O que são doenças inflamatórias intestinais?

Doença Inflamatória Intestinal (DII) é um termo genérico usado para descrever uma condição inflamatória crônica de intensidade variada do trato digestivo. Trata-se, portanto, de um conjunto de sinais e sintomas que se manifestam, predominantemente, no cólon (intestino grosso). Os tipos mais comuns de DII são a colite ulcerativa e a doença de Crohn. A primeira é uma inflamação caracterizada por úlceras – quer dizer, feridas – no revestimento interno do cólon e do reto. A segunda também é um quadro inflamatório crônico, mas que pode acometer qualquer parte do tubo digestivo. Porém, a causa precisa da DII permanece desconhecida. Sabe-se que uma dieta ruim e o estresse podem agravar os sintomas, mas não são a causa desta condição. Uma causa possível é um mau funcionamento do sistema imunológico. Outra causa possível tem a ver com a hereditariedade, a qual parece desempenhar um papel em que a DII é mais comum em pessoas que têm familiares com a doença.   Dia Mundial das Doenças Inflamatórias Intestinais O Dia Mundial das Doenças Inflamatórias Intestinais (DIIs) é comemorado em 19 de maio de cada ano, foi idealizado em 2010 por organizações de pacientes que representam mais de 50 países nos cinco continentes e é coordenado pela Federação Europeia de Associações de Crohn e Colite Ulcerativa (EFCCA). A estimativa é de que cerca de 10 milhões de pessoas em todo o mundo vivam com Doença Inflamatória Intestinal. Trata-se de uma doença relevante, afetando, principalmente, jovens em idade ativa, motivo pelo qual este quadro de saúde requer muita atenção, cuidados específicos e conscientização, haja vista o impacto que ela tem na vida pessoal e profissional de uma pessoa.     Sintomas das doenças inflamatórias intestinais Os sintomas da DII variam, dependendo da gravidade da inflamação, onde ela ocorre e podem, ainda, variar de leve a grave. Ademais, é provável que a pessoa tenha períodos de doença ativa seguidos por períodos de remissão. “Os sintomas da doença intestinal inflamatória variam conforme a parte do intestino afetada e se a pessoa tem doença de Crohn ou colite ulcerativa. Pessoas com doença de Crohn normalmente têm diarreia crônica e dor abdominal. A pessoa com colite ulcerativa normalmente tem episódios intermitentes de dores abdominais e diarreia sanguinolenta. Em ambas as doenças, as pessoas com diarreia persistente podem perder peso e se tornar desnutridas”, explica o Manual MSD. (https://www.msdmanuals.com/pt-br/casa/dist%C3%BArbios-digestivos/doen%C3%A7as-intestinais-inflamat%C3%B3rias-dii/considera%C3%A7%C3%B5es-gerais-sobre-doen%C3%A7as-intestinais-inflamat%C3%B3rias-dii) Sinais e sintomas comuns à doença de Crohn e à colite ulcerativa incluem: Diarreia Febre Fadiga Dor abdominal e cólicas Sangue nas fezes Apetite reduzido Perda de peso não intencional     Diagnóstico das DDIs O diagnóstico das DIIs é realizado geralmente pelo médico gastroenterologista. Durante a consulta, ele faz uma anamnese e exames físicos detalhados. Contudo, a realização de exames complementares pode ser necessária. Automedicação é risco à saúde e à vida Os principais exames para a confirmação do diagnóstico são os de sangue, de fezes e estudos radiológicos, como raio-X, tomografia e ressonância. Estão incluídos também os exames endoscópicos para uma visualização dos órgãos do tubo digestivo – como a colonoscopia, a retossigmoidoscopia e a endoscopia digestiva alta – além da realização biópsias.     Tratamento das doenças inflamatórias intestinais A DII não tem cura e seu tratamento visa a melhorar os sintomas como, por exemplo, dor abdominal, prisão de ventre e diarreia. Normalmente, os pacientes precisam fazer mudanças na alimentação e no estilo de vida, além de fazer uso de medicamentos em fases mais intensas, ou seja, aquelas que provocam muito desconforto. O paciente pode passar longos períodos sem manifestações clínicas, mas o problema sempre pode retornar, tanto por distúrbios intestinais quanto por fatores emocionais. Contudo, o objetivo do tratamento é preservar a qualidade de vida, minimizar tanto quanto possível os sintomas e evitar que complicações possam ocorrer de imediato e a longo prazo.     