Arquivos Prevenção - Blog Austa

Quatro em cada dez brasileiros têm colesterol alterado, alerta cirurgião cardiovascular do IMC 

Este sábado, 8 de agosto,  é o Dia Nacional de Prevenção e Controle do Colesterol, data que tem extrema relevância diante do quanto a população está sendo afetada pelo excesso de gordura. Mais de 18 milhões de brasileiros, ou seja, 40% dos adultos do país, têm o colesterol acima do recomendado, segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia. “Como se não bastasse a gravidade deste número, 67% sequer sabem qual é a própria taxa e correm grandes riscos porque o colesterol elevado é silencioso. A grande maioria dos pacientes não sente nada até que a doença já esteja avançada, muitas vezes revelada por um infarto, um AVC ou uma obstrução nas artérias das pernas”, alerta o cirurgião cardiovascular Rinaldo Costa Santos, do IMC – Instituto de Moléstias Cardiovasculares, de Rio Preto. É por isso que é fundamental o diagnóstico precoce, segundo o médico, pois, quando descoberto a tempo, o colesterol alto é uma condição plenamente controlável. O exame que detecta alterações no colesterol é simples — uma coleta de sangue — e sua frequência varia conforme o perfil de cada paciente. “Alguns pacientes precisam repetir os exames a cada três meses, outros a cada seis, e alguns apenas uma vez ao ano. O que não pode acontecer é o paciente nunca ter feito o exame, ou ter parado de repeti-lo depois dos 40, 50 anos, justamente quando o risco começa a aumentar”, ressalta o cirurgião cardiovascular do IMC. O vilão a ser diagnosticado aqui é o LDL, explica Dr. Rinaldo, principal responsável pelo acúmulo de gordura na parede das artérias, processo conhecido como aterosclerose. Esse acúmulo pode comprometer as coronárias, levando ao infarto; as carótidas, causando derrame cerebral; ou as artérias das pernas, provocando claudicação, que é a dor ao caminhar. “Em nenhum desses casos o paciente escolhe qual artéria será afetada — por isso o cuidado precisa ser sistêmico, e não pontual”, destaca o médico. Para o Dr. Rinaldo, a data é a oportunidade de reforçar uma mensagem simples diante de números que ainda preocupam. “Colesterol alto se controla, mas antes é preciso saber que se tem. Com diretrizes cada vez mais rígidas e a maioria dos brasileiros ainda sem saber sua própria taxa, informação e acompanhamento médico regular continuam sendo as ferramentas mais eficazes que temos”, afirma. O cirurgião cardiovascular se refere às novas diretrizes definidas pelas entidades internacionais de cardiologia recentemente que adotaram critérios muito mais rigorosos para o controle do colesterol ruim (LDL) e recomendando que o perfil lipídico passe a ser rastreado já a partir dos 20 anos — não mais apenas na meia-idade. Para indivíduos classificados como de baixo risco, a nova meta ideal foi fixada em menos de 115 mg/dL, valor consideravelmente menor do que os limites tolerados nos anos anteriores. Já para pacientes de risco muito alto ou extremo (com histórico de problemas cardiovasculares graves, diabetes ou múltiplos infartos), os limites são ainda menores: os alvos de LDL caíram para menos de 50 mg/dL, podendo chegar a marcas inferiores a 40 mg/dL na nova categoria de risco extremo. Em resumo, não existe um número de LDL igualmente seguro para todos. “Os níveis de referência variam de acordo com o risco de cada pessoa. Quem já teve infarto, AVC ou tem diabetes precisa manter o LDL bem mais baixo do que a população em geral. É uma mudança de mentalidade: tratar o risco da pessoa, não apenas um exame isolado”, diz o cirurgião cardiovascular. A prevenção envolve a adoção de hábitos saudáveis de vida, como alimentação equilibrada, atividade física regular e não fumar. “São atitudes indispensáveis”, enfatiza Dr. Rinaldo. “Mas muitas pessoas precisam de medicação para atingir as metas de controle por uma característica da própria doença, que tem componente genético importante em muitos casos”, ressalta. Quando a obstrução arterial já está instalada, a cirurgia vascular oferece hoje alternativas menos invasivas do que há alguns anos. “Usamos cateteres, stents e endopróteses para desobstruir as artérias sem a necessidade de grandes cortes. Isso reduz riscos, acelera a recuperação e devolve qualidade de vida ao paciente. Realizamos dezenas de intervenções cardiovasculares por mês no IMC, e boa parte delas já é feita por essa via minimamente invasiva”, detalha.

