC pode ocorrer em qualquer idade, inclusive nas crianças.

A Organização Mundial de AVC prevê que uma a cada seis pessoas no mundo sofrerá um episódio desta grave doença ao longo de sua vida.

No Brasil, o AVC é a causa mais frequente (10% do total) de óbito na população adulta. Segundos dados mais recentes do Ministério da Saúde, o SUS registra cerca de 190 mil internações para o tratamento de AVC e 40 mil mortes causadas pela doença.

No Dia Mundial de Combate ao AVC, saiba o que ele é

O Acidente Vascular Cerebral é um déficit neurológico súbito causado por um problema nos vasos sanguíneos do sistema nervoso central. Há dois tipos de AVC:

– AVC isquêmico: ocorre pela obstrução ou redução brusca do fluxo sanguíneo em uma artéria cerebral, causando falta de circulação no seu território vascular. Representa 85% dos casos.

– AVC hemorrágico: é causado pela ruptura espontânea (não traumática) de um vaso, com extravasamento de sangue no interior do cérebro.

Saiba reconhecer os sinais de AVC, pois cada segundo é precioso

É muito importante que você conheça os sintomas do AVC, pois se uma pessoa os tiver a seu lado, quanto mais rápido ela for atendida maior será a chance de não ter sequelas.

Os primeiros sinais do AVC são:

  • fraqueza ou formigamento na face, no braço ou na perna, especialmente em um lado do corpo;
  • confusão, alteração da fala ou compreensão;
  • alteração na visão (em um ou ambos os olhos);
  • alteração do equilíbrio, coordenação, tontura ou alteração no andar;
  • dor de cabeça súbita, intensa, sem causa aparente.

Se você ou alguém ao seu lado tiver um destes sintomas, NÃO ESPERE MELHORAR! CORRA! Cada segundo é importante! Ligue já para o número 192 (SAMU).

Outra ação importante é anotar a hora em que os primeiros sintomas apareceram. Se houver rapidez no atendimento do AVC, até 4,5 horas do início dos sintomas um medicamento que dissolve o coágulo pode ser dado aos pacientes com AVC isquêmico, diminuindo a chance de sequelas.

Fatores de risco para o AVC

Há vários fatores de risco que podem contribuir para aumentar a possibilidade da pessoa sobre um AVC. Os fatores são:

Idade e sexo – a chance dele ocorrer cresce à medida que avança a idade. Pessoas do sexo masculino e raça negra têm maior tendência ao desenvolvimento desta doença.

História de doença vascular prévia – Quem já teve AVC, “ameaça de derrame” ou outra doença vascular, como infarto no coração e doença vascular obstrutiva periférica tem mais chance de ter AVC.

Doenças do coração – Elas, especialmente as arritmias (batimentos cardíacos desregulados), aumentam o risco de AVC. Outros problemas cardíacos que colaboram são doença nas válvulas e cardiopatia chagásica (Doença de Chagas).

Tabagismo – As substâncias químicas presentes na fumaça do cigarro passam dos pulmões para a corrente sanguínea e circulam pelo corpo, afetando todas as células e provocando diversas alterações no sistema circulatório, afetando o cérebro, inclusive.

Hipertensão arterial – Conhecida como “pressão alta”, lesiona os vasos sanguíneos do cérebro e pode causar um AVC.

Diabetes – O excesso de açúcar no sangue, ou seja, o nível de glicose no sangue anormal causa alterações na pressão arterial.

Sedentarismo – atividade física colabora para reduzir o risco de doença vascular.

Dieta e colesterol – O excesso de gordura no sangue (dislipidemias), especialmente de colesterol, leva à formação de placas nas paredes das artérias. Isto as torna mais estreitas e reduz o fluxo sanguíneo, aumentando a chance de AVC.

Álcool e drogas – o consumo rotineiro de álcool pode levar à hipertensão e a níveis inadequados de colesterol no sangue, fatores de risco do AVC. O uso de cocaína ou crack é capaz de gerar lesão arterial e picos hipertensivos, sendo associado ao desenvolvimento de derrame.

Anticoncepcional – Seu uso pode favorecer o surgimento de AVC, principalmente em mulheres fumantes ou com hipertensão arterial ou com enxaqueca. É muito importante consultar o médico para que ele avalie a sua condição clínica e oriente da melhor maneira possível.