Quando procurar auxílio médico Consulte o seu médico se ocorrer alguma alteração persistente nos seus hábitos intestinais ou se tiver algum dos sinais e sintomas de doença inflamatória intestinal. Lembre-se que a DII pode se agravar e, mesmo em casos mais leves, quando não tratada devidamente, causará prejuízos à vida diária de quem convive com ela.     Fontes Biblioteca Virtual em Saúde (Ministério da Saúde): https://bvsms.saude.gov.br/19-5-dia-mundial-da-doenca-inflamatoria-intestinal/ Manual MSD (versão saúde para a família): https://www.msdmanuals.com/pt-br/casa/dist%C3%BArbios-digestivos/doen%C3%A7as-intestinais-inflamat%C3%B3rias-dii/considera%C3%A7%C3%B5es-gerais-sobre-doen%C3%A7as-intestinais-inflamat%C3%B3rias-dii CDD – Crônicos do Dia a Dia: https://cdd.org.br/doenca-inflamatoria-intestinal/?gclid=Cj0KCQjw4PKTBhD8ARIsAHChzRI5VIO2C84PAyOIiGqrtdvspvBXtSJelOWnEYEPvZPCAlWuehgbOpYaAkkTEALw_wcB#1

Como identificar os sinais de autismo na infância

O dia 04 de abril marca a comemoração de uma data muito importante, o Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo. A data foi primeiro estabelecida em 2007, e tem por objetivo principal a divulgação à população de informações sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), aumentando o conhecimento sobre o transtorno e evitando, assim, a discriminação e o preconceito que marginalizam tantas pessoas com autismo, sejam elas crianças ou adultos. Mas você sabe como identificar os sinais de autismo na infância? Este talvez seja o conjunto de informações mais importante porque, a partir dele, mais e mais pessoas poderão dispor de conhecimento prévio para identificar e encaminhar aos cuidados de um profissional de saúde especializado a criança que manifesta esse conjunto de sinais. Mas, quais sinais apontam para o autismo especialmente quando se trata de crianças? Primeiro, é importante saber que crianças com TEA apresentam sintomas quando ainda são muito pequenas, especialmente nas áreas da comunicação verbal e não verbal ou da linguagem, do relacionamento e interação social, e de comportamentos restritivos e repetitivos. É verdade que os tipos de sintomas e a intensidade variam muito de indivíduo para indivíduo, mas o conhecimento baseado em evidência clínica demonstra que apesar da variedade e da intensidade, as crianças no espectro autista apresentam problemas em uma ou mais dessas áreas do desenvolvimento humano e social. Vamos então aos sinais.   AUSTA ao vivo: especialistas falam sobre Transtorno do Espectro do Autismo     Sinais do Autismo Já sabemos que os sinais de autismo estão relacionados ao campo da interação social, da comunicação ou linguagem, e do comportamento. Tudo isso desde os primeiros anos de vida. Por isso é tão importante que os pais estejam atentos à presença desses sinais na vida de seus filhos, e que sejam capazes de identificá-los e de distingui-los. Quanto antes conhecê-los, mais cedo a criança poderá ser encaminhada a um médico especialista capaz de diagnosticá-la e indicar o melhor acompanhamento, haja vista que cada criança é única, apesar de os sintomas serem comuns. De acordo com o Instituto NeuroSaber, os sinais ou sintomas podem ser organizados em grupos.   Grupo 1- Sintomas relacionados à interação social: Ausência de contato visual. Não reage ao sorriso dos pais ou a outras expressões faciais. Não olha para objetos quando os pais apontam. Não aponta para objetos. Não traz objetos de interesse pessoal para mostrar aos pais. Tem dificuldade de perceber o que os outros estão pensando ou sentindo através das expressões faciais. Não demonstra preocupação (empatia) pelos outros. Incapacidade ou desinteresse em fazer amigos.   