Diabetes pode aumentar em até quatro vezes o risco de infarto e AVC, alerta endocrinologista do IMC

Especialista do IMC alerta para a importância do diagnóstico precoce e do controle da doença para prevenir complicações cardiovasculares Especialista do IMC alerta para a importância do diagnóstico precoce e do controle da doença para prevenir complicações cardiovasculares Silencioso e sem cura, o diabetes mellitus muitas vezes só é descoberto após o surgimento de uma complicação. No Dia Nacional do Diabetes, celebrado em 26 de junho, a endocrinologista Dra. Mariana Azevedo Alves Mendes, do Instituto de Moléstias Cardiovasculares (IMC), reforça que o diagnóstico precoce é um dos principais aliados para evitar danos à saúde e reduzir o risco de doenças cardiovasculares. Segundo a médica, por não apresentar sintomas nas fases iniciais, muitas pessoas convivem com o diabetes por anos sem saber. "Muitos pacientes descobrem a doença apenas após uma complicação. Por isso, é tão importante rastrear quem apresenta fatores de risco e realizar o diagnóstico precoce", explica. De acordo com a endocrinologista, quando os sintomas aparecem, a doença geralmente já está instalada há algum tempo. Entre os principais sinais de alerta estão perda de peso sem causa aparente, sede excessiva, e vontade frequente de urinar principalmente a noite. A Dra. Mariana explica que o rastreamento é recomendado para pessoas com mais de 35 anos e também para pacientes com sobrepeso ou obesidade associados a fatores de risco, como sedentarismo, colesterol e triglicerídeos elevados, síndrome dos ovários policísticos e histórico de diabetes gestacional. Controle vai além da glicemia Segundo a especialista, após o diagnóstico, o acompanhamento precisa ser contínuo e envolver mais do que apenas o controle da glicemia. Ela destaca que exames como glicemia de jejum e hemoglobina glicada permitem acompanhar a evolução da doença, enquanto avaliações periódicas do colesterol, da função renal e do fundo de olho ajudam a identificar precocemente possíveis complicações. A endocrinologista ressalta que mudanças no estilo de vida também fazem parte do tratamento. "A prática regular de atividade física, a alimentação equilibrada, a redução do consumo de açúcares e carboidratos simples e o controle do peso são medidas fundamentais para manter a doença sob controle", afirma. Risco cardiovascular elevado A relação entre diabetes e doenças cardiovasculares também merece atenção. Segundo a Dra. Mariana, pessoas com diabetes apresentam um risco de duas a quatro vezes maior de desenvolver infarto e acidente vascular cerebral (AVC) em comparação com a população não diabética. Ela explica que esse risco aumenta ainda mais quando o paciente também possui hipertensão arterial, colesterol elevado, obesidade ou já apresentou algum evento cardiovascular. "O paciente diabético já possui um risco cardiovascular elevado. Por isso, é fundamental manter não apenas a glicemia controlada, mas também a pressão arterial, o colesterol e os demais fatores de risco", destaca. A endocrinologista acrescenta que pacientes com diabetes podem apresentar redução na expectativa de vida de quatro a oito anos quando a doença não é adequadamente controlada. "Nosso objetivo é manter esses pacientes dentro das metas de tratamento para reduzir complicações e proporcionar mais qualidade de vida", conclui.