Fontes: Sociedade Brasileira de Doenças Cerebrovasculares (SBDCV) e Ministério da Saúde

Compartilhe no Facebook Compartilhe no Whatsapp Compartilhe no Twitter

07 de abril

Dia Mundial da Saúde: Austa Clínicas participa de ação para colaboradores da Cerradão

No Dia Mundial da Saúde, a Austa Clínicas reforça um compromisso que vai além das unidades de atendimento: estar presente onde a vida acontece, inclusive no campo. Nesta data, a operadora esteve na Cerradão, levando informação, orientação e cuidado diretamente às equipes que fazem o agro acontecer todos os dias. Mais do que uma ação pontual, a iniciativa representa um olhar atento à saúde de quem está na linha de frente de um dos setores mais importantes do Brasil. Promover saúde no ambiente de trabalho, especialmente no contexto agroindustrial, é essencial para garantir não apenas o bem-estar dos colaboradores, mas também a sustentabilidade das operações. Rotinas intensas, exposição a fatores de risco e a própria dinâmica do campo exigem uma atenção constante à prevenção e à qualidade de vida. "Durante a ação, reforçamos a importância de hábitos saudáveis no dia a dia, com orientações práticas, como a importância em ter uma alimentação equilibrada, manter a hidratação, ter cuidados com o corpo e com a saúde mental, além da importância de fazer um acompanhamento regular da saúde", cita Juliana Pagliato, gerente de Relações Empresariais da Austa Clínicas. A Austa Clínicas acredita que o cuidado começa pela informação e que quando ela chega de forma acessível e próxima da realidade das pessoas, seu impacto é ainda maior. E que levar saúde para dentro do agro é valorizar pessoas, fortalecer equipes e contribuir para um futuro mais saudável e produtivo.

01 de abril

Abril pela Segurança do Paciente: Austa realiza ação com os colaboradores sobre o cuidado seguro

No Brasil, o mês de abril é amplamente utilizado por instituições de saúde, como o Ministério da Saúde, para fortalecer a conscientização sobre a segurança do paciente. Mais do que uma mobilização pontual, o período reforça um princípio essencial: a segurança deve estar presente em todas as etapas do cuidado. Alinhada a esse compromisso, a Austa realizou, nos dias 30 e 31 de março, no Austa Hospital, e 01 e 02 de abril, no IMC, uma ação especial voltada ao fortalecimento das práticas assistenciais e ao engajamento dos colaboradores em torno da cultura de segurança. Dinâmica interativa para fortalecimento da cultura de segurança Como parte da programação, foi promovido um circuito de atividades em formato de gincana, envolvendo colaboradores de diferentes áreas. A proposta utilizou situações simuladas do cotidiano para reforçar, de forma prática e participativa, a importância da atenção aos processos e da atuação segura. Ao longo do percurso, os participantes passaram por estações que reproduziam desafios reais da rotina institucional. Entre as atividades, estavam a identificação correta de pacientes a partir de dados semelhantes em pulseiras, dinâmicas que evidenciaram falhas de comunicação no repasse de informações, e simulações relacionadas ao preparo e à conferência segura de medicamentos. Também foram trabalhados aspectos fundamentais do cuidado, como a organização de checklists de cirurgia segura com análise de possíveis inconsistências, a correta higienização das mãos a partir de situações do dia a dia e a identificação de riscos em cenários simulados relacionados à prevenção de quedas e lesões por pressão. A dinâmica foi adaptada para diferentes públicos, garantindo a aplicabilidade tanto para equipes assistenciais quanto para áreas administrativas e de apoio, reforçando que a segurança do paciente é uma -responsabilidade compartilhada. As Metas Internacionais de Segurança do Paciente na prática O circuito foi baseado nas 6 Metas Internacionais de Segurança do Paciente, que orientam práticas essenciais para a redução de riscos e a prevenção de eventos adversos: -Identificar corretamente o paciente -Melhorar a comunicação entre os profissionais de saúde -Garantir a segurança na prescrição, uso e administração de medicamentos -Assegurar cirurgias seguras -Higienizar as mãos para prevenir infecções -Reduzir o risco de quedas e lesões por pressão Ao trazer essas metas para o contexto prático, a ação contribui para fortalecer a cultura de segurança e ampliar a percepção dos profissionais sobre o impacto de suas condutas no cuidado ao paciente. O Austa acredita que a qualidade assistencial está diretamente relacionada à segurança e que investir na capacitação das equipes é fundamental para garantir um cuidado cada vez mais confiável, humanizado e centrado no paciente.    