Grupo 2 - Sintomas relacionados à comunicação: Não aponta para objetos quando quer algo ou para compartilhar com outras pessoas. Não fala palavras soltas aos 16 meses. Repete o que os outros falam sem entender o significado (ecolalia). Não responde quando o chamam pelo nome, mas pode reagir a outros sons (como a buzina de um carro). Refere-se a si mesmo como “você” ou “ele”. Muitas vezes, parece não querer se comunicar. Não inicia ou dá continuidade a uma conversa. Não usa brinquedos ou outros objetos para representar pessoas ou a realidade em brincadeiras que usam a imaginação. Pode ter uma boa memória, especialmente para números, letras, músicas ou um assunto específico. Pode perder a linguagem ou outros marcos sociais, geralmente entre os 15 e 24 meses (regressão).   Grupo 3 - Sintomas relacionados ao comportamento (comportamentos repetitivos e restritos): Balança ou gira o corpo, anda na ponta dos pés por muito tempo ou agita as mãos. Gosta de rotinas, ordem e rituais; tem dificuldade com a mudança ou transição de atividades. Grande interesse por determinados assuntos. Brinca com parte dos brinquedos (por exemplo, gira as rodas de um carrinho). Não parece sentir dor. Pode ser muito sensível a cheiros, sons, luzes, texturas e toque.     Mas você sabe o que é Autismo? O Autismo é um transtorno do neurodesenvolvimento, uma condição de saúde caracterizada por um desenvolvimento atípico da comunicação e da interação social, além manifestar padrões de comportamento restritivos ou hiperfoco, repetitivos ou estereotipados. Como não há apenas um tipo ou manifestação de autismo, a expressão correta para definir esta condição de saúde é Transtorno do Espectro Autista (TEA). Sobretudo, é importante frisar que o Autismo não é uma doença, mas uma condição de saúde, que quanto antes diagnosticada, especialmente nas crianças, permitirá uma intervenção adequada e o pleno desenvolvimento humano e social. Apesar de ser corrente a diferença de opinião entre médicos e outros especialistas sobre as causas do autismo, o tratamento e o prognóstico, é certo que concordam com um ponto: o diagnóstico precoce. Por essa razão é tão fundamental que pais e profissionais de saúde estejam informados e atentos à identificação dos sinais do autismo na infância.   Fontes: - Biblioteca Virtual em Saúde – Ministério da Saúde (https://bvsms.saude.gov.br/02-4-dia-mundial-de-conscientizacao-sobre-o-autismo/) - Blog Autismo Legal (https://www.autismolegal.com.br) - Instituto NeuroSaber (https://institutoneurosaber.com.br)

5 dicas para ter mais qualidade de sono

Não é incomum hoje ouvir de alguém que está com insônia, que não dormiu nada na última noite, ou frases do tipo. Essa é a principal conclusão de uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope), que procurou mapear a qualidade do sono dos brasileiros e a busca dessas pessoas por ajuda médica. O estudo apontou que 65% dos brasileiros têm baixa qualidade de sono. Entretanto, somente 7% das pessoas nessa condição procuram profissionais médicos quando têm dificuldades para dormir. A pesquisa também revelou que 34% dos entrevistados afirmam ter insônia, porém apenas 21% declararam ter o diagnóstico da doença.   Como ter mais qualidade de sono? Para ajudar a melhorar sua qualidade de sono, separamos algumas dicas que você pode adaptar à sua rotina diária, confira:   Respeite o horário de ir dormir Quem precisa acordar cedo também deve ir para a cama cedo, e lembre-se, respeite estes horários também nos finais de semana e feriados.   Desligar a TV e outros aparelhos A televisão, o computador, o celular ou outros aparelhos eletrônicos, devem ser desligados cerca de 30 minutos antes do horário ideal de ir para a cama.   Criar um ambiente escuro Antes de dormir, é importante apagar as luzes e deixar apenas um abajur ligado, de preferência, com uma luz amarela, pois ela favorece o sono, conforme indica a cromoterapia.   Praticar exercício regularmente Praticar pelo menos 30 minutos diários de exercícios, de preferência antes das 21 horas, pode ser benéfico porque ao praticar exercícios o corpo gasta mais energia, aumentando a necessidade de descanso no dia.   Usar óleo essencial relaxante O uso de óleos essenciais como a lavanda, tem um efeito relaxante e calmante, isso porque ao fazer inspirações profundas com o óleo essencial, faz com que o cérebro receba mais oxigênio, além de também estimular a produção hormonal, promovendo a sensação de bem-estar e de relaxamento, favorecendo o sono.   