Obesidade infantil: médica da Austa Clínicas explica os impactos das telas e dos hábitos da rotina na saúde das crianças

A obesidade infantil tem se tornado uma preocupação crescente para famílias e profissionais de saúde. Segundo o Ministério da Saúde, mais de 3,1 milhões de crianças brasileiras menores de 10 anos vivem com obesidade, condição que aumenta o risco de diversas doenças e pode trazer consequências para a saúde ainda na infância e ao longo da vida adulta. Fonte: Ministério da Saúde. Embora fatores genéticos tenham influência no desenvolvimento da obesidade, especialistas alertam que os hábitos da rotina exercem um papel fundamental no aumento dos casos observados nas últimas décadas. A endocrinologista pediátrica Dra. Camila Fochi, da Austa Clínicas, explica como mudanças no estilo de vida, alimentação e comportamento têm contribuído para o crescimento do excesso de peso entre crianças e adolescentes. Segundo a médica, a obesidade é uma condição multifatorial, resultado da interação entre predisposição genética e fatores ambientais. "Existe, sim, a influência de múltiplos genes, e o histórico familiar de obesidade é importante. Mas o meio ambiente é o que dispara o quadro clínico da obesidade. No mundo atual, o principal fator é o estilo de vida que estamos levando" De acordo com a especialista, as crianças estão mais sedentárias e consumindo com maior frequência alimentos de alta densidade calórica, especialmente os industrializados e ultraprocessados. "São alimentos que concentram muitas calorias em pequenas quantidades. A criança ingere mais calorias, se movimenta menos e, com isso, ocorre um balanço calórico positivo que favorece o ganho de peso". Entre os fatores que ajudam a explicar essa mudança de comportamento está o aumento do tempo dedicado às telas. Celulares, tablets, computadores e televisões passaram a ocupar uma parcela significativa do tempo livre das crianças, reduzindo momentos antes destinados às brincadeiras e atividades físicas. Para a Dra. Camila, a principal relação entre telas e obesidade está justamente no aumento do sedentarismo. "Antigamente, a criança precisava se virar para brincar. Andava de bicicleta, inventava brincadeiras e passava mais tempo em movimento. Hoje, a tela está presente em praticamente todos os ambientes e isso contribui para que os indivíduos fiquem mais sedentários". Além da influência sobre o peso, a médica ressalta que o uso excessivo de telas também pode impactar o neurodesenvolvimento, especialmente nos primeiros anos de vida. "A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda que crianças menores de dois anos não sejam expostas a telas porque esse período é fundamental para o desenvolvimento cerebral. Além disso, quanto mais tempo a criança passa em frente às telas, menos tempo ela dedica a brincadeiras e atividades que estimulam o movimento, o que contribui para o sedentarismo".   Problemas de saúde associados à obesidade infantil Segundo a endocrinologista, crianças com sobrepeso ou obesidade apresentam maior risco de desenvolver alterações metabólicas, como colesterol elevado, hipertensão e diabetes tipo 2. Além disso, a condição pode trazer repercussões ortopédicas, dificuldades respiratórias e impactos emocionais relacionados à autoestima e ao convívio social. "Muitos pacientes chegam ao consultório por conta do bullying na escola. A questão psicossocial também é muito importante e pode afetar significativamente a qualidade de vida dessas crianças." A preocupação não se limita à infância. Crianças com obesidade têm maior probabilidade de permanecer obesas na vida adulta. "Quanto mais tempo o organismo permanece exposto ao excesso de peso e às alterações metabólicas associadas, maior tende a ser o risco de desenvolver doenças cardiovasculares no futuro. Por isso, a prevenção e o acompanhamento desde a infância são tão importantes." Prevenção Diante desse cenário, a prevenção deve envolver toda a família. Para a Dra. Camila, pequenas mudanças de hábitos podem fazer diferença quando adotadas de forma consistente e coletiva. "Não adianta apenas uma criança mudar os hábitos. Todos devem participar do processo. Alimentação saudável e atividade física são importantes para todos, independentemente do peso". A especialista recomenda reduzir o consumo de alimentos ultraprocessados e bebidas açucaradas, estimular refeições mais equilibradas e incentivar a prática regular de atividades físicas. Outro passo importante é estabelecer limites para o uso das telas e criar oportunidades para que as crianças se movimentem mais no dia a dia. "A melhor atividade física é aquela que a criança gosta e consegue manter. Não existe uma modalidade perfeita. O importante é que ela se movimente".

