Como a pele é o maior órgão do corpo humano, o câncer tem alta incidência no local. O câncer de pele é o tipo mais comum de todos os cânceres. “Os últimos dados do Inca (Instituto Nacional de Câncer) apontaram que, aproximadamente, 30% da população brasileira acabará tendo algum tipo de câncer de pele”, alerta a dermatologista do Austa, Karen Omekita. A incidência da doença é maior em pessoas de pele, cabelos e olhos claros, mas isso não exclui os pacientes de outras raças de também terem câncer de pele.
Outro fator de risco é a exposição solar ao longo da vida, principalmente de zero a 18-20 anos. É um intervalo importante para a proteção da pele e conta muito para o futuro da saúde do paciente. “Um passado de grande exposição ao sol corresponde ao aparecimento de um câncer de pele no futuro. Então é importante, desde criança, ter essa consciência de proteção e evitar o excesso de exposição solar”, ressalta a dermatologista.
Prevenção do câncer de pele
“Para prevenir o câncer de pele é fundamental evitar a exposição solar e fazer o uso correto do protetor. Hoje, existem roupas e bonés com proteção solar, além de protetores via oral, que potencializam essa proteção. É importante também evitar o sol das 10 às 16 horas, porque a incidência de raios solares é mais intensa nestes horários. Recomenda-se procurar um dermatologista ao menos uma vez por ano, para um exame minucioso da pele”, ressalta a dermatologista sobre como prevenir o câncer de pele.
A médica também alerta sobre a importância de um olhar profissional para o diagnóstico precoce: “Muitas vezes, o paciente acha que se trata apenas de uma feridinha, mas pode ser um câncer em estágio inicial. Então, entramos com o tratamento e o paciente ficará curado”, ensina Karen Omekita.
Quando se fala em usar corretamente o protetor solar, significa que ele deve ser aplicado todos os dias. Em dias de exposição maior ao sol, ao frequentar a piscina ou praia, ele deve ter fator mais alto, e ser reaplicado várias vezes. “O protetor deve ser usado diariamente. Saímos toda hora ao sol, e na nossa região a incidência é muito alta. Numa escala de até 10, nossa cidade tem uma incidência de 8,5 e 9. Também é muito bacana usar roupas com proteção solar, porque só o protetor, algumas vezes, não consegue ser eficiente”, conclui a dermatologista.
Tipos de câncer de pele
Os cânceres de pele estão divididos em melanomas e não-melanomas. Os não-melanomas se apresentam por um carocinho ou ferida na pele que não cicatriza ou por uma lesão que tem leve cicatrização e logo volta. Essa lesão vai crescendo e sangra com facilidade. Geralmente se apresenta na face e braços, lugares mais expostos ao sol. “O paciente deve ficar sempre atento a alguma feridinha que não cicatriza, algum carocinho que aparece na pele e lesões que sangram muito fácil”, pontua Karen Omekita.
No caso do câncer de pele não-melanoma, há o basocelular e o espinocelular. O basocelular, sendo uma lesão pequena, é possível tratar com cremes, eletrocoagulação ou retirada da lesão. O espinocelular é mais grave, pois pode dar metástase. Tem cura pela cirurgia, mas se o diagnóstico for tardio pode se espalhar, levando à mutilação do paciente ou até à morte.
Os melanomas se apresentam através de pintas. “Vemos manchinhas pretas que vão aparecendo, uma pinta que alterou formato, cor, ou o aparecimento de uma nova pinta. Essas pintas podem crescer, por isso o paciente tem que observar o crescimento, borda irregular dessa lesão, sangramento, dor e alteração de cor (quando ela está com mais de três cores é um sinal de que pode ser um melanoma)”, esclarece a dermatologista Karen Omekita.
A médica completa dizendo que o melanoma também pode ser curado, retirado por cirurgia. “Encaminhamos o paciente para a oncologia, assim verificamos se não teve nenhum outro acometimento mais sistêmico. É muito importante essa consciência do paciente de que se conseguirá a cura quanto mais precoce for o diagnóstico. O melanoma é muito grave, está em oitavo lugar como o câncer que mais mata. Então, quanto antes o paciente procurar atendimento, melhor será o tratamento e maiores as chances de alcançar a cura.”
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Fontes:
Inca – Instituto Nacional de Câncer