As consequências de não ter qualidade de sono Com as inúmeras mudanças que o mundo vem passando, era digital, pandemia, guerras, é natural que o nosso inconsciente lute para nos manter alerta o tempo todo. Segundo dados da Associação Brasileira do Sono (ABS), colhidos entre 2018 e 2019, a população brasileira já vem dormindo menos a cada ano que passa; de 6,6 horas por dia em 2018 para 6,4 horas por dia em 2019. Mas essa diminuição nas horas de sono preocupa os especialistas, porque dormir corretamente é de extrema importância para a saúde física e mental. 10 dúvidas mais frequentes sobre saúde mental As sequelas da restrição de sono podem ser muito prejudiciais à saúde e influenciar diretamente no aparecimento de doenças como diabete, obesidade, pressão alta, problemas cardíacos, baixa resistência e até mesmo afetar a memória, a concentração, o desempenho intelectual e o humor.   Insônia: distúrbio que afeta a qualidade do sono A insônia é um distúrbio do sono comum. Problemas para adormecer, para permanecer dormindo ou de ter um sono de boa qualidade podem ocorrer mesmo com o tempo e o ambiente adequados para dormir bem. Uma pessoa pode ter o risco maior de insônia devido à idade, ao histórico familiar, à genética, ao ambiente de trabalho e ao estilo de vida, que pode gerar estresse ou preocupação.     Fonte: Jornal Estadão – Summit Saúde Brasil 2022 Portal da USP Site Tua Saúde

10 dúvidas mais frequentes sobre saúde mental

Janeiro é o mês dedicado a alertar a sociedade como um todo da importância de prevenir a saúde mental. Existem diversos tipos de transtornos mentais, segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), eles geralmente são caracterizados por uma combinação de pensamentos, percepções, emoções e comportamento anormais, que também podem afetar as relações com outras pessoas. A saúde mental e o trabalho de prevenção desenvolvido na campanha Janeiro Branco ainda são relativamente pouco discutidas, por isso há muitas dúvidas sobre esse assunto. Para saná-las, o médico psiquiatra Dr. Elton Alonso Pompeu e a psicóloga Mirele Gilioti Passarini levantaram as 10 dúvidas mais frequentes sobre o tema.   Quais são as principais doenças relacionada à saúde mental? Os transtornos mentais são múltiplos e muito variados. A seguir estão as classes mais comuns de transtornos psiquiátricos: Transtornos do neurodesenvolvimento Esquizofrenia e outros transtornos psicóticos Catatonia Transtornos bipolares Transtornos depressivos Transtornos de ansiedade e relacionados ao medo Transtorno obsessivo-compulsivo Transtornos relacionados ao estresse Transtornos dissociativos Transtornos do comportamento alimentar Transtornos de eliminação Transtornos de sofrimento corporal ou de experiência corporal Transtornos por consumo de substâncias Transtornos devidos a comportamentos aditivos Transtornos de controle dos impulsos Transtornos de comportamento disruptivo e dissocial Transtornos de personalidade Parafilias (transtornos de preferência e comportamento sexuais) Transtornos factícios Transtornos neurocognitivos Demências Transtornos mentais ou comportamentais relacionados à gravidez, parto e puerpério   Quando devo procurar um médico para tratar da saúde mental? Você deve procurar um médico psiquiatra quando existir a possibilidade de você estar passando por um transtorno psiquiátrico. Para que isso aconteça, duas condições devem estar presentes: Você deve apresentar um conjunto de sinais e sintomas mentais. Estes sinais e sintomas devem estar causando prejuízo em alguma área de sua vida (social, conjugal, trabalho, estudo etc.) ou representando sofrimento significativo. Se você desconfia ter sinais ou sintomas mentais, percebe prejuízos caudados por eles na sua vida, ou está sofrendo por causa deles, é o momento de procurar um médico psiquiatra.   