Casos de endometriose aumentam 76% no Brasil em apenas três anos; número de cirurgias aumentou 518% no Austa Hospital e IMC em quatro anos

Esta quinta-feira, 7 de maio, é o Dia Internacional da Luta Contra a Endometriose, cujo objetivo é reforçar a importância do diagnóstico precoce e do tratamento adequado. “Infelizmente, os números mostram que a sociedade e, em particular, a mulher não estão atentos para a prevenção da endometriose”, ressalta o ginecologista e obstetra Paulo Fasanelli, do Austa Hospital e IMC – Instituto de Moléstias Cardiovasculares, de Rio Preto. O alerta do médico sustenta-se pelo avanço da doença no Brasil. Segundo o Ministério da Saúde, os atendimentos relacionados à endometriose no SUS aumentaram 76% em apenas três anos, saltando de 82.693 registros, em 2022, para 145.744, em 2024. O avanço revela não apenas maior conscientização, mas também a dimensão de uma condição que ainda é subdiagnosticada e que pode afetar até 8 milhões de brasileiras. Esta realidade tem reflexos nos centros cirúrgicos do Austa Hospital e do IMC. Somadas as cirurgias de endometriose realizadas nas duas instituições, o número aumentou 518% em apenas quatro anos, passando de 16, em 2022, ano de pandemia, para 99, em 2025. Nestes últimos cinco anos, incluindo 2026, foram 259 procedimentos no Austa e IMC. A endometriose é uma doença inflamatória crônica caracterizada pelo crescimento de um tecido semelhante ao endométrio fora do útero, atingindo órgãos como ovários, intestino e bexiga. Esse processo provoca inflamação e pode causar sintomas como cólicas menstruais intensas, dor pélvica persistente, dor durante a relação sexual, alterações intestinais e dificuldade para engravidar. Estima-se que até 50% das mulheres com a doença possam enfrentar infertilidade, o que amplia ainda mais o impacto físico e emocional da condição. Apesar da alta prevalência, o diagnóstico ainda é um desafio. Muitas mulheres levam anos para identificar a doença, frequentemente por normalizarem a dor ou por falta de acesso a avaliação especializada. Segundo dr. Fasanelli, este atraso pode agravar significativamente o quadro clínico. “É comum atendermos pacientes que convivem com sintomas há muito tempo. A dor intensa não é normal e precisa ser investigada. Quanto mais cedo conseguimos diagnosticar, maiores são as chances de controlar a doença e preservar a qualidade de vida e a fertilidade”, afirma o ginecologista do Austa Hospital e IMC. O diagnóstico é feito por meio de avaliação clínica detalhada e exames de imagem realizados no Austa Hospital, como ultrassonografia especializada e ressonância magnética. Com o aumento dos casos e a maior complexidade dos diagnósticos, o tratamento cirúrgico tem ganhado protagonismo, especialmente nos quadros mais avançados ou quando não há resposta ao tratamento clínico. “A videolaparoscopia, técnica minimamente invasiva, é considerada o padrão no tratamento cirúrgico da endometriose, permitindo a retirada dos focos da doença com maior precisão, menor trauma cirúrgico e recuperação mais rápida”, afirma Dr. Fasanelli. Segundo ele, os avanços na abordagem cirúrgica têm transformado o cuidado com a doença. “A cirurgia minimamente invasiva permite tratar a endometriose de forma mais eficaz e com menor impacto para a paciente. Em muitos casos, conseguimos não apenas aliviar a dor, mas também melhorar significativamente as chances de gravidez”, explica. Em situações mais complexas, quando há comprometimento de órgãos como intestino e bexiga, o procedimento pode envolver uma equipe multidisciplinar, ampliando a segurança e os resultados do tratamento. O ginecologista do Austa Hospital e IMC enfatiza, no entanto, prevenir sempre é o mais importante. “A conscientização é fundamental. Precisamos quebrar o tabu em torno da dor menstrual e garantir que mais mulheres tenham acesso ao diagnóstico e às opções de tratamento disponíveis, incluindo a cirurgia quando indicada”, conclui Dr. Fasanelli.

1 2 3 58
Newsletter
Newsletter

Assine nossa newsletter

Assine a nossa newsletter para promoções especiais e atualizações interessantes.


    Política