27 de março

Dia Nacional de Combate ao Câncer Colorretal: cirurgião do Austa Hospital alerta que a doença avança na população jovem

Esta sexta-feira, 27 de março, é o Dia Nacional de Combate ao Câncer Colorretal, data que ganha ainda mais importância diante de uma tendência demonstrada por estudos internacionais. A doença, que acomete ao menos 45 mil brasileiros por ano, vem avançando entre adultos mais jovens, entre 20 e 49 anos. Este cenário reforça ainda mais a importância da prevenção. Mudanças no estilo de vida têm impacto direto na redução do risco, de acordo com o coloproctologista Francisco Gonçalves, do Austa Hospital, de Rio Preto. “É fundamental manter uma alimentação equilibrada, rica em fibras, frutas e vegetais, reduzir o consumo de carnes processadas e ultraprocessados, praticar atividade física regularmente, evitar o tabagismo, moderar o consumo de álcool e manter o peso adequado”, orienta Dr. Francisco. “Além disso, realizar exames de rastreamento, como a colonoscopia, é essencial para identificar lesões precoces e até prevenir o desenvolvimento do câncer”, completa o médico. O câncer do colorretal é um dos mais frequentes na população brasileira, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA) e, mais recentemente, vem avançando entre adultos mais jovens. Pesquisa publicada na revista científica The Lancet Oncology identificou aumento médio anual de cerca de 1,45% entre pessoas de 20 a 49 anos. No Brasil, levantamento do A.C. Camargo Cancer Center confirma essa tendência ao mostrar crescimento anual de 7,6% nos casos em adultos com menos de 50 anos. Não há conclusão quanto aos motivos desta tendência, porém, o que é fato, segundo Dr. Francisco Gonçalves, é câncer de intestino não ser mais uma doença exclusiva de pessoas idosas. “Entendemos que o aumento esta faixa etária está diretamente associado a fatores de risco ligados ao estilo de vida, como alimentação rica em ultraprocessados e carnes vermelhas, sedentarismo, obesidade, tabagismo, consumo de álcool e baixa ingestão de fibras”, diz o cirurgião do Asta hospital. Apesar do cenário preocupante, Dr. Francisco destaca a importância de as pessoas consultarem-se com o coloproctologista periodicamente, pois o câncer de colorretal é altamente prevenível e com grandes chances de cura quando identificado precocemente. “O tumor é rastreado por meio do exame de colonoscopia, indicado a partir dos 45 anos ou antes em pacientes com fatores de risco. Atenção também a sinais como presença de sangue nas fezes, alteração do hábito intestinal, dor abdominal persistente, perda de peso sem causa aparente e anemia’, ressalta o cirurgião. O tratamento do câncer colorretal também evoluiu significativamente nos últimos anos, especialmente no campo cirúrgico, considerado o principal método curativo para a maioria dos casos, com avanços que permitem abordagens menos invasivas e mais seguras. No Austa Hospital, em Rio Preto, os pacientes têm acesso a técnicas, como cirurgias laparoscópicas, que proporcionam menor tempo de internação e recuperação mais rápida, impactando diretamente na qualidade de vida no pós-operatório. “A cirurgia segue como etapa fundamental no tratamento do câncer colorretal e hoje contamos com recursos que permitem procedimentos minimamente invasivos com maior segurança e melhor recuperação para o paciente, o que faz toda a diferença nos resultados”, destaca Dr. Francisco.

23 de março

Dia Mundial da Tuberculose: infectologista do Austa Clínicas alerta que trabalhadores do setor sucroenergético devem ter cuidado redobrado

O Dia Mundial da Tuberculose, celebrado nesta terça-feira, 24 de março, é uma alerta para a população em geral para o risco de contágio desta doença no país, que ainda é alto. Os trabalhadores do setor sucroenergético, em particular, devem ter a atenção redobrada, pois estão expostos a vários fatores que ampliam o risco de ter a doença e transmiti-la para outras pessoas, segundo o médico infectologista Natal Santos da Silva, da Austa Clínicas. Como a tuberculose é transmitida pelo ar, a aglomeração de grande número de pessoas facilita muito a sua transmissão. “A proximidade contínua dos trabalhadores, por exemplo, no transporte em ônibus para o campo ou mesmo entre a empresa e as moradias e em alojamentos coletivos contribui para a transmissão, seja por gotículas num espirro ou tosse ou mesmo ao inalar as partículas presentes no ar”, explica o infectologista da Austa Clínicas. O tabagismo e o alto consumo de bebidas alcoólicas contribuem para a maior vulnerabilidade do sistema respiratório, estando mais suscetível à implantação da micobactéria da tuberculose. Outros fatores se somam a estes para enfraquecer o organismo do trabalhador, tornando-o mais propenso a ficar doente, como a contínua exposição ao sol, o maior esforço físico e a ingestão menor de alimentos calóricos, que tendem também a diminuir a imunidade. “Estando mais baixa, aumenta a possibilidade de reativação da tuberculose latente ou o organismo não conseguir bloquear a exposição à micobactéria da tuberculose”, pontua Dr. Natal. É fundamental, portanto, que, ao menor sintoma, o profissional tenha acesso rápido e fácil ao serviço de saúde para que o diagnóstico seja feito logo e o tratamento, iniciado, evitando inclusive o contato do paciente com seus colegas de trabalho, ressalta o infectologista da Austa Clínicas. O que é a tuberculose? A tuberculose é uma doença infecciosa causada pela micobactéria Mycobacterium tuberculosis (Bacilo de Koch), que afeta principalmente os pulmões e é transmitida pelo ar, por meio da tosse, fala ou espirro de pessoas infectadas. Segundo Dr. Natal, em sua forma pulmonar, a doença apresenta como sintomas principais tosse persistente por três semanas ou mais, febre, especialmente ao entardecer, suor noturno, emagrecimento, cansaço excessivo e, em alguns casos, escarro com sangue. Como para todas as doenças, a prevenção é o mais importante, enfatiza o infectologista. Ele cita como as principais formas de prevenção o diagnóstico e tratamento precoces, a investigação de contatos próximos e, para as pessoas que convivem com doente ou suspeito de ter tuberculose, manterem ambientes ventilados e usar máscara. Contra as formas graves da tuberculose, a ação preventiva eficaz é a vacinação com BCG, principalmente, na infância. Em caso de suspeita, o infectologista da Austa Clínicas destaca ser o diagnóstico precoce fundamental para interromper a cadeia de transmissão e aumentar as chances de cura. Para auxiliar no diagnóstico, o médico conta com a baciloscopia (exame de escarro), testes rápidos moleculares e radiografia de tórax. O tratamento dura, em média, seis meses, com uso de antibióticos. Quando seguido corretamente, a cura pode ser alcançada na maioria dos casos. “Felizmente, existem avanços nas estratégias para melhorar a adesão ao tratamento como medicamentos para casos resistentes e, para a tuberculose latente, adota-se a terapia preventiva encurtada (3HP), com duração de apenas três meses. E há estudos para tratamentos ainda mais curtos, de até 28 dias”, informa o infectologista da Austa Clínicas. No cenário geral, a doença segue como um importante problema de saúde pública. A tuberculose ainda é a principal causa de morte por um único agente infeccioso no mundo, com mais de 10 milhões de casos anuais. No Brasil, foram registrados 85.936 novos casos em 2024, além de mais de 6 mil mortes em 2023, segundo o Ministério da Saúde. Nos últimos cinco anos, houve crescimento na detecção de casos, especialmente após a pandemia da covid-19, seguido de uma tendência de estabilização recente, o que indica melhora na identificação, mas também manutenção da transmissão. “Apesar de ser uma doença antiga, a tuberculose merece sempre muita atenção da população e das autoridades e instituições de saúde”, ressalta Dr. Natal. “Um dos pontos de maior preocupação é o avanço da tuberculose resistente aos medicamentos tradicionais, além da concentração da doença em grupos mais vulneráveis. Esse cenário reforça que a tuberculose não é apenas uma questão médica, mas também social, exigindo atenção contínua e políticas públicas eficazes”, completa o infectologista da Austa Clínicas.

18 de março

Março Lilás: Câncer de Colo do Útero atinge mulheres mais jovens e reforça alerta para prevenção, diz especialista do Austa

O mês de março é marcado pela campanha Março Lilás, dedicada à conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de colo do útero. A doença está entre os tipos de câncer mais frequentes entre mulheres no Brasil e, apesar de ter evolução lenta, ainda é responsável por milhares de casos todos os anos, muitas vezes diagnosticados em estágios mais avançados. O câncer de colo do útero se desenvolve nas células do colo uterino, estrutura que conecta o útero à vagina, e está diretamente relacionado à infecção pelo HPV (Papilomavírus Humano). Segundo o ginecologista do Austa, Dr. Paulo Fasaneli, o desenvolvimento da doença é gradual e pode levar anos. “Esse câncer tem uma evolução lenta. Ele começa com a infecção pelo HPV e pode passar por lesões precursoras que, ao longo de 10 a 20 anos, podem se transformar em câncer”, explica. Nas fases iniciais, o câncer de colo do útero geralmente não apresenta sintomas, o que reforça a importância dos exames de rastreamento. “O câncer de colo do útero é assintomático nas fases iniciais e por isso o rastreio é tão importante. Quando surgem os sintomas, normalmente esse tumor já está mais avançado”, afirma. Entre os sinais que podem aparecer estão sangramentos vaginais irregulares, dor pélvica, corrimento com presença de sangue e sangramento após a relação sexual. “Os principais sintomas são sangramentos irregulares, dores pélvicas, corrimentos sanguinolentos e também a sinusorragia, que é o sangramento após a relação sexual”, explica o médico. Embora a maior incidência da doença ocorra entre 35 e 55 anos, especialistas têm observado diagnósticos em mulheres mais jovens. No Brasil, o câncer de colo do útero é o tipo de câncer que mais mata mulheres até os 36 anos de idade, segundo a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), o que reforça o alerta para a prevenção precoce. “A gente tem percebido uma redução na idade de diagnóstico. Isso pode estar relacionado ao início mais precoce da vida sexual, múltiplos parceiros, desinformação, vergonha de procurar atendimento ou até dificuldade de acesso aos serviços de saúde, além da baixa adesão à vacinação”, afirma o ginecologista Dr. Paulo Fasaneli. Diagnóstico e tratamento O diagnóstico do câncer de colo do útero geralmente ocorre após alterações detectadas nos exames de rastreamento ou pela identificação de lesões durante a avaliação ginecológica. A confirmação costuma ser feita por meio de biópsia do colo uterino. Para avaliar a extensão da doença, também podem ser solicitados exames de imagem, como ressonância magnética, tomografia ou PET-CT. O tratamento varia de acordo com o estágio em que o tumor é identificado. Nos casos iniciais, procedimentos cirúrgicos costumam apresentar bons resultados. “Nos estágios iniciais, o tratamento pode ser cirúrgico, desde a retirada de uma parte do colo do útero até cirurgias maiores, dependendo do caso. Já nos casos mais avançados, o tratamento padrão ouro é a união de quimioterapia com radioterapia. Também utilizamos uma radioterapia localizada chamada braquiterapia”, cita. Vacinação e exames ajudam a prevenir a doença Uma das principais formas de prevenção da doença é a vacinação contra o HPV, indicada no Brasil para meninas e meninos entre 9 e 14 anos. A vacina protege contra os tipos mais comuns do vírus associados ao câncer, explica Dr. Paulo. “A vacinação pode reduzir em até 70% o risco de desenvolver câncer de colo do útero, porque os vírus HPV 16 e 18 são responsáveis por cerca de 70% dos casos da doença”. O especialista explica que mesmo com a vacinação, o acompanhamento ginecológico continua sendo essencial, já que a vacina não protege contra todos os tipos do vírus. Por isso, os exames de rastreamento seguem sendo recomendados para identificar alterações nas células do colo do útero antes que elas evoluam para um câncer. “Hoje contamos com exames que pesquisam o DNA do HPV. A partir desse exame é possível indicar a realização de outros exames, como papanicolau, colposcopia e biópsia quando necessário, identificando as lesões precursoras antes que se transformem em câncer”, explica. Informação é essencial para reduzir a incidência Para o especialista, campanhas como o Março Lilás têm papel importante na conscientização da população e no incentivo à prevenção. “O Março Lilás é muito importante para estimular a informação sobre a prevenção do câncer, reforçar a importância da vacinação e quebrar tabus sobre a doença. Quanto mais informação as mulheres tiverem, maior a chance de reduzir a incidência dessa doença no país”, conclui.

12 de março

Jogadores do Monte Líbano fazem check-up cardiológico no IMC de Rio Preto como preparação para o Campeonato Paulista de Basquete

Dois atletas do Clube Monte Líbano, de São José do Rio Preto, realizaram um check-up cardiológico no Instituto de Moléstias Cardiovasculares (IMC) como parte da preparação para o Campeonato Paulista de Basquete Sub-16. A iniciativa reforça uma recomendação importante dos especialistas: fazer uma avaliação cardiológica antes de iniciar atividades físicas, especialmente em casos de treinos intensos ou participação em competições esportivas. Referência em cardiologia em Rio Preto e região, o IMC realiza avaliações voltadas tanto para atletas profissionais e amadores quanto para pessoas que desejam iniciar ou retomar exercícios físicos com segurança. Avaliação cardiológica antes do esporte Segundo a cardiologista Dra. Adriana Bellini Miola, chefe do Setor de Ergometria, Reabilitação e Cardiologia do Exercício do IMC, a prática de atividade física traz inúmeros benefícios para a saúde, mas deve sempre estar associada ao acompanhamento médico. “É imprescindível que a pessoa esteja em dia com a sua saúde e tenha o amparo de um médico e outros profissionais para agregar segurança a essa prática”, explica. No IMC, cada paciente passa por uma avaliação individualizada, em que exames e orientações são definidos conforme o perfil e o nível de atividade física pretendido. “Cada indivíduo é diferente do outro, tem uma história única e objetivos particulares que o levaram a nos procurar. Por isso, os exames complementares variam de um paciente para outro, dependendo do grau de envolvimento com o exercício e dos propósitos de cada pessoa”, explica a cardiologista. Jovens atletas reforçam importância do check-up Para os atletas, o acompanhamento médico também faz parte da preparação para a temporada esportiva. Caio Humberto Rocha Soares, de 16 anos, destaca que a avaliação traz mais segurança para quem pratica esporte regularmente. “Fazer esse teste é essencial para mim, tanto como pessoa quanto como atleta, porque conseguimos verificar como está o nosso coração. Como praticamos esporte todos os dias, essa avaliação nos dá muita segurança. Assim, ficamos mais tranquilos para focar no nosso objetivo, que é jogar bem, ajudar o time e buscar vitórias e o título”, afirma. Outro atleta que realizou o check-up foi João Gabriel de Andrade, também de 16 anos. “Para nós, que estamos iniciando uma temporada importante, esse tipo de avaliação é fundamental porque ajuda a entender melhor como está nossa condição física. O acompanhamento médico também orienta sobre os cuidados que precisamos ter para treinar e competir com mais segurança. Isso nos dá confiança para continuar evoluindo dentro de quadra e representar bem o nosso time”, diz. Acompanhamento médico e equipe multidisciplinar Os jovens atletas são acompanhados pelo Dr. Adriano Fróes, médico e pós-graduado em Medicina do Esporte e do Exercício, que os encaminhou ao IMC para a realização dos exames preventivos. No instituto, a avaliação e o acompanhamento de atletas e demais pessoas envolvem uma equipe multidisciplinar, formada por cardiologistas e, quando necessário, pneumologistas, ortopedistas e outros especialistas. Essa abordagem permite analisar de forma ampla as condições de saúde de cada pessoa. “Todos sabemos dos benefícios do exercício, porém ele não deve ser feito de forma aleatória ou desorganizada. Uma equipe multidisciplinar pode orientar a melhor forma de iniciar a prática e até colaborar na escolha da modalidade esportiva mais adequada, levando em consideração as características individuais, histórico de vida e hábitos de cada pessoa”, destaca o médico. Avaliação cardiológica também é importante para quem pratica exercícios recreativos Os especialistas reforçam que a recomendação vale para todas as pessoas, inclusive aquelas que pretendem iniciar atividades físicas de forma recreativa. “Independentemente da idade ou do nível do exercício, é importante realizar uma avaliação cardiológica antes de iniciá-lo. Isso garante mais segurança e permite que seja praticado de forma saudável e sustentável”, conclui o médico que acompanha os atletas. Exercícios sem avaliação podem trazer riscos A avaliação cardiológica pré-participação esportiva é essencial porque algumas doenças cardiovasculares podem evoluir de forma silenciosa. Entre os principais riscos da prática de exercícios físicos sem avaliação médica está a morte súbita cardíaca, que pode ocorrer durante a atividade quando existem doenças não diagnosticadas. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a morte súbita cardíaca é a morte natural e inesperada de causa cardíaca que ocorre até uma hora após o início dos sintomas, quando há testemunhas, ou até 24 horas quando não há. Entre as condições que podem levar a esse tipo de ocorrência estão: miocardiopatia hipertrófica displasia arritmogênica do ventrículo direito síndrome do QT longo síndrome de Brugada taquicardia ventricular polimórfica catecolaminérgica miocardites síndromes coronarianas, como o infarto agudo do miocárdio “Algumas dessas doenças podem evoluir sem sintomas evidentes e a primeira manifestação pode ocorrer justamente durante a prática de exercícios. Por isso o check-up cardiológico é tão importante”, alerta a Dra. Adriana Miola.

Newsletter
Newsletter

Assine nossa newsletter

Assine a nossa newsletter para promoções especiais e atualizações interessantes.


    Política