Qual é a diferença do psicólogo e do psiquiatra? Apesar de em algumas situações psicólogos e psiquiatras estudarem e aplicarem conceitos e técnicas em comum, há diferenças fundamentais na formação e na atuação destes dois profissionais. Os psicólogos são formados em psicologia, que é a ciência que estuda a mente e o comportamento. Eles estudam e aplicam técnicas teóricas e de observação dos estados mentais para interpretar e/ou alterar padrões de pensamento, sentimento e comportamento através de técnicas de psicoterapia. Já os psiquiatras são médicos especializados nas doenças da mente. Eles são formados em medicina, como todo e qualquer médico de qualquer especialidade e, após o curso médico básico de seis anos, realizaram mais três ou quatro anos de residência médica em psiquiatria para se tornarem especialistas. Aos psiquiatras cabe o diagnóstico, prevenção e tratamento direto das doenças mentais. Por serem médicos, cabe exclusivamente aos psiquiatras, além da definição diagnóstica, a solicitação de exames para estudar as condições biológicas do indivíduo, bem como a prescrição de tratamentos que interfiram nessas condições, seja via medicações ou outras técnicas terapêuticas. Alguns psiquiatras também têm formação em psicoterapia, embora esta formação seja mais curta e pontual do que a formação geral dos psicólogos, estando também aptos a administrar psicoterapia aos pacientes.   Como diferenciar tristeza de depressão? A tristeza - assim como a felicidade, a ira, a surpresa/ansiedade, o medo e o nojo - é uma das seis emoções básicas do ser humano. É um estado de dor emocional caracterizado por sensações de desvantagem, perda, desespero, pesar e desamparo. Já a depressão é um estado constante e prolongado de humor rebaixado com aversão à atividade. Um dos sintomas chave da depressão é a anedonia, ou seja, a perda de interesse ou prazer em atividades que geralmente traziam alegria ao indivíduo. Além disso, pode haver tristeza, dificuldade no pensamento e concentração, e aumentos ou reduções significativas no apetite e no tempo e qualidade de sono. As pessoas deprimidas podem ter sensações de desânimo, desesperança e pensamentos suicidas. Por fim, o conjunto desses sintomas citados deve trazer prejuízo a algum campo fundamental da vida do indivíduo para que o diagnóstico de um transtorno depressivo seja firmado.   Quais os principais tratamentos para recuperar a saúde mental? As principais modalidades de tratamento em saúde mental, escolhidas e determinadas pelo diagnóstico do transtorno psiquiátrico do indivíduo adoentado são: Psicoterapia: o uso de métodos psicológicos, baseados em interação pessoal regular com o terapeuta (seja ele psicólogo ou psiquiatra com formação extra em psicoterapia), com as finalidades gerais de ajudar a pessoa a entender e conhecer a si mesma, mudar seu comportamento, superar problemas e aumentar sua felicidade. Medicações psiquiátricas: de prescrição exclusiva por médicos, são remédios que exercem efeito na composição química e no funcionamento do cérebro e do sistema nervoso. Elas podem pertencer a um de cinco grupos básicos, não estando restritas, porém, ao uso dentro de seu determinado grupo, são eles: Antidepressivos: além de seu uso na depressão unipolar, eles podem ser usados em transtornos alimentares, ansiosos, e em transtornos de personalidade com características ansiosas. Antipsicóticos: além de seu uso na esquizofrenia, eles podem ser usados para sintomas psicóticos decorrentes de outros transtornos, para manejo comportamental em autismo e outras condições do neurodesenvolvimento, e como complemento ou até linhas principais de tratamento do transtorno bipolar, bem como em transtornos de personalidade de característica paranóide ou esquizóide. Ansiolíticos: além de seu uso nos transtornos ansiosos, eles podem incluir medicações hipnóticas e sedativas. Estabilizadores de humor: além de serem as principais medicações para o transtorno bipolar, eles tem utilidade clínica nos transtornos de personalidade com instabilidade emocional e no manejo de comportamentos impulsivos importantes. Psicoestimulantes: além de tratarem os transtornos de déficit de atenção e hiperatividade, bem como a narcolepsia, eles são importantes auxiliares em quadros depressivos refratários aos antidepressivos padrão. Além destas classes, medicações com origem em outras especialidades médicas, como anticonvulsivantes (transtorno bipolar e compulsões), anti-hipertensivos (transtornos ansiosos e hiperatividade) e hormônios (depressões e ansiedade refratárias) podem ser usados. Saiba mais sobre a Campanha Janeiro Branco. CLIQUE AQUI! Intervenções não-medicamentosas A estimulação magnética transcraniana é uma técnica não invasiva que visa melhorar o funcionamento cerebral de determinadas áreas através de indução eletromagnética. Suas aplicações estão ainda sob constante pesquisa, mas já há resultados que justificam seu uso em depressões refratárias, junto aos antidepressivos padrões, bem como na enxaqueca. Sua vantagem é a ausência de efeitos colaterais severos. A eletroconvulsoterapia, método infelizmente alvo de imenso preconceito, feita sob protocolos rígidos de sedação e segurança, é medida terapêutica extremamente eficaz e segura na depressão maior, mania, catatonia, estupor, psicose refratária, ideação suicida e bipolaridade, principalmente em gestantes por ser bem mais segura ao feto do que os estabilizadores de humor medicamentosos. Seus efeitos colaterais são comparáveis aos das anestesias gerais e por vezes há perda transitória de memória, que se recupera com o tempo. Hospitalização psiquiátrica: outra medida extremamente atacada e alvo de enorme preconceito, a internação psiquiátrica tem indicações e objetivos claros, que são: Indicações: Ideação suicida ou homicida, risco a si mesmo ou a terceiros, psicose, perda da capacidade de gerenciar o próprio cuidado ou falha absoluta de todos os tratamentos extra-hospitalares. Objetivos: manejo dos sintomas agudos, recuperação da capacidade de auto-gerenciamento do indivíduo, controle de sintomas psicóticos, investigação completa de causas orgânicas de adoecimento mental, resolução de pensamentos suicidas ou homicidas, introdução de tratamentos cuja administração inicial não seria segura fora de hospitais. Por fim, a internação psiquiátrica deve durar apenas o suficiente para que o indivíduo se recupere a ponto de retomar sua vida fora do hospital e de poder manter seu tratamento ambulatorialmente. Internações prolongadas com a mera finalidade de isolar indivíduos do meio social não são, e nunca foram, condutas aceitáveis em psiquiatria.   Quais atividades eu posso fazer para melhorar a minha saúde mental? Praticar atividade física. A nossa mente precisa descarregar energia, por isso fazer no mínimo 30 minutos de exercício físico diario ajuda a manter a oxigenação no cérebro e favorece a produção de endorfina, contribuindo para a saúde mental.   Em quais casos a terapia é indicada como tratamento? A psicoterapia é indicada para todos que apresentam dificuldades de gerenciamento das emoções e, consequentemente, dos comportamentos em função de acontecimentos da vida, que podem variar de situações consideradas mais leves, até casos em que o paciente apresenta transtornos instalados de fato.   Como não adoecer com a correria do dia a dia? Evitar álcool e drogas, pois substâncias psicoativas aumentam as chances de se desenvolver transtornos mentais. Dormir bem, descansar é fundamental para o bom funcionamento do organismo em especial do cérebro. É importante pelo menos uns 30 minutos antes de dormir evitar o uso do celular, computador ou televisão. Cuidar da alimentação. Ter uma alimentação balanceada e bem distribuída ao longo do dia mantém o nosso organismo equilibrado e nutrido.   Como controlar a ansiedade em tempos de insegurança causada pela pandemia? Mantenha uma rotina organizada. Nosso cérebro gosta de rotina e se acostuma com as tarefas quando são organizadas e isso evita o estresse desnecessário. Mesmo diante do trabalho home office, é importante criar uma rotina para se manter saudável.   Como dizer para alguém próximo que ele precisa de acompanhamento para saúde mental? Fale abertamente com amigos e familiares sobre a importância de buscar ajuda profissional. Precisamos normalizar o cuidado da saúde mental, tornar mais acessível para a população geral através de campanhas e informação.   Fonte: www.janeirobranco